quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Famílias Portuguesas nas Missões: Família de José Carlos Fagundes

Famílias Portuguesas nas Missões:
Família de José Carlos Fagundes
Por Zélce Mousquer e Diego de Leão Pufal

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: MOUSQUER, Zélce e PUFAL, Diego de Leão. Famílias Portuguesas nas Missões: a família de José Carlos Fagundes, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

[acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]
[publicado em 28/02/2018]
[atualizado em 30/08/2023]

Na presente pesquisa foram utilizadas as seguintes abreviaturas/siglas:

“bat.” para “batizado(a)”;
“Bn.” para bisneto(a);
“c/c” para “casado(a) com”;
“F.” para filho(a);
“fal.” para “falecido(a)”.
“n.” para “nascido(a)”;
“N.” para neto(a);
***

José Carlos Fagundes nasceu em Curitiba/PR no ano de 1758 e, a exemplo de inúmeros conterrâneos, migrou para povoar o estado do Rio Grande do Sul no século XVIII. Suas origens remontam à genealogia dos primeiros colonizadores do Paraná, vindos de São Paulo.
José Carlos foi filho de Manuel Gonçalves dos Reis ou Manuel Gonçalves Fagundes n. por volta de 1720 em Paranaguá/PR, casado a 24.11.1744 em Curitiba/PR com Leocádia Gonçalves Coutinho, bat. 27.3.1728 em Curitiba/PR. O casal teve os filhos: José Carlos Fagundes, Antônio, Tomás, Manuel, Rita dos Reis, Gertrudes e Rita Gonçalves.
José Carlos foi neto paterno de: Domingos Fagundes dos Reis ou Domingos Fagundes das Chagas) e Maria Antônia Ribeiro de Assunção ou Maria Ribeiro de Gusmão, ambos de Paranaguá/PR e filhos, respectivamente, de Manuel Fagundes e Maria de Peralta e de Felipe Madeira de Gusmão.
José Carlos foi neto materno de: Domingos Gonçalves Padilha (n. 1698 em Paranaguá/PR ou Santos/SP e fal. 23.8.1747 em Tamanduá/PR) e de Ana de Melo Coutinho (n. 1687 em Paranaguá ou Curitiba/PR, onde fal. 25.03.1777).
Por Domingos Gonçalves Padilha, José Carlos foi bisneto de: Manuel Gonçalves de Siqueira /Manuel Gonçalves Padilha (n. São Sebastião/SP ou Paranaguá/PR) e de Paula Rodrigues França (n. Paranaguá/PR), esta filha do capitão-mor João Rodrigues França e Maria da Conceição.
Por Ana de Melo Coutinho, José Carlos foi bisneto de: Francisco de Melo Coutinho (n. cerca de 1654 em São Paulo/SP) e Isabel Luís Tigre (n. 1669, Curitiba/PR), sendo ele filho de Pedro de Melo Coutinho e Maria de Piña ou Pinha e ela filha de Antônio da Mota Marins.
No Censo realizado em 1765 em Curitiba/PR consta que José Carlos vivia com os pais e três irmãos: Antônio, Tomás e Manuel no Campo Largo/PR, mas sabemos que tiveram mais filhas posteriormente: Rita dos Reis, Gertrudes e Rita Gonçalves.
***
Deter-nos-emos no filho José Carlos Fagundes que deixou descendência na região das Missões, no Rio Grande do Sul.
José Carlos Fagundes nasceu em 1758 em Curitiba/PR e casou a 27/11/1784 em Laguna/SC com Isabel Maria da Conceição, n. cerca de 1764 em Imbituba/SC, filha de José Correia de Mello ou José de Mello Correia (n. Ilha do Pico, Açores, Portugal e falecido em 1795 em Torres/RS) e Maria Páscoa (n. Açores). 
Registro de casamento José Carlos e Isabel, cujo ato realizou-se em Laguna/SC.
Imagem do Familysearch
José Carlos e Isabel foram pais de 3 filhos Martiniano, Laurindo e Bernardo, que seguem:


I. MARTINIANO JOSÉ FAGUNDES (TRISTÃO FAGUNDES) n. Osório/RS. Casou a 08.10.1826 em Triunfo/RS com Bernardina Rosa de Araújo/Bernardina Maria de Araújo (viúva de José Inácio da Silva[i]) n. 28.4.1799 Triunfo/RS, filha de Estevão José de Simas[ii]  (grande estancieiro do Vale do Caí, cuja propriedade coube por herança aos filhos, entre estes a Bernardina Rosa) e Leonarda Maria de Araújo. Os avós paternos de Bernardina foram Manuel de Simas e Bárbara Correia ou Carneiro, ambos nasceram e casaram nos Açores. Seus avós maternos foram José de Araújo Villela, o Courita (filho de Antônio de Araújo Villela - o Courita - e Joana Corrêa) e Ana Maria Garcez de Moraes.
Em 1865, Martiniano e Bernardina já eram falecidos por ocasião do matrimônio da filha Martiniana Bernardina.
Sobre a família Simas, José Luiz Nogueira (Genealogia José Luiz Nogueira) destaca esta importante família estabelecida no Rio Grande do Sul, citando Aurélio Porto em notas no livro Farrapos, Rebelião do Rio Grande do Sul (1835-1845):
A família Simas teve grande influência nos acontecimentos de 1835, na região de Montenegro, de que era oriunda. Tem por tronco no Rio Grande do Sul a Estevão José de Simas, natural da Ilha de São Miguel, Açores, filho de Manuel de Simas e de Bárbara Corrêa, da mesma ilha.
Em Santo Antônio da Patrulha, casou-se com Leonarda Maria de Araújo, filha de José de Araújo Villela e de Anna Garcez, naturaes de Triumpho e neta paterna de Antônio de Araújo Villela, portuguez que, casado com Joanna Corrêa, da Laguna, foram primitivos povoadores do Rio Grande do Sul. Desde 1785 Estevão residia em Montenegro, nas proximidades da Fazenda, em Faxinaes que houvera por herança do sogro. Ahi nasceram-lhe os filhos Estevão, Hypolito, Manuel e outros. Ao deflagrar a Revolução de 1835 Manoel José de Simas, que chegou ao posto de Major, tomou logo partido pela legalidade, sendo um dos chefes de forças que se reuniam no Faxinal. [...]
Sobre Martiniano José Fagundes, Renato Klein em seu seu blog (Histórias do Vale do Caí/O morro do Fagundes), informa:
Tristão era proprietário de extensa área de terras situada bem onde hoje se encontra grande parte da atual cidade de Montenegro.
Tristão Fagundes, o primeiro morador das terras em que hoje está situada a maior parte da cidade.
No tempo em que essas terras ainda pertenciam ao município de Triunfo, o lugar da atual cidade de Montenegro era conhecido como Passo do Tristão.
Martiniano José Fagundes - esse era o seu nome verdadeiro - morava na encosta do morro São João, perto da catedral e do hospital. Era pessoa humilde. Trabalhava no rio, transportando pessoas de um lado para o outro com uma canoa. Mas ele era dono de terras que iam da beira do Caí até o morro que hoje guarda o seu nome. Uma terra que hoje teria valor inestimável mas que não era boa para a agricultura e só passou a ter valor de verdade na medida em que a cidade foi se formando e se tornando rica.
Tristão loteou a área, vendendo terrenos. Doou áreas para a igreja e tudo isso ajudou Montenegro a nascer e crescer.
Filhos de Martiniano e Bernardina:
F1. Elíbio José Fagundes, bat. com um ano de idade a 25.10.1833 em Triunfo/RS.
F2. Graciana Maria de Jesus c/c Tobias Antônio Duarte, filho de Joaquim Antônio Duarte e Maria Joaquina ou Maria Ferreira de Jesus.  
F3. Martiniana Bernardina Fagundes c/c Diogo Antônio de Jesus, filho de Manuel Antônio de Jesus (Lapa) e Antônia Maria de Jesus.
F4. Apolinária Fagundes c/c Pedro José da Silva, filho de Joaquim José da Silva e Ana Maria da Trindade.
II. LAURINDO FAGUNDES
III. POLICENA/POLUCENA MARIA FAGUNDES/NUNES c/c Adriano Francisco Duarte, bat. Triunfo/RS, filho de Manuel Francisco Duarte e Rosa Maria.
IV. BERNARDO JOSÉ FAGUNDES foi o primeiro morador a estabelecer-se no Cadeado, então pertencente a Ijuí/RS em 1838. Bernardo c/c Ana Maria Fagundes/do Sacramento/Ana Maria de Jesus, filha de Antônio Rodrigues Goulart e de Maria Joaquina de Jesus, ou Maria Inácia Rodrigues Goulart /do Sacramento. Os avós paternos de Ana Maria foram Francisco Rodrigues Goulart, de Urzelina, Açores e Maria Antônia de Jesus da Vila do Topo, Açores. Seus avós maternos foram Cláudio José Moura, n. Vila do Porto, Açores e Teodora Inácia do Sacramento de Souza. Bernardo José e Ana Maria foram pais de 15 filhos localizados: Camilo, Raimundo, Damásia, José Bernardo, Cipriana Maria, Gaspar José, Albana Antônia, Ana Antônia ou Ana Maria, (Maria) Joaquina, Patrício José, Amabília, Ismael, Inácio, Bonifácio José e Emílio José.
Raimundo José Fagundes.
Foto cedida por Jurandir Zamberlam.

F1. Camilo José Fagundes bat. aos 45 dias, a 24.5.1816, em Encruzilhada/RS. Casou a 7.11.1870 em Cruz Alta/RS com Bibiana Estevão de Siqueira, n. Cruz Alta/RS, filha de José Estevão de Siqueira e Elíbia Maria da Conceição. Camilo não foi citado no inventário da mãe.
F2. Raimundo José Fagundes bat. com 1 mês a 16.6.1818, em Encruzilhada do Sul/RS. C/c Leocádia Antônia de Escobar n. e fal. São Borja/RS, filha de Pedro Antônio Pereira de Escovar[i] (Barão de São Lucas) e Maria Tomásia da Paixão, fal. 5.6.1842, São Borja/RS. Os avós maternos de Leocádia foram Manoel Thomaz da Paixão e Inácia Maria de Toledo[ii]. Veja neste blog a família Pereira Escobar: http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Pereira%20de%20Escobar. Raimundo e Leocádia foram pais de 16 filhos: Justino, Amélia, Maria da Conceição, Zeferino, Lucinda, Manoela Maria, Sofia, Inácia, Fausta, Emília, Maria Manoela, Pedro, Maria Tomásia, Ecilda, João e Estanislau (dúvida), que seguem:
N1. Justino Fagundes de Escobar casou a 25.5.1873 em São Borja/RS, com Angelina Francisca Lages, n. São Borja/RS, onde fal. 14.12.1898, filha de Luiz Gonçalves Lages[iii] que fal. aos 76 anos, a 4.9.1902, São Borja/RS, e Rita Antônia de Oliveira. Pais de 7 filhos: Homero, Marciolina, José, Malvina, Alayde, Dorália e Corália. Justino Fagundes casou em 2º matrimônio em 1914 com Vidalvina Ferreira, n. 5.11.1864 em São Borja/RS, filha legitima de Joaquina Ferreira de Almeida. Pais de:
Bn1. Homero Fagundes
Bn2. Marciolina Fagundes 20 anos em 1902 c/c o primo Antero Fagundes Fonseca, filho de Zeferino Fagundes e Josefina Fagundes da Fonseca.
Bn3. José Apolônio Fagundes n. 6.4.1884, bat. 29.2.1887 em São Borja/RS, onde casou 1906 com Maria da Glória Ávila, então com 22 anos, filha de Balbina da Silveira.
Bn4. Malvina Fagundes casou em 1916 com Oscar Fagundes da Rocha.
Bn5. Alaydes Fagundes com 12 anos, em 1902, c/c 1911 em São Borja/RS com Manoel Joaquim Falcão filho de João Marcelino Falcão e Laudelina de Oliveira Falcão. 
Bn6. Doralia Fagundes n. 12.10.1892 São Borja/RS, onde c/c José Mario Falcão, n. 22.7.1887, filho de João Marcelino Falcão e Laudelina Vieira Falcão.
Bn7. Coralia Fagundes
N2. Amélia Fagundes de Escobar, n. 12.1.1849, bat. 1º.1.1852 em Cruz Alta/RS e fal. 2.6.1905 em São Borja. Casou em 1º matrimônio com Bernardino Fonseca, n. Cruz Alta/RS e fal. aos 50 anos a 27.3.1891 em São Borja/RS, filho natural de Ângelo Rodrigues da Fonseca (n. Viamão/RS) e Margarida dos Santos. Sem descendência. Amélia casou em 2º matrimônio em 1896 em São Borja/RS com Antônio Machado da Silva, filho de Apolinário Machado da Silveira, sepultado em São Francisco de Assis/RS e Manoela Vieira. Sem descendência.
N3. Maria da Conceição de Escobar n. 20.1.1850 bat 1º.1.1852 em Cruz Alta/RS. Casou com Leovegildo Vieira de Oliveira, falecido a 27.12.1893, São Borja/RS, filho de Manoel dos Santos Oliveira e Francisca Pereira de Souza. Os avós maternos de Leovegildo foram Ana Pereira de Souza, fal. em São Borja/RS por volta de 1884, e Manoel dos Santos de Oliveira[iv]. 2 filhos: Gil e Leocádia. Em 1897, Maria da Conceição estava c/c Osório da Conceição Fonseca. Pais de:
Bn1. Gil de Oliveira n. a 3.12.1891, São Borja/ RS.
Bn2. Leocádia Fagundes Vieira n. cerca de 1883, casou a 30.6.1913, São Borja/RS, com Pedro do Nascimento Fagundes, 22 anos, filho de Manoel Ávila de Lima e Sofia Fagundes de Escobar. Os avós maternos de Pedro foram Raimundo José Fagundes e Leocádia Antônia de Escobar.
N4. Zeferino Fagundes de Escobar n. 26.6.1851 bat. 1.1.1852 em Cruz Alta/RS, onde fal. a 31.8.1915. Casou no mesmo local a 24.11.1877 com sua prima Josefina Fagundes da Fonseca, fal 5.1.1918, filha de Ângelo Rodrigues da Fonseca (fal. em Cruz Alta/RS) e Albana Fagundes. Pais de 10 filhos: Abreu, Maria Autilia, Antero, Antônio, Amantina, Aurora, Albano, Amazilia, Alzira e Adriano.
Bn1. Abreu da Fonseca Fagundes n. 11.7.1894 em Santiago/RS. Casou em São Borja/RS com Bryanor Garcia Moraes, filha de Paulino de Moraes e Edelmira Garcia de Moraes. Os avós paternos de Bryanor foram Paulino Manoel Antônio de Moraes e Maria Paulina de Moraes. Seus avós maternos foram Albino Garcia da Rosa e Francisca da Conceição Garcia.
Bn2. Maria Autilia Fagundes n. 13.5.1881 bat. 25.10.1884 em São Borja/RS, onde c/c Pedro Fagundes da Fonseca/Fonseca Fagundes, n. 1º.11.1879, bat. 4.9.1880 em São Borja/RS, filho de Manoel Rodrigues da Fonseca e Maria Tomásia Fagundes/da Paixão.         
Bn3. Antero Fagundes da Fonseca casou em São Borja/RS com sua prima Marciolina Fagundes, n. 24.1.1883, filha de Justino Fagundes e Angelina Lages.              
Bn4. Antônio Fagundes da Fonseca casou em 1916 em São Borja/RS com a prima Maria Joaquina da Fonseca Dutra, filha de Leandro Vieira Dutra e Serena Fagundes da Fonseca. Os avós paternos de Maria Joaquina foram José Vieira Ruivo e Maria Joaquina Dutra. Seus avós maternos foram Manoel Rodrigues da Fonseca e Maria Tomásia Fagundes/ da Paixão.
Bn5. Amantina da Fonseca Fagundes n. 23.4.1888, São Borja/RS, onde casou em 1908 com o primo Diniz Fagundes da Fonseca n.10.5.1883 em São Borja/RS, filho de Manoel Rodrigues da Fonseca e Maria Tomásia/Fagundes/ da Paixão. Os avós paternos de Diniz foram Ângelo Rodrigues da Fonseca. Seus avós maternos foram Raimundo José Fagundes e Leocádia Antônia de Escobar.
Bn6. Aurora Fagundes da Fonseca c/c Joaquim Bernardo Dutra, filho de José Bernardo Vieira e Cesária Pereira Dutra.                
Bn7. Albano Fagundes c/c Elvira Almeida, filha de Idalino de Almeida e Glicéria Dutra de Almeida.   
Bn8. Amazilia Fagundes da Fonseca c/c o primo Hortêncio/Ortêncio Fagundes, filho de Manoel Rodrigues da Fonseca e Maria Tomásia Fagundes/da Paixão.
Bn9. Alzira Fagundes da Fonseca c/c Arthur José dos Santos, filho de Lourenço José dos Santos e Virginia Antônia dos Santos.    
Bn10. Adriano da Fonseca Fagundes n. 21.12.1893. Casou a 1º.7.1925 em São Borja/RS com Flora Júlia da Cruz Piegas, n. 30.4.1906, filha de Octacílio da Cruz Piegas (n. 24.9.1875, Uruguai) e Jiessie Carlota Neston de Piegas (n. 3.6.1885, Uruguai).                 
N5. Tomásia Fagundes de Escobar
N6. Lucinda n. 22.1.1854, Cruz Alta/RS. Não é citada no inventário da mãe.
N7. Manoela Maria Fagundes n. 14.11.1862, Cruz Alta/RS, c/c Manoel Luiz da Rocha, filho de Claudino Martins da Rocha e Laura Pereira da Luz. Pais de:  
Bn1. Arminda Fagundes da Rocha n.12.5.1890 em São Borja/RS c/c o primo Astúrio Fagundes de Oliveira Freitas, n. 4.8.1891, São Borja/RS, filho do general João José de Oliveira Freitas e Ecilda/Essilda Fagundes de Escobar.
N8. Sofia Fagundes de Escobar n. 2.3.1856, bat. 26.6.1856, Cruz Alta/RS, c /c com Manoel Ávila de Lima.
Bn1. Pedro do Nascimento Fagundes casou aos 22 anos, a 30.6.1913 São Borja/RS, com Leocádia Fagundes Vieira, filha de Leovegildo Vieira de Oliveira[v] (fal. 27.12.1893 em São Borja/RS) e Maria da Conceição Escobar. Os avós paternos de Leocádia foram Manoel dos Santos Oliveira e Francisca Pereira de Souza. Seus avós maternos foram Raimundo José Fagundes e Leocádia Antônia de Escobar.
Bn2. Bernardino de Lima (dúvida)
Bn3. Francisco Fagundes de Ávila c/c Gasparina Medeiros, filha de Silvestre Vitor de Medeiros e Anna Prestes. Pais de:
Tn1. Noêmia Medeiros c/c Vitorino Sales Fonseca Fagundes, filho de João Fagundes de Escobar e Maria Cândida da Fonseca.
N9. Inácia Fagundes de Escobar c/c o primo José Fagundes da Fonseca, fal. a 15.11.1897 São Borja/RS, filho de Ângelo Rodrigues da Fonseca e Albana Fagundes da Fonseca.
N10. Fausta Fagundes de Escobar b. aos 12 meses? a 24.5.1859 em São Borja/RS. Casou com Inocêncio Saraiva da Fonseca, n. 1851, Triunfo/RS e fal. 3.6.1918 em São Borja/RS, filho de Alberto Saraiva da Fonseca[vi] (n. 20.11.1819 em Triunfo/RS e fal. 24.2.1888 em São Borja/RS) e Justina Cândida da Silva (fal. 26.3.1904 em São Borja/RS). Os avós paternos de Inocêncio foram Antônio Saraiva da Fonseca e Mariana Perpétua/Joaquina Silva[vii]. Seus avós maternos foram José Manoel Mendes[viii] (fal. 3.8.1870 e, São Borja/RS) e Inocência da Silva Neves (fal. aos 62 anos, a 21.5.1872). Pais de:
Bn1. João Pedro Fagundes n. 3.5.1877 em São Borja/RS. Casou com Florisbela de Lima Mendes, n. 23.5.1872, bat. 11.9.1872, filha de Quirino José Mendes e Amabilia de Lima.
Bn2. Atanásio Saraiva da Fonseca n. 24.6.1888. C/c Maria Angélica Vieira, n. 30.1.1881 em Santiago/RS, filha de Eduardo Vieira Ruivo e Amabília Vicente Soares, neta paterna de João de Freitas Vieira e Rita Vieira Ruivo (fal. 5.8.1891 em Santiago/RS).
#Notas:
João de Faria Vieira e Rita foram pais de:
1. Antônio Vieira Ruivo, casado.
2. Eduardo Vieira Ruivo c/c Amabília Vicente Soares.
3. José Vieira Ruivo c/c Maria Joaquina Dutra.
***
N12. Maria Manoela Fagundes n. 20.9.1873 em São Borja/RS. C/c Fermiano Martins da Rocha, filho de Claudino Martins da Rocha e Laura Joaquina Pereira da Luz. Pais de:
Bn2. Arlinda Fagundes da Rocha n. 15.6.1893 em São Borja/RS, onde casou em 1911 com Luiz Fidêncio Falcão, n. 21.8.1889, filho de José Lopes Falcão[ix] e Francisca Machado de Almeida. Os avós paternos de Luiz foram Cap. Fidêncio Lopes Falcão e Gertrudes de Almeida Falcão. Seus avós maternos foram o tenente João Machado de Almeida e Joaquina Ferreira de Almeida. Pais de 1 filha.
Bn3. Pedro Martins da Rocha (dúvida)
Bn3. Arminda Fagundes da Rocha
N13. Pedro Fagundes de Escobar n. 27.7.1863, bat. 30.140.1864 em Cruz Alta /RS e fal. solteiro a 20.2.1889 em São Borja/RS.
N14. Maria Tomásia Fagundes/da Paixão casou a 1º.4.1870 em Cruz Alta/RS (Cadeado) com Manoel Rodrigues da Fonseca.
Bn1. Diniz Fagundes da Fonseca c/c a prima Amantina Fagundes da Fonseca, filha de Zeferino Fagundes e Josefina Fagundes da Fonseca.
Bn2. Serena Fagundes da Fonseca casou com o primo Leandro Vieira Dutra, filho de José Vieira Ruivo e Maria Joaquina Dutra.
Bn3. Pedro Fagundes da Fonseca casou em São Borja/RS com a prima Maria Autilia Fagundes, n. 13.5.1881, bat. 25.10.1884 em São Borja/RS, filha de Zeferino Fagundes de Escobar e Josefina Fagundes da Fonseca.
Bn4. Maria Cândida da Fonseca casou aos 21 anos, em 1896, com o tio João Fagundes de Escobar, n. 12.11.1871, bat. 26.12.1871 em São Borja/RS, filho de Raimundo José Fagundes e Leocádia Antônia de Escobar.              
Bn5. Hortêncio/Ortêncio Fagundes c/c a prima Amazilia Fagundes da Fonseca, filha de Zeferino Fagundes Escobar e Josefina Fonseca Fagundes.                                  
N15. Ecilda Fagundes de Escobar, n. 21.9.1870, Cruz Alta/RS e fal.  24.12.1952 em Porto Alegre/RS. Casou a 29.5.1887 em São Borja/RS com o viúvo Gal. João José de Oliveira Freitas, n. 16.11.1846 em São Borja/RS e fal. 16.6.1916 em Sapucaia do Sul/RS (sepultado Porto Alegre/RS), filho de José Gonçalves de Freitas (n. São Paulo e fal. Alegrete/RS) e Rita Marques de Oliveira (missioneira). Pais de 16 filhos. João José fora casado, anteriormente a 6.3.1875 em Porto Alegre/RS com Alzira de Menezes Cardoso[x], fal. 16.11.1884, filha do major Carlos Francisco Cardoso e Maria Altina de Menezes. João José e Alzira tiveram 5 filhos.
Reprodução que faz parte do livro de Mário Xavier. Fotografia obtida no Jornal de Santa Catarina,
edição on line de 18.2.2016.

O pesquisador Mário Xavier em seu livro O Cel. Freitas e a Colônia Militar de Chapecó, nos apresenta um fabuloso relato sobre a vida de João José de Oliveira Freitas:                                 
O diretor da Colônia militar do Chapecó em Xanxerê, de 1900 a 1903, ficou lembrado para a história, em Santa Catarina (SC) como o "Coronel Freitas", respectivamente o posto militar e o sobrenome principal pelos quais era conhecido na época, e que inspiraram também o nome de um município do Oeste Catarinense. Já no Rio Grande do Sul (RS), terra natal de João José, sua memória ficou gravada como "General Freitas", por ter se reformado em 1908, como General de Brigada, com a graduação de General de Divisão [...] (2016, p.128).
            Mais adiante, lemos:
O veterano soldado – menino nascido em São Borja, órfão de pai e mãe, educado na Vila de Uruguaiana pélo padrinho, radicado na capital do Império, Rio de Janeiro, ainda adolescente, voluntário e veterano da Guerra do Paraguai, engenheiro militar graduado na Pioneira escola da Praia Vermelha no Rio de Janeiro, republicano, maçom, professor,, pai de 21 filhos de dois casamentos, desbravador e dirigente de colônias militares para apoio aos civis nos sertões do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, diretor de Engenharia da hoje 3ª Região Militar [...] (2016, p. 138).
Bn3. Ecildina Fagundes de Oliveira Freitas (Neneca) n. 29.6.1890. C/c Franklin Vieira de Oliveira Sobrinho, filho de Virgílio Vieira de Oliveira e Lisbela Lages de Oliveira.
Bn4. Asturio Fagundes de Oliveira Freitas n. 4.8.1891 em São Borja/RS onde c/c a prima Arminda Fagundes da Rocha, n. 12.5.1890 em São Borja/RS, filha de Manoel Luiz da Rocha e Manoela Maria Fagundes.
Bn5. José Fagundes de Oliveira Freitas n. 8.10.1892, São Borja/RS.
Bn6. Dorzila Fagundes de Oliveira Freitas n. 31.12.1893.
Bn7. Olinto Fagundes de Oliveira Freitas n. 26.9.1895.
Bn8. Alice Fagundes de Oliveira Freitas n. 10.2.1897.
Bn9. Osório Tuyuti de Oliveira Freitas[i] n. 24.5.1898.
Bn10. Amadeu Fagundes de Oliveira Freitas n. 2.1.1900, no estado do Paraná. Casou em 1930, São Borja/RS, com Doracy Lima Pereira, n. 10.2.1908, RS, filha de Claudiano Pereira da Silva (n. 31.7.1875) e Morena Constança Lima da Silva (n. 2.9.1889).        
Bn11. Aracy Fagundes de Oliveira Freitas n. 31.10.1902 na Colônia do Chapecó/Paraná, onde casou a 29.12.1934 com Armando Buarque da Rocha Pedregulho, n. 7.2.1897 em Santana do Livramento e fal. 23.7.1958.
Bn12. Helvécio Fagundes de Oliveira Freitas n.16.4.1904 na Col. Chapecó/SC.
Bn13. Dídimo Fagundes de Oliveira Freitas (Didi) n. 11.9.1905 em Porto Alegre/RS.
Bn14. Jadi Fagundes de Oliveira Freitas n. 19.10.1909 em Porto Alegre/RS, onde fal. 2007.
Bn15. Jacy Fagundes de Oliveira Freitas n. 22.5.1911 em Porto Alegre/RS.
Bn16. Jurema Fagundes de Oliveira Freitas n. 23.9.1903 em Porto Alegre/RS.
N16. João Fagundes de Escobar n. 12.11.1871, bat. 26.12.1871 em São Borja/RS, onde casou aos 25 anos em 1896 com a sobrinha Maria Cândida da Fonseca, 21 anos, filha de Manoel Rodrigues da Fonseca e Maria Tomásia Fagundes/da Paixão. Pais de 4 filhos: Carmelina, Ildefonso, Vitorino e Astrogildo. 4 filhos.
F3. Damásia nascida no Rio Pardo/RS a 12.12.1821, onde foi bat. a 16.5.1822. C/c Zeferino dos Santos.
F4. José Bernardo Fagundes bat. aos 11 meses e 19 dias, a 5.3.1821, Encruzilhada/RS e fal. 7.9.1871 em Cruz Alta/RS, onde casou a 28.8.1845 com Maria do Céu Mattos Pereira, n. Viamão (?) e fal. a 20.11.1877, filha de Joaquim Pereira a Maria Inácia. Maria do Céu teve seu inventário autuado em Cruz Alta a 16.12.1877 e deixou os seguintes filhos:
N1. Raimundo Fagundes
N2. Francisco José n, 4.10.1823.
N3. Camilo José Fagundes n. 1847.
N4. Leonor Fagundes c/c Cap. João Antônio de Oliveira.
N5. Crescêncio José Fagundes (dos Santos), n. 30.5.1850 e fal. aos 69 anos a 28.2.1919 em Cruz Alta/RS, onde c/c (?) Rosalina Maria Ribas, filha de Jeremias Ramão O. Ribas e Mariana de Lima. O casal Crescêncio e Rosalina deu origem à família Ribas Fagundes. Foram pais de:
Bn1. Maria José Fagundes dos Santos c/c Damásio dos Santos, filho de Juvêncio Fagundes dos Santos e Ana Fonseca. Pais de:
        Tn1. Juvêncio Fagundes Neto, n. 28.5.1896 em Cadeado, Cruz Alta, e fal. aos 52 anos a 14.11.1948 no mesmo lugar, casado, deixado sete filhos.
        Tn2. Argemiro dos Santos, fal. 4.8.1947, aos 54 anos, em Cadeado, c/c Universina, deixando 8 filhos.
Bn2. José Ribas Fagundes n. 1876, Cruz Alta/RS, onde fal.
Bn3. Franklim Ribas Fagundes n. 4.6.1878 em Cruz Alta/RS, onde fal. 13.5.1941. Casou em Santo Ângelo em 1906 com Francisca do Amarante Ribas. Pais de dez filhos. Casou em 2º matrimônio com Alcinda Padilha, n. 26.12.1906 em Cruz Alta/RS, onde fal 26.12.1977, filha de Pedro Padilha e Josefina Alves. 
Bn4. Ana Fagundes dos Santos c/c Juvenal Fonseca dos Santos, filho de Juvêncio dos Santos e Ana Fonseca dos Santos.
Bn5. Camillo Ribas Fagundes n.1882, Cruz Alta/RS, onde faleceu.
Bn6. Rosalina Fagundes Gama c/c Carlos Augusto Nogueira da Gama.
Bn7. Honorina Fagundes Reis c/c Franklim Reis de Araújo.
Bn8. Leonel Ribas Fagundes n.1878
N4. Juvêncio José Fagundes n. cerca de 1852, c/c Idalina dos Santos Fagundes.
N5. Generosa Fagundes
N6. Gaspar José Fagundes, federalista, n. 17.5.1858, bat. 8.7.1859 em Cruz Alta, onde fal. 11.11.1892, na cadeia[ii]. Casou a 26.8.1876 em Cruz Alta/RS com Jacinta Joaquina da Motta/Gomes, filha de Joaquim Pereira da Motta[iii] (fal. 28. 6. 1885 em Cruz Alta/RS) e Carolina Rodrigues Gomes.
N7. Carmelinda Fagundes, n. 1863 e fal. 28.10.1931 em Cadeado, Cruz Alta. Casou a 18.3.1876, com 13 anos, em Cruz Alta/RS, com o primo Antônio Monteiro da Fonseca, n. 4.6.1857, bat. 22.3.1858 em Cruz Alta/RS, filho de Porfírio Rodrigues/Fagundes da Fonseca e Ana Maria Fagundes.
N8. Ana Maria Fagundes/Ana Maria Olinta da Fonseca, n. Cruz Alta/RS, onde casou a 15.1.1882 com o primo Porfírio Rodrigues/Fagundes da Fonseca, filho de Ângelo Rodrigues da Fonseca e Albana Fagundes/Antônia de Jesus/Fagundes. Ana Maria casou a 6.4.18725 em Cruz Alta, com o major Zeferino dos Santos, viúvo de Joaquina Fagundes. Pais de:
Bn1. Emília da Fonseca c/c o capitão José Antônio Garcez, fal. 11.11 ou 12.1892 em Cruz Alta. José casou-se em segundas núpcias com Amália dos Santos, com quem teve um filho de nome Júlio. Emília e José foram pais de 2 filhos:
        Tn1. Amélia Garcez Nunes c/c Thomaz de Souza Neves.
        Tn2. Júlia Garcez Nunes c/c Fausto Carvalho de Oliveira.
Bn2. Antônio Monteiro da Fonseca n. 4.6.1857, bat. 22.3.1858 em Cruz Alta/RS. Casou a 18.3.1876, Cruz Alta/RS, com a prima Carmelina Fagundes, 13 anos, filha do coronel José Bernardes Fagundes e Maria do Céu Fagundes.
F5. Francisco José n. 04.10.1823 e falecido sem deixar descendentes.
F6. Cipriana Maria Fagundes de Jesus n. 21.10.182,5 bat. a 11.6.1825, Rio Pardo/RS. Casou em Cruz Alta a 29.8.1844 com Joaquim José dos Santos, n. Rio Pardo/RS, filho de Joaquim José da Costa Guimarães[iv] e Jacinta Joaquina/Josefa dos Santos. Os avós paternos de Joaquim José dos Santos foram Domingos da Costa e Ana Maria. Seus avós maternos foram Gabriel José dos Santos e Joaquina Rosa de Jesus. Pais de:
N1. Damásia Fagundes dos Santos n. 20.7.1856, bat. 24.9.1856 em Cruz Alta/RS e fal. 16.9.1939 em Cadeado, Cruz Alta, onde casou a 21.7.1875 com João Gomes de Moraes, nascido em 1859, filho de Gabriel Gomes de Moraes de Ana Lemes da Silva/Cavalheiro. Os avós paternos de João Gomes foram Miguel Gomes de Moraes e Manuela Andreza de Lara. Seus avós maternos foram Maria Joaquina de Almeida e com Gabriel Lemes (os) da Silva/Cavalheiro da Silva. Pais de:
Bn1. Gabriel Fagundes de Moraes n. 12.3.1896, Cruz Alta/RS.
Bn2. Basílio Fagundes de Moraes n. 14.6.1886, Cruz Alta/RS.
Bn3. Joaquim Fagundes de Moraes n.14.10.1888, Cruz Alta/RS.
Bn4. Juvenal Fagundes de Moraes n. 21.1.1891, Cruz Alta/RS.
Bn5. João Fagundes de Moraes n.14.4.1893, Cruz Alta/RS.
Bn6. Firmino Fagundes de Moraes n. 18.2.1899, Cruz Alta/RS.
N2. Lucinda Fagundes dos Santos casou a 9.8.1876, Cruz Alta/RS, com Timóteo Antônio de Oliveira, filho de Inácio Antônio de Oliveira[v] e Ana Maria de Borba.
N3. Tertuliana Fagundes dos Santos casou a 16.6.1880 em Cruz Alta/RS com Elesbão Antônio de Oliveira, filho de Inácio Antônio de Oliveira e Ana Maria de Borba.
F7. Gaspar José Fagundes n. a 2.4.1827, bat. 7.4.1827, Rio Pardo/RS,
F8. Albana Fagundes/Albana Antônia de Jesus n. 20.8.1828 e bat. 27.10.1828 em Rio Pardo/RS. C/c Ângelo Rodrigues da Fonseca (com inventário autuado em 1896, Cruz Alta/RS). Pais de:
N1. Ana Fagundes da Fonseca c/c Juvêncio Fagundes dos Santos.
N2. Serafim Fagundes da Fonseca n. cerca de 1862.
N3. Zeferina Fagundes da Fonseca
N4. Porfírio Rodrigues/Fagundes da Fonseca n. Cruz Alta/RS, onde fal. a 31.10.1920 e onde casou aos 25 ou 29 anos, a 15.1.1882 com a prima Ana Maria Fagundes/Ana Maria Olinta da Fonseca, n. Cruz Alta, 18 anos, filha de José Bernardo Fagundes e Maria do Céu. Ana casou em 2º matrimônio com o major Zeferino dos Santos, viúvo de Joaquina Fagundes. Acima citados.
N5. José Fagundes da Fonseca fal. 15.11.1897 em São Borja/RS. C/c a prima Inácia Fagundes da Fonseca, filha de Raimundo José Fagundes e Leocádia Antônia de Escobar.
N6. Belmira Fagundes da Fonseca fal. aos 90 anos a 25.5.1940 em Cadeado, Cruz Alta, c/c Manoel Isaías Alves, filho do tenente-coronel Isaías Antônio Alves (fal. 15.4.1863 em Cruz Alta/RS) e Henriqueta Alves da Fonseca/de Jesus (fal. 2.9.1906 em Cruz alta ou Porto Alegre), sem descendentes.
#Nota: 
Isaías Antônio e Henriqueta foram pais de:
1. Maria Isaías de oliveira c/c Pedro de Oliveira e Silva.
2. Manuel José Alves c/c Belmira Fagundes da Fonseca, filha de Ângelo Rodrigues da Fonseca e Albana Fagundes/Albana Antônia de Jesus.
3. João Alves.
4. Luísa Maria Isaías Alves.
***
N7. Josefina Fagundes da Fonseca fal 5.1.1918. Casou a 24.11.1877 em Cruz Alta/RS com o primo Zeferino Fagundes de Escobar, n. 26.6.1851, bat. 1.1.1852 em Cruz Alta/RS, onde fal. a 31.8.1915, filho de Raimundo José Bernardes e Leocádia Antônia de Escobar. Pais de 10 filhos: Abreu, Maria Autilia, Antero, Antônio, Amantina, Aurora, Albano, Amazilia, Alzira e Adriano. Zeferino casa em 2º matrimônio com Ana Maria Fagundes (tia de sua esposa), filha de Bernardo José Fagundes e maria do Céu.
N8. Guilhermina Fagundes da Fonseca casou a 19.12.1878 em Cruz Alta/RS com Propício Machado dos Santos, filho de Virgílio Machado dos Soares e Clara Pedroso dos Santos.
N9. Libânio Fagundes da Fonseca c/c Antônia Soares dos Santos, filha de Virgílio Machado dos Santos e Clara Pedroso.
N10. João Fagundes da Fonseca c/c Antônia dos Santos.
N11. Maria Joaquina Fagundes da Fonseca fal. aos 73 anos a 18.1.1942 em Cadeado, Cruz Alta/RS. Casou a 17.1.1892 com Antônio Telles Fogaça, filho de Balduíno Fogaça de Almeida[vi] (viúvo de Deolinda Joaquina Fausta de Oliveira, filha de João José de Oliveira e Deolinda Emília dos Santos) e Francisca Telles da Silva. Seus avós maternos foram Francisco Telles de Souza[vii] (fal. 22.12.1876) e Bernardina do Amaral Telles.Foram pais de sete filhos: Hermínio, Albano, Dalila, Amazilda, Rosalina, Laurindo e José.
N12. Osório Fagundes da Fonseca, casado, fal. aos 62 anos a 30.3.1925 no Cadeado, 6 distrito de Cruz Alta/RS.
F9. Ana Antônia Fagundes n. 1º.8.1830, bat. 27.11.1830, Rio Pardo/RS.
F10. (Maria) Joaquina Fagundes n. 29.5.1832, bat. 8.10.1832, Rio Pardo/RS.
F11. Patrício José Fagundes n. 12.12.1834, bat. 20.3.1835 Rio Pardo/RS, c/c Rosária Maria Fagundes.
F12. Amabília Fagundes n. em torno de 1839. C/c o tenente José Fernandes Paz. Pais de:
N1. Antônia Fagundes Paz c/c Hipólito José da Silva.
N2. Joaquina Fernandes Paz n. 1.9.1863 Cruz Alta/RS, onde fal. a 5.7.1897 e onde casou a 26.3.1895 com Ângelo Maria Carpes, n. 30.10.1866 em Cruz Alta/RS, filho de João Maria Carpes[1] e Maria Rita de Quadros. Os avós paternos de Ângelo, foram Francisco Antônio Carpes[2] e Maria Inácia da Trindade.
Bn1. Valesia/Valéria Carpes n.11.2.1896 em Cruz Alta, onde fal. 12.5.1914 e onde casou aos 17 anos, em 20.7.1912 com Bento Manoel da Veiga Netto, 22 anos, filho de João Manoel dos Santos e Joana José da Veiga. Os avós maternos de Bento foram Bento José da Veiga[3] fal. aos 70 anos, a 15.2.1912 e Balbina Rodrigues Ramos, fal. 7.5.1898 em Cruz Alta/RS.   
N3. Ana Fernandes Paz fal. 22.2.1964 em Cruz Alta/RS, onde casou a 20.1.1895 com Agilberto Carpes, n. 20.7.1874 em Cruz Alta/RS e fal. 22.2.1963, filho de João Maria Carpes e Maria Rita de Quadros
N4. Mariana Fernandes Paz c/c José dos Santos Fogaça, filho de Balduíno Fogaça de Almeida e Deolinda dos Santos de Oliveira.
N5. Manoel Fernandes Paz
N6. Bernardo Fernandes Paz n. cerca de 1877 e faleceu solteiro em 27.6.1906 em Cruz Alta/RS.
N7. Elisbão Fernandes Paz c/c Rosa Fogaça dos Santos, fal. 5.4.1905 em Cruz Alta/RS.

N8. Fausta Fagundes Paz/Paz da Silveira c/c Hipólito Valença/Valencio da Silveira n. 15.9.1864 em Urupu, Cruz Alta/RS, onde fal. 3.9.1942, filho de Jeremias José da Silveira/Jeremias da Silveira d'Avilla e Veneranda Maria de Lima.
F13. Ismael José Fagundes n. cerca de 1840, Cruz Alta/RS e fal. aos 63 anos a 7.9.1899 em São Borja/RS. Casou a 3.4.1871 em Cruz Alta/RS com Joaquina Maria Aurora/Joaquina Maria Pedroso, filha de Joaquim José Pedroso e Maria Carneiro de Jesus.
F14. Inácio José Fagundes (dúvida quanto a este filho)
F15. Bonifácio José Fagundes n.15.5.1843, Cruz Alta/RS, onde casou a 9.10.1874, com Maria Severina Garcez, viúva de José Corrêa de Oliveira e irmã do delegado José Antônio Garcez (Cabellera), federalista. Esta Maria Zeferina seria filha de Augusta, casada com Isidoro Moreira Motta.
F16. Emílio José Fagundes (gêmeo com Bonifácio) n. 15.5.1843, Cruz Alta/RS. Casou a 7.10.1866, São Borja/RS, com Alexandrina Maria Pereira, n. São Borja/RS, filha de Eufrásia Maria Pereira.

Fontes consultadas:
- Alves, Luiz Antônio. Genealogia de Antônio Araújo Villela e Joana Corrêa. Disponível em http://www.fuj.com.br/?a=postagem&p=genealogia_de_Antônio_araujo_vilela_e_joana_correa_992. Acesso em fevereiro 2018.
- Arquivo da igreja mórmon: livros de batismos, casamentos e óbitos de São Borja/RS, Triunfo/RS, Capela de Santana/RS, Encruzilhada do Sul/RS e Laguna/SC.
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batismos, casamentos e óbitos de Rio Pardo.
- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): processos de inventários.
Arquivos pessoais de Diego de Leão Pufal, Gilson Justino da Rosa e Jurandir Zamberlan.
- Cavalari, Rossano Viero Cavalari. A Gêneses da Cruz Alta. Cruz Alta: Unicruz, 2004.
- Cavalari, Rossano Viero Cavalari. Os Olhos do General. Porto Alegre: Martins Livreiro, 2007.
- DOMINGUES, Moacyr. Famílias Lagunenses. Edição do Autor.
- Klein, Renato. Histórias do Vale do Caí. Disponível em http://historiasvalecai.blogspot.com.br/ e http://historiasvalecai.blogspot.com.br/search?q=fagundes . Acesso janeiro 2018.
- Nogueira, José Luiz. Genealogia José Luiz Nogueira. Disponível em  http://jlnogueira.no.comunidades.net/simas . Acesso em fevereiro 2018.
- PEREIRA, Cláudio Nunes (org). Genealogia Tropeira. Disponível em  http://www.alfredo.com.br/arquivos/gentrop8.pdf . Acesso em janeiro 2018.
- Rosa, Antônio Carlos Fernandes. Montenegro de Ontem e de Hoje. São Leopoldo: Hortermund, 1978, Vol I.               
- SILVEIRA, Valdenei. Genealogia da Família Silveira. Disponível em http://wc.rootsweb.ancestry.com/cgi-bin/igm.cgi?op=GET&db=valdenei&id=I31676. Acesso em janeiro 2018.
- Xavier, Mario. O Cel. Freitas e a Colônia Militar de Chapecó. Os primórdios de Xanxerê e a colonização do Oeste Catarinense. Florianópolis: Insular, 2016.
- ZAMBERLAML, Jurandir. Boa Vista do Cadeado. Suas origens missioneiras à município do século XXI. Porto Alegre: Palotti, 2002.





NOTAS:
[i] Autor da obra "Pioneiros Militares em Paraná- Santa Catarina". Este Livro foi organizado e publicado por Yara Freitas da Silva, filha de Osório e neta de João José.

[ii] Cavalari, 2007, p. 57.

[iii] Joaquim Pereira da Motta e Carolina foram pais:
1. Jacinta da Motta Gomes c/c Gaspar José Fagundes.
2. Estefânia da Motta c/c Hilário da Silva Lourega.
3.  José Canhedo (?) da Motta
Os irmãos de português Joaquim Pereira da Motta.
1. José Pereira da Motta natural de Portugal c/c Leopoldina Pereira Carpes.
2. Manoel Pereira da Motta
3. Rosa Pereira da Motta c/c Antônio de Souza
4. Joaquina Pereira de Jesus
5. Caetano Pereira da Motta
6. Joaquim Pereira da Motta
7. Maria Joaquina de Oliveira Motta c/c José Maria de Oliveira.

[iv] Joaquim e Jacinta foram pais:
1. Joaquim José dos Santos c/c Cipriana /Fagundes/Maria de Jesus.
2. João da Costa Guimarães
3. Ana da Costa Guimarães
4. Ana da Costa Guimarães (II)

[v] Inácio e Ana Maria foram pais de:
1. Elesbão Antônio de Oliveira c/c Tertuliana Fagundes dos Santos, filha de Joaquim José dos Santos e Cipriana Fagundes de Jesus/Maria de Jesus.
2. Timóteo Antônio de Oliveira c/c Lucinda Fagundes dos Santos.
[vi] Balduino e Francisca foram pais:
1. Antônio Telles Fogaça c/c Maria Joaquina Fagundes.
2. Maria c/c Jacob Hermann.

[vii] Francisco casou em 1º matrimônio com Generosa da Silva Marques falecida em Vacaria e em 2º matrimônio. com Bernardina.
Filhos do 1º matrimônio de Francisco.
1. Maria Francisca da Silva c/c João Telles moradores em Vacaria/RS
2. Francisco Telles da Silva
3. Ana c/c Thomaz Mendes de Mascarenhas, moradores n Província de Corrientes, Argentina.
4. Manoel Filho Telles da Silva
5. Francisca c/c Balduíno Fogaça de Almeida            
6. Eduardo Telles de Souza/da Silva
7. Olivério Telles de Souza
8. Maria Cândida c/c Sinfronio Olímpio Barreto do Amaral, moradores em Vacaria/RS.
Filhos do 2º matrimônio
9.  Manoel Telles de Souza
10. Simplício Telles de Souza
11. Vidal Telles de Souza
12. Jacintha Telles c/c Delfino Soares do Amaral
13. Amélia, com 18 anos.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A mãe da mãe do meu avô materno ...: uma genealogia matrilinear


A mãe da mãe de meu avô materno...: uma genealogia matrilinear

Autoria de
Diego de Leão Pufal

[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para
diegopufal@gmail.com]

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. A mãe da mãe de meu avô materno ...: uma genealogia matrilinear, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

[publicado em 31/01/2018]

***
Dando seguimento à publicação anterior, em que veiculei a minha genealogia matrilinear, hoje abordo a linha ancestral feminina de meu avô materno.
Curiosamente ou não, a origem matrilinear de meus avós maternos – o que foi possível apurar por meio da documentação – é a mesma: ilha do Faial, Açores, Portugal. Os sobrenomes relacionados em ambas genealogias indicam por certo que eram todos aparentados, embora não tenha conseguido encontrar a ligação, pela ausência dos documentos mais antigos.
Não há como deixar de registrar a importância de desbravar a linha materna de cada um, como forma de resgatar os sobrenomes de cada antepassada, pois se perdem, em regra, a cada casamento. Além disso, a pesquisa genealógica por varonia é geralmente óbvia, considerando que o sobrenome que levamos se repete por gerações, com algumas exceções, como é o caso de muitas famílias lusitanas.
Nesse sentido, consegui retroceder 14 gerações, contando com a minha, descobrindo sobrenomes familiares que uma pesquisa patrilinear jamais revelaria, além de parentescos inesperados. Do mesmo modo, embora para alguns leigos em genealogia, ainda que eu não leve estes sobrenomes em meu nome, não deixo de pertencer às famílias respectivas das minhas antepassadas.
Assim que, como resgate histórico genealógico, abordo a linha matrilinear de meu avô materno:

1. AURÉLIA ALBERNAZ(S) ou ALVERNAZ(S), nascida cerca de 1620 em Pedro Miguel, na ilha do Faial, Açores e já falecida a 27/07/1659, quando do casamento do filho João Duarte. Aurélia casou-se com SEBASTIÃO DUARTE, nascido por volta de 1610/1620 na freguesia de Pedro Miguel, ilha do Faial, onde a 27/07/1659 também já era falecido. Este casal gerou no mínimo 4 filhos: Aurélia Alvernaz, Maria Luís, João Duarte e Francisco Alvernaz Duarte. Dentre estes, destaco:
2. AURÉLIA ALBERNAZ(S) ou ALVERNAZ(S) ou, ainda, AURÉLIA LUÍS, nascida por volta de 1640/1645 em Pedro Miguel, ilha do Faial, onde em 23/04/1703 já era falecida. Casou a 07/06/1661 no mesmo local com ANTÔNIO FURTADO DE MENDONÇA DA SILVEIRA, nascido cerca de 1640 na freguesia da Ribeirinha, ilha do Faial e falecido depois de 1703, filho de Manuel da Silveira Goulart e Francisca de Medeiros, cujos ancestrais não consegui descobrir. O casal gerou no mínimo 5 filhos: um com nome ilegível, Domingos, Antônio, Bárbara e:
3. MARIA PEREIRA DA SILVEIRA, batizada a 25/10/1673 em Pedro Miguel, ilha do Faial, onde faleceu a 30/09/1744, tendo sido seu corpo foi envolvo em hábito de São Francisco e "acompanhado com o colegio, cruzes e pendoens de todos desta Igreja excepto a crus de São Pedro esta enterrada entre as grades para a parte do Sul, seo marido lhe mandou fazer hú [um] officio de corpo prezente e lhe mandou dizer quarenta missas ...” (sic). Casou na igreja de N. Sra. da Ajuda da mesma freguesia a 23/04/1703 com AMARO GONÇALVES, ali batizado a 08/08/1682 e falecido a 20/04/1767, com cerca de 85 anos, viúvo, sem os sacramentos "por ser sua morte inesperada foi seu corpo acompanhado a sepultura com o nosso Collegeo todas as cruzes e Pendoez, era Irmão dos quarente e outo do Santíssimo. Sacramento e das Almas", tendo sido seu corpo sepultado no corredor da igreja da parte do sul, abaixo da grade. Não fez testamento "nem tinha de que o fazer", sua filha Mécia Rosa lhe mandou celebrar as missas "que coubera na sua pobresa" (sic). Amaro foi filho de Mateus Alvernaz(s)/Albernaz(s) e Isabel Gonçalves, neto paterno de Antônio Alvernaz e Maria da Terra, naturais e moradores que foram de Pedro Miguel, e neto materno de Amaro Gonçalves, de quem tomou o nome, e de Maria Rodrigues, naturais da freguesia das Bandeiras, da ilha do Pico. Maria e Amaro tiveram ao menos cinco filhos: Teresa de Jesus, Mécia Rosa, Antônio, Mateus e:
4. FRANCISCA DA TRINDADE, nascida por volta de 1708 em Pedro Miguel, ilha do Faial, onde faleceu a 18/09/1746, com 38 anos “pouco mais ou menos”, tendo sido sepultada no interior da igreja de N. Sra. da Ajuda, debaixo do tabernáculo defronte às portas travessas mais para a parte do norte. Casou no mesmo local a 24/05/1728 com JOSÉ LUÍS DE GOUVEIA, nascido por volta de 1705 na freguesia do Almoxarife, ilha do Faial, filho de José Luís de Gouveia e Ana da Rosa, nascidos respectivamente por volta de 1685/1690 na Praia do Almoxarife e na freguesia dos Flamengos. Francisca e José Luís foram pais de: Raimundo, Teresa Inácia da Trindade, Jorge da Terra, Raimundo, Francisco, Francisco e:
5. ANA DA TRINDADE, batizada a 17/12/1732 em Pedro Miguel, ilha do Faial, onde faleceu a 27/07/1797, sem testamento, sendo seu corpo envolvo em hábito de N. Sra. do Carmo e sepultada no interior da igreja de N. Sra. da Ajuda. Casou no mesmo local a 04/02/1760 com JOAQUIM DE FARIA, ali nascido a 02/02/1738 e falecido a 28/03/1807, filho de Felipe de Faria e Maria Luís, nascidos em Pedro Miguel em 1703 e 1711, neto paterno de Antônio de Faria e Maria Rodrigues de Faria e neto materno de Pascoal Vieira e Maria Luís. Joaquim e Ana tiveram ao menos 4 filhos: José, José, Antônio Joaquim de Faria e:
6. TERESA DA TRINDADE, nascida a 03/04/1763 em Pedro Miguel, ilha do Faial e falecida a 31/07/1835 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, conforme o inventário de seus bens. Teresa emigrou para o Brasil com o marido e filhos em meados de 1800, estabelecendo-se em Porto Alegre. Casou-se em Pedro Miguel a 23/08/1789 com ANTÔNIO JOSÉ FERREIRA, nascido no mesmo local a 10/05/1763 e falecido a 17/06/1845 em Porto Alegre/RS, Brasil, filho de Antônio José (nascido por volta de 1730 na Praia do Almoxarife ou em Pedro Miguel) e de Clara Jacinta (nascida em 1739 na Praia do Almoxarife), neto paterno de Antônio Alvernaz(s)/Albernaz(s) e Maria da Luz e neto materno de Manuel Pereira e Domingas de Santo Antônio. 
Vista da cidade da Horta, na ilha do Faial.
Fotografia de Diego de Leão Pufal, tirada em 05/2016.
Teresa e Antônio tiveram os filhos: José Antônio Ferreira, Jacinto Antônio Ferreira, Antônio José Ferreira, Manuel Antônio da Silva e:
7. ANA TERESA DE JESUS, nascida a 05/06/1790 em Pedro Miguel, ilha do Faial, e falecida a 02/04/1866 em Taquari, no Rio Grande do Sul, Brasil, para onde emigrou em torno de 1800 com seus pais e irmãos. Casou a 1º/05/1811 na igreja de N. Sra. da Madre de Deus de Porto Alegre (Catedral) com ANTÔNIO INÁCIO DA COSTA, nascido por volta de 1785 em Magé/RJ e falecido a 28/04/1843 em Taquari/RS, aos 61 anos, de morte repentina e foi sepultado na igreja local, filho de João Inácio da Costa (nascido em 1756 na cidade da Horta, ilha do Faial, Açores) e de Catarina Antônia de Santa Rita ou Catarina Antônia Tomásia (nascida em 1760 na Horta, ilha do Faial), neto paterno de Antônio da Costa e Teresa da Boa Nova e neto materno de Manuel Pereira da Terra ou Manuel Pereira Galinha e de Maria Jacinta, faialenses.
O casal de Antônio e Ana conseguiu amealhar algum patrimônio durante suas vidas, como demonstram os processos de inventário de seus bens. O de Antônio foi autuado em 1866 em Taquari (APERS), depois de mais de vinte anos de sua morte, sendo inventariante a viúva, cuja partilha se deu de forma amigável entre os herdeiros. Foram arrolados oito escravos: Manuel, de 50 anos; Maria, de 50 anos, adoentada; Inácia, de 34 anos; Alexandra, de 34 anos; Lucindo, de 8 anos; Firmino, de 6 anos; Elias, de 5 anos e Constança, de 2 anos; umas terras de plantação entre a Barra do Riacho e o rio Taquari, com cerca de 147 braças de frente, à margem da estrada que seguia ao Passo do referido riacho e ao Passo Geral do mesmo rio, com fundos ao mesmo; uma pequena tira de terras em seguimento das acima ditas e um prolongamento do rio Taquari até uma sanga denominada Sanga Rosa; uma pequena casa de moradia, em mau estado, na rua que da Vila seguia para a praia, com o terreno que lhe corresponde da frente ao fundo, correspondendo mais dez palmos a leste para um portão, acompanhando os mesmos fundos; um terreno a leste na propriedade acima, com 120 palmos de frente e com fundos igual àquele e um terreno ao oeste da casa de moradia com 130 palmos de frente com os mesmos fundos do acima.
Ana Teresa de Jesus fez seu testamento aos 25/03/1866 em sua casa em Taquari/RS (APERS), para onde o tabelião se dirigiu, encontrando-a de “cama doente, porem em seu perfeito juízo e claro entendimento”, declarando que era católica, que tinha 79 anos, viúva de Antônio Inácio da Costa, de cujo matrimônio existiam três filhas vivas, por nomes Inocência, Felicidade e Felisbina. Deixou a terça de seus bens em favor das filhas Inocência e Felicidade, “pelo muito que lhes tem feito e servido, tratando-as com amor e carinho”. Após outras disposições testamentárias, as declarações foram lidas e aceitas por Ana Teresa, que por não saber ler e nem escrever, pediu a Leandro Ribeiro que assinasse a seu rogo. Depois de uma semana de seu testamento, Ana faleceu de morte natural, aos 79 anos e foi sepultada no cemitério de Taquari/RS.
Por ocasião do inventário de seus bens, autuado em 06/07/1868 também em Taquari (APERS) foram arrolados os bens seguintes: uma casa de morada com 30 palmas de frente, cozinha e um terreno com 10 palmas de frente, onde estava edificado um portão e mais benfeitorias;  um terreno pegado ao lado da casa a oeste, com 130 palmos de frente e fundos a uma sanga; um outro terreno com 120 palmos de frente e fundos a mesma sanga, cujo terreno se divide a leste com o terreno onde está edificado o portão; um terreno além do arroio do Riacho com 100 braças de frente ao Rio Taquari; um outro pegado ao mesmo acima com 113 braças de frente ao Rio Taquari, com cercado e dois escravos: Elias, de 7 anos, e Constância, com 5 anos mais ou menos.
Ana Teresa de Jesus e Antônio Inácio da Costa tiveram seis filhos: Jacinta, João Inácio da Costa, Felicidade Antônia da silva, Inocência Antônia da Silva, Eleutério da Costa e:
8. FELISBINA ANTÔNIA DA COSTA (em alguns registros consta como ALBINA ANTÔNIA DA COSTA), nascida a 28/06/1825 em Taquari/RS e falecida a 1º/03/1914 em São Leopoldo/RS, onde casou a 14/11/1865, pouco antes do falecimento de seu marido, com quem viveu durante anos, legitimando a relação tempos depois. Seu marido foi JEAN CHARLES POMPÉE DÉMOLY ou João Carlos Pompeu Demoly, nascido a 23/10/1807 em Ile d´Yeu, Vendée, Pays de la Loire, França, e falecido a 24/06/1866 em Porto Alegre/RS, filho de Jean Démoly e Marie Rose Aurore Moizeau. Sobre este meu antepassado francês, Jean Charles, já escrevi dois artigos sobre sua vida e obras, tendo disponibilizado parte do primeiro neste blog, o qual pode ser consultado em http://pufal.blogspot.com.br/2008/08/jean-charles-pompe-demoly-e-sua.html. O casal teve quatro filhos: João Carlos Pompeu Demoly, Maria Isabel Demoly, Rosa Demoly e:
9. MARIA ESTELA DEMOLY, nascida cerca de 1860/1861 em São Leopoldo/RS e falecida a 1º/05/1920 em Porto Alegre/RS. Casou a 19/01/1878 em São Leopoldo/RS com ZEFERINO COELHO NETTO, nascido a 20/04/1842 em Alegrete/RS e falecido a 25/12/1885 em Porto Alegre/RS, filho do capitão Zeferino Coelho Netto e de Cândida Francisca Pereira. Zeferino, marido de Maria Estela, foi escrivão de órfãos e ausentes de São Leopoldo e teve, deste seu casamento (pois foi casado outras duas vezes), sete filhos: Alcides, Almerinda, João, Ermelina, Zeferina, Diamantina e:
10. CAMILLA COELHO NETTO, nascida a 15/07/1884 em São Leopoldo/RS e falecida a 17/04/1902 em Porto Alegre/RS. Teve uma única filha com ERNESTO DE SOUZA LEAL FILHO ou ERNESTO DE SOUZA LEAL DE OLIVEIRA, nascido a 15/09/1863 em Osório/RS, filho de Ernesto de Souza Leal, de quem também já tratei no blog: http://pufal.blogspot.com.br/2008/08/ernesto-de-souza-leal.html, e Felisberta Antônia Inácia de Oliveira. De Camilla e Ernesto nasceu:
11. JENNY COELHO NETTO, nascida a 11/07/1901 em São Leopoldo/RS e falecida a 03/04/1984 em Porto Alegre/RS, onde casou a 18/12/1920 com FLORIANO ANTÔNIO DE LEÃO, nascido a 05/08/1899 em Porto Alegre, onde também faleceu a 26/10/1974, filho de Gasparino Antônio de Leão e Leocádia de Almeida da Soledade. Pais de:
12. N. A. DE LEÃO, nascido em Porto Alegre, onde casou com M. L. BRASIL, com quem teve dois filhos, dentre eles:
13. D. B. DE LEÃO nascida em Porto Alegre, onde casou com H. L. S. PUFAL, com quem teve quatro filhos, dentre eles:
14. DIEGO DE LEÃO PUFAL.

***
FONTES DE PESQUISA:

-  Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batismos, casamentos e óbitos de Porto Alegre, São Leopoldo e Taquari e arquivo do genealogista Jorge Godofredo Felizardo.

- Arquivo pessoal de Diego de Leão Pufal, Helder Oliveira e João Simões Lopes Filho.

- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): processos de inventários, livros de tabelionatos e registros paroquiais de Taquari e Porto Alegre.

- Centro de Conhecimento dos Açores – disponível em http://www.culturacores.azores.gov.pt/default.aspx

- CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar. Cultura, espaço e memória. Grupo de história das Populações. Disponível em http://www.ghp.ics.uminho.pt/software.html

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A mãe da mãe de minha mãe ...: uma genealogia matrilinear

A mãe da mãe de minha mãe ...: uma genealogia matrilinear

Autoria de
Diego de Leão Pufal

[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para
diegopufal@gmail.com]

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. A mãe da mãe de minha mãe ...: uma genealogia matrilinear, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

[publicado em 27/12/2017]
[acréscimos em 29/10/2025]

***
De acordo com Aurélio Buarque de Holanda Ferreira[1] o vocábulo matrilinear é “relativo aos parentes por linha exclusivamente feminina” ou “relativo a descendência por linha materna”. Assim, a linha matrilinear refere-se à pesquisa da linhagem da família da mãe da pessoa investigada, buscando-se sempre o ramo da mãe da mãe (avó), da mãe da avó (bisavó) e assim por diante.
Antes dos testes de DNA, a genealogia matrilinear era tida como a mais acertada e genuína, justamente porque a maternidade não se presume, o mesmo não se podendo dizer com relação à paternidade. Nesse sentido é corrente a existência de filhos fora do casamento, por exemplo, cujo verdadeiro pai somente foi (ou é) revelado anos após o nascimento da criança, quando o foi (ou é), ou cujo pai é desconhecido, afora outras variadas situações. Por outro lado, ainda que em algumas pesquisas realizadas o nome da mãe apareça como “incógnito”, mas de pai conhecido, via de regra o motivo é bastante lógico: esconder a maternidade, muitas vezes revelada ao longo das gerações seguintes.
No caso da minha genealogia matrilinear, consegui, contando comigo, retroceder a treze gerações. Infelizmente não foi possível prosseguir além disto, que remonta aproximadamente a década de 1630, por não existirem alguns registros eclesiásticos da ilha do Faial, que integra o Arquipélago dos Açores, em Portugal.
Desta pesquisa, contudo, há vários destaques, como o retroceder na história familiar cerca de 395 anos até os dias de hoje, além de saber que estas ancestrais fizeram parte das primeiras levas da imigração açoriana para o Rio Grande do Sul, no século XVIII. Já em solo gaúcho, a exemplo de outros ilhéus, estas mulheres percorreram e se movimentaram por um vasto território, com a peculiaridade de que, como até os dias atuais, perderam o sobrenome paterno.
Justamente por isto, ou seja, pelo não conhecimento e esquecimento a que famílias pertenceram estas mulheres, julgo ser de suma importância que se busque saber sobre estas linhas. Enquanto levamos o sobrenome paterno às gerações seguintes, os apelidos maternos acabam por cair no esquecimento, por onde se perde sem dúvida grande parte da história familiar.
Assim que, como resgate histórico genealógico, veiculo hoje a minha genealogia matrilinear:

1. MARIA DE AZEVEDO, nascida em meados de 1630 na cidade da Horta, ilha do Faial, açores e ali falecida a 04/09/1693, onde casou com MANUEL LUÍS, ali nascido por volta de 1630 e falecido antes de junho de 1693. Alguns filhos deste casal seguiram com o sobrenome DUTRA, o que sugere que Manuel ou Maria fosse descendente desta família. O casal gerou vários filhos, dentre eles:
2. MARIA LUÍS, nascida a 20/08/1673 na cidade da Horta, na ilha do Faial, Açores, e já falecida em 31/08/1705, quando seu marido casou-se em segundas núpcias. Maria viveu nos arredores da igreja de N. Sra. da Conceição, na Horta, como constam nos registros de casamento de seus filhos. Casou-se em meados de 1690, talvez na Horta (Conceição), com ANTÔNIO DE GOUVEIA, ali nascido cerca de 1660 e já falecido em 09/11/1718. Antônio casou-se a segunda vez, a 31/08/1705 na igreja de N. Sra. das Angústias, na Horta, com Catarina Luís, ali nascida a 18/06/1679, filha de Manuel Luís e Maria de Azevedo. Maria e Antônio foram pais, além de outros, de:
3. MARIA LUÍS, nascida cerca de 1696 na cidade da Horta, na ilha do Faial e falecida a 08/12/1746 na freguesia de Pedro Miguel, na mesma ilha, com cinquenta anos “pouco mais ou menos”, viúva, recebeu os divinos sacramentos, tendo sido sepultada no adro da parte do norte da igreja local e não fez testamento por ser pobre. Casou-se a 15/08/1710 na freguesia de Pedro Miguel com ANTÔNIO ALVERNAS (ou Alvernaz ou Albernaz/s), ali nascido cerca de 1692 e onde faleceu a 08/01/1742 com 50 anos mais ou menos, sem testamento por ser pobre, foi sepultado junto a pia de água benta na igreja local. Antônio Alvernas foi casado em primeiras núpcias com Helena Silveira, falecida por volta de 12/07/1710 em Pedro Miguel, pois foi achada morta “no mar, onde avia caído a uns coatro dias” (sic). Pela idade de Antônio, acredito tenha ele casado em 1710 com Helena, cujo registro, porém, não foi encontrado a fim de prosseguir em sua linha ascendente. Em Pedro Miguel houve outros dois Antônio Alvernas[2],[3] com os quais não encontrei o parentesco. Além disso, o sobrenome Alvernas e variantes é corrente na ilha do Faial, de cuja família descendo por inúmeras vezes, sem, contudo, encontrar a ligação entre os respectivos antepassados, pela falta de registros. Maria Luís e Antônio Alvernas foram pais, afora outros, de:
4. INÊS FRANCISCA, nascida 16/02/1730 na freguesia de Pedro Miguel, onde foi batizada a 21 do mesmo mês, tomando o nome da madrinha Ignes de Santo Antônio. Inês emigrou para o Brasil na segunda metade da década de 1750, ao que tudo indica desembarcando em Florianópolis/SC e depois migrada para Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde faleceu prematuramente aos 15/10/1761, com cerca de 30 anos, muito pobre. Não consegui descobrir ainda se Inês veio casada dos Açores ou se casou no Rio Grande do Sul com MANUEL DUTRA DE MEDEIROS, nascido a 07/05/1725 na freguesia de Cedros, na ilha do Faial, Açores, filho de João Pereira Machado e Maria Garcia de Mendonça de Medeiros. Inês e Manuel tiveram a filha:
5. ANA INÊS FRANCISCA, nascida a 28/10/1759 em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil, depois migrada para a região de Rio Pardo, onde a 07/05/1773 casou em primeiras núpcias com João Soares Coelho, batizado a 16/09/1753 em Viamão/RS, filho de José Coelho Machado (nascido na freguesia dos Altares, na ilha Terceira, Açores) e de Ana Micaela (nascida na freguesia de Rosais, ilha de São Jorge, Açores). Ana casou-se em segundas núpcias também em Rio Pardo/RS a 07/07/1784 com GREGÓRIO FRANCISCO DA SILVEIRA (no casamento consta como Gregório Leite Ferreira), batizado em Rio Pardo a 17/05/1761, onde também faleceu a 07/01/1821, filho de Manuel Francisco da Silveira ou Manuel da Silveira de Quadros (nascido na freguesia da Urzelina, ilha de São Jorge, Açores) e Josefa Isabel ou Josefa Francisca de São Francisco (nascida na freguesia de Pedro Miguel, ilha do Faial). Gregório e Ana tiveram 11 filhos, dentre eles:
6. INÊS FRANCISCA DA SILVEIRA, batizada a 12/08/1787 em Rio Pardo/RS e falecida a 16/07/1861 em Santa Maria/RS, com 80 anos mais ou menos. Ignes Francisca como consta da documentação estabeleceu-se com o marido e filhos em Dilermando de Aguiar, hoje município, mas à época segundo distrito de Santa Maria, onde teve terras na Porteirinha. Casou-se a 07/11/1803 em Rio Pardo/RS com VICENTE PERES DA SILVA, batizado a 26/05/1785 em Rio Pardo e falecido a 23/08/1847 em Santa Maria/RS, filho de João Peres da Silva (nascido em São José ou em Florianópolis/SC) e de Rita Lopes de Carvalho ou Rita Maria de Jesus (nascida em Rio Pardo em 1763). Foram encontrados 12 filhos de Vicente e Inês, dentre eles:
7. EUGÊNIA FRANCISCA DA SILVEIRA, batizada a 09/02/1806 em Rio Pardo/RS e falecida a 21/01/1885 em Santa Maria/RS, onde se casou a 20/01/1836 com SALVADOR DE SOUZA LEAL, batizado a 1º/11/1818 na Lapa, Paraná e falecido a 13/11/1911 em Dilermando de Aguiar/RS, filho de Luciano de Souza Leal e Escolástica Maria de Oliveira. Salvador faleceu com 96 anos (sic), de morte natural, branco, casado, capitão da Guarda Nacional e criador em Dilermando de Aguiar, onde tinha terras na Porteirinha. Eugênia e Salvador tiveram ao menos seis filhos, dentre eles:
8. BELARMINA FRANCISCA DA SILVEIRA, nascida a 02/02/1845 em Santa Maria/RS, possivelmente em Dilermando de Aguiar e falecida a 19/7/1930 no Capão da Chácara, em Dilermando, aos 86 anos, de gripe. Casou-se a 19/02/1860 em Santa Maria/RS com PLÁCIDO MARTINS ALVES, ali batizado a 28/11/1834, com mês e meio e falecido a 16/3/1923 em Dilermando de Aguiar, filho de Antônio Martins de Moraes e Maria Dias Cortes (citados neste blog em: http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Moraes%2FMorais). Plácido foi juiz de paz e criador em Dilermando de Aguiar, deixando 15 filhos, dentre eles:
João Laureano da Silva e
Placidina Martins da Silveira 
9. PLACIDINA MARTINS DA SILVEIRA, nascida a 10/10/1877 em Dilermando de Aguiar/RS e falecida a 28/7/1921 em São Gabriel/RS. Casou-se a 05/07/1896 em Dilermando de Aguiar/RS com JOÃO LAUREANO DA SILVA, nascido a 10/05/1871 em Cacequi/RS e falecido a 23/3/1936 em Pau Fincado, São Gabriel/RS, filho de João Lauriano da Silva e Francisca Alves de Oliveira (citados neste blog em: http://pufal.blogspot.com.br/2014/03/familias-portuguesas-nas-missoes-os.html). João foi fazendeiro, criador e teve 11 filhos com Placidina, dentre eles, a minha bisavó:
10. CELINA LAUREANO DA SILVA, nascida a 05/09/1898 em Dilermando de Aguiar/RS e falecida a 18/10/1984 em Porto Alegre/RS. Casou-se a 04/09/1915 em São Gabriel/RS com seu primo terceiro MÁRIO DA SILVA BRASIL, nascido a 02/3/1889 no Rincão dos Brasil, Boca do Monte, Santa Maria/RS e falecido a 02/11/1962 em Porto Alegre, filho de José da Silva Brasil e Maria José Alves de Oliveira, tratados neste blog em inúmeras postagens. Mário foi engenheiro civil e professor catedrático da atual Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, deixando livros publicados, além de poesias que veiculo no blog com frequência. Mário e Celina tiveram 7 filhos, dentre eles minha avó:
11. MARIA LAUREANO BRASIL, nascida em Porto Alegre em 1928, onde faleceu em 2019, e onde casou com NERLY ANTÔNIO DE LEÃO, com quem teve dois filhos, dentre eles:
12. DÓRIS BRASIL DE LEÃO nascida em Porto Alegre em 1950, onde faleceu em 2020 e ali casou com H. L. S. PUFAL, com quem teve quatro filhos, dentre eles:
13. DIEGO DE LEÃO PUFAL.

***
FONTES DE PESQUISA:
- Arquivo da Cúria de Santa Maria: livros de batismos, casamentos e óbitos de Santa Maria.
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre: livros de batismos e casamentos de Rio Pardo; livros de batismos de Viamão.
- Arquivo pessoal de Diego de Leão Pufal, Helder Oliveira e João Simões Lopes Filho.
- Centro de Conhecimento dos Açores – disponível em http://www.culturacores.azores.gov.pt/default.aspx
- CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar. Cultura, espaço e memória. Grupo de história das Populações. Disponível em http://www.ghp.ics.uminho.pt/software.html
- FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. Coordenação de Marian Baird Ferreira, Margarida dos Anjos. Curitiba: Positivo ed., 2008.
- JACCOTTET, Alda M. de Moraes e MINETTI, Raquel Dominguez de. Diáspora Açoriana. Açorianos na Vila do Rio. Grande de São Pedro antes da invasão espanhola. Edição das autoras, 2002.
- LDS (igreja mórmon): livros de batismos da Lapa/PR e livros do registro civil de Dilermando de Aguiar/RS.




NOTAS:
[1] FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. Coordenação de Marian Baird Ferreira, Margarida dos Anjos. Curitiba: Positivo ed., 2008, p. 331.
[2] Antônio Alvernaz, nasceu em Pedro Miguel por volta de 1680, filho de Mateus Alvernaz (n. 1658, Pedro Miguel) e Isabel Gonçalves, ali casados a 10/06/1679, neto paterno de Antônio Alvernaz (n. cerca de 1625) e Maria da Terra. Este mesmo casal Antônio Alvernaz e Maria da Terra foram pais ainda de Maria da Terra, nascida em Pedro Miguel, onde casou a 17/10/1678 com Francisco de Faria Sarmento, cujo neto, Manuel Nunes, foi padrinho de uma das filha de Antônio Alvernaz e Maria Luís. Aquele Antônio Alvernaz também foi padrinho de batismo de uma das filhas de Antônio Alvernaz e Maria Luís, surgindo a hipótese de que Antônio Alvernaz (casado com Maria Luís) talvez fosse um terceiro filho ou neto de Antônio Alvernaz e Maria da Terra.
[3] O outro Antônio Alvernaz nasceu na freguesia da Ribeirinha, ilha do Faial e foi casado com Maria Duarte, nascida em Pedro Miguel, casal que acreditava fosse o mesmo Antônio Alvernaz e Maria Luís. Porém, embora não tenha encontrado o registro de casamento deles também, abandonei a hipótese por duas razões: o sobrenome de Maria Luís não variar nos registros de batismos e casamentos dos filhos, no caso para Duarte, e os locais de referência de nascimento de cada qual, enquanto o meu antepassado Antônio Alvernaz é dito nascido em Pedro Miguel, o outro, na Ribeirinha, o mesmo se sucedendo com relação à Maria Luís, nascida na cidade da Horta, e Maria Duarte, nascida em Pedro Miguel. O casal de Antônio Alvernaz e Maria Luís teve ao menos 4 filhos emigrados para o Rio Grande do Sul: José Albernaz/Alvernaz (nascido a 18/3/1735 em Pedro Miguel); Raimundo Alvernaz (n. 1º/1/1738 em Pedro Miguel, casado em Triunfo e depois em Viamão, no Rio Grande do Sul), Josefa Maria Albernaz, nascida a 9/4/1740 em Pedro Miguel, casada com Antônio de Azevedo Saldanha, no Rio Grande do Sul) e Domingos, nascido a 8/10/1744 em Pedro Miguel).

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Poesias de Mário da Silva Brasil

  Poesias de Mário da Silva Brasil
 (1889-1962)

 Desde julho de 2008 venho veiculando neste blog algumas poesias e crônicas do meu bisavô Mário da Silva Brasil, as quais foram escritas em sua grande maioria na década de 1910, na cidade de Porto Alegre. Muitas delas foram publicadas nos jornais da época, já outras ficaram registradas em seu caderno.
Para que as obras de Mário da Silva Brasil não fiquem no esquecimento, disponibilizo mais uma de suas poesias, preservando a escrita da época:

A Constancia

A constancia é a firmeza de animo que persiste sobre um acto de nossa livre vontade. Assim, diz-se que um homem é constante quando elle lucta em prol de uma mesma opinião, de uma mesma causa.
Constante é o alunno, que compenetrado de seus deveres, procura sempre e cada vez mais adeantar no campo dos conhecimentos humanos.
Constante é o operario, que sem se desanimar trabalha para a sua manutenção e a de sua família.
Constante é a esposa, que em face das difficuldades do lar, nunca desampara o seu marido, tendo nos filhos a mais profunda attenção.
Constante é o mestre, que não medindo sacrificios nem encarando difficuldades, segue sempre na sagrada arena do ensinamento, na illuminação dos espiritos jovens.
Constante emfim, é todo aquelle que começando um trabalho, uma ardua tarefa, um embaraçoso encargou ou empresa difficil, continua resoluto e firme no desempenho dessas varias funcções sem nunca desanimar.
A persistencia, a paciencia, a perseverança, não são mais que uma constancia bem definida.
Dissemos que a perseverança toda cousa alcança, acho que da constancia poderiamos dizer o mesmo.
Sem ella não poderiamos tomar a hombros qualquer empreza, sem ella não suportariamos as agruras das desgraças que pesam sobre nossas cabeças s sem ella não alcançariamos a bemaventurança eterna, ideal único de quem se julga verdadeiramente christão. Portanto é a constancia um balsamo que suavisa as nossas dores e diminue as nossas penas dando-nos coragem, vida, forças e animo no que se nos mostra penoso ou eriçado de difficuldades.

Santa Maria, 14-09-1909. Publicado no Jornal O Popular.