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quarta-feira, 24 de março de 2010

Italianos no RS: os Filizzola


Italianos no RS: os Filizzola
à prima e amiga Perla Delambert Filizzola (RJ)

Autoria de Diego de Leão Pufal
[publicado em 24/03/2010]
[atualizado em 05/10/2023]

Dando continuidade às pesquisas de famílias italianas radicadas no Estado do Rio Grande do Sul (Brasil), relacionadas com os meus ancestrais, veiculo hoje informações sobre os Filizzola, às vezes Felizzola.

Giuseppe Antonio Filizzola (no Brasil: José Filizzola) nasceu a 24/04/1838 em San Constantino de Rivello, em Potenza, Itália, de onde emigrou, estabalecendo-se no estado sulista (Rio Grande do Sul) na cidade de Santa Maria. Era filho de Agostino Filizzola (nascido em 1799 em Rivello, Potenza e falecido a 04/08/1894 em San Constantino, onde casou a 16/10/1825) e de Catarina Florenzano (nascida em 1801 em Rivello), neto paterno de Sabat´antonio Filizzola e Maria Vallinoto, e neto materno de Domenico Florenzano e Josefa Calderaro, conforme pesquisa de Diego Vignoli (2022).

Ainda na Itália, José casou-se a 03/01/1860 em San Constantino com Maria Emmanuelle Vallinoto, filha de Salvatore Vallinoto e Luigia Filizzola, com quem teve um filho, cujo nome se desconhece. Em meados de 1875 José emigrou para o Brasil, deixando a esposa e filho na Itália.


Giuseppe Filizzola, sua segunda companheira, Clementina Martini com alguns dos filhos desta segunda união. Fotografia de meados de 1897/1898 em Santa Maria, enviada por Maria de Lourdes Pereira Timm.

Aqui, uniu-se com Maria Isabel Novembrina, natural da cidade de Lavras do Sul/RS, nascendo um único filho, de nome José Garibaldi Filizzola. Provavelmente após o nascimento deste filho, José estabeleceu-se de vez em Santa Maria/RS, onde conheceu a também italiana Clementina Martini, com quem teve, no mínimo, 12 filhos.

Conforme escreveu o historiador Romeu Beltrão in Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho (1979, 2. ed., p. 398), no dia 1º.4.1896 foi fundada a Societá Italiana di Mutuo Socorso e Ricreativa, por iniciativa de Oreste Tófoli Culau, Jorge Sfoggia, Leopoldo de Grandi e Eugênio Sacol, compondo a primeira diretoria provisória: JOSÉ FELIZZOLA, presidente; Francisco Carreta, secretário; Serafim Bolli, tesoureiro; Leopoldo de Grandi e Luís Dânia, membros auxiliares.

Refere o mesmo autor, à fl. 417, que em fevereiro de 1900 foi fundada a Sociedade Beneficiente Cristóvão Colombo por elementos da colônia italiana, tendo como presidente César Dacorso e fundadores, além deste, Maximiliano Danesi, Francisco Germani, José Valandro, JOSÉ FELIZZOLA, Agostinho Rosa, Pedro Dânia, Francisco Carretta; Luis Germani, Tomé Urbano, Antônio Fantini, Caetano Venturella; João Moroni, Francisco Graziotti, Bortolo Bolli e Luis Callage.

A prof.ª pública Romilda
Filizzola, f.ª de Giuseppe Filizzola.
José faleceu aos 26.9.1903, com 66 anos, em Santa Maria ou no Cacequi, quando arrecadados os bens por ele deixados (processo n.º 401, maço 16, estante 149, cartório de órfãos e ausentes de Santa Maria, Arquivo Público do RS). Neste processo, segundo os relatos das testemunhas, José era italiano e faleceu aos 26.9.1903, com 66 anos, sendo que vivia com Clementina Martin (sic) há 24 anos.

Sua convivente, D.ª Clementina, declarou que José deixou a esposa Emmanuelle Vallinoti e um filho na Itália, naturalizando-se no Brasil há mais de 18 anos. Disse, ainda, que José deixou uma funilaria na casa onde residia, na Rua do Acampamento, n.º 11, em Santa Maria, onde também moravam João Sertori e a declarante.

José Filizzola deixou larga descendência, como passo a expor:

1. Giuseppe Filizzola (= José Filizzola ou Felizzola), nasceu no ano de 1836 em San Constantino de Rivello, Potenza, Itália, e faleceu a 26/09/1903 no Cacequi ou em Santa Maria. Era filho de Agostino Filizzola e de Catterina Florisana (Florenzano?). Na Itália, Giuseppe casou (I) com Emmanuelle Vallinoti, com quem teve um filho homem, cujo nome não se conseguiu descobrir. No Brasil, Giuseppe uniu-se (II) com Maria Isabel Novembrina, com quem teve o filho José Garibaldi Filizzola. Após, uniu-se (III) com Clementina Martininascida em 1864 em Vallarsa, Trento, Itália e falecida a 12/02/1939 em Santa Maria, com quem teve, no mínimo, doze filhos. Clementina era filha de Anselmo Martini e de Maria Barroca.
  • Em 1906/1913 Clementina residia na Rua do Acampamento (n.º 11) em Santa Maria, quando a filha Romilda casou. Em 1924, por ocasião da habilitação de casamento de seu filho Humberto, Clementina contava 60 anos de idade e residente em Santa Maria.
  • RIGHI, José Vicente, BISOGNIN, Edir Lúcia e TORRI, Valmor (Povoadores da Quarta Colônia, Porto Alegre: EST ed., 2001, p. 142), referem que: Anselmo Martini, 51 anos, sua esposa Maria, 42 anos, e os filhos Clementina, 18 anos e Gedeone, 16 anos, eram naturais de Vallarsa, Trento; tendo a família chegado no Vapor Henri IV, em 30.03.1878, com destino a Linha 1, na Quarta Colônia, onde receberam o lote nº 272, na Quarta Colônia, com 300.000 de área; com título provisório de 20.06.1882.
Filhos de José Filizzola:
F.1. José Garibaldi Filizzola (dado como filho natural de José, havido de sua segunda união com Maria Isabel Novembrina) - nasceu a 14/03/1877 (em alguns registros: 14/03/1876 e 1878) e foi batizado a 24/06/1877, em Lavras do Sul/RS e faleceu a 10/12/1950 em Santa Maria/RS.
  • José Garibaldi Filizzola foi homem de destaque na sociedade de Santa Maria em sua época. Foi jornalista, advogado e tradutor (de alemão, ao menos), conforme verifiquei de alguns documentos de Santa Maria.
  • Tanto é assim que o historiador Edmundo Cardoso (História da Comarca de Santa Maria (1878-1978), p. 132) escreveu: "J. GARIBALDI FILIZZOLA, advogado do Quadro B (licenciado) e jornalista profissional. Exerceu grande influência em Santa Maria em ambas as profissões, tendo sido presidente durante mais de dez anos do Comité pró-construção da Estrada de Ferro Santa Maria-Pelotas. Como jornalista, também esteve à frente de muitos movimentos de filantropia, política, arte e cultura. Teve considerável banca de advocacia e no Tribunal do Júri chegou a ganhar, duma feita, o apelido de 'rei da prova', pelo esmiuçamento empregado na coleta de dados e elementos comprobatórios."
  • Já Romeu Beltrão (Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho, p. 388), informa que em 28.03.1894 apareceu o órgão social do Clube Caixeiral, o segundo que tem, dirigido por Aniceto da Silva Rosa e GARIBALDI FELIZZOLA, social e literário, 25x36, 4 páginas, que teve vida relativamente longa. À fl. 541 da mesma obra, refere o autor que, em 17.05.1928, foi fundado o Grêmio Dramático Andrade Neves Neto, tendo dentre seus integrantes, GARIBALDI FELIZZOLA, para a comissão de estatuto.
  • José Garibaldi, em 1936, era residente na Rua Visconde Ferreira Pinto, n.º 1902, em Santa Maria.
  • José Garibaldi ainda fez parte da Maçonaria em Santa Maria, tendo sido, entre 1906 a 1908, secretário da Loja Luz e Trabalho.
José Garibaldi Fillizola casou-se duas vezes, a primeira a 26/01/1901 em Santa Maria com Otília Hermínia Riegel, nascida a 10/06/1881, bat. 17/09/1881, Guaíba/RS e falecida a 01/05/1908 em Santa Maria. Era filha de Conrado Riegel e de Honorina Cassiana (vide família Riegel em: http://pufal.blogspot.com.br/2012/09/alemaes-no-rs-os-riegel.html). Deste casamento houve quatro filhos. José Garibaldi casou-se em segundas núpcias, a 30/07/1913, em Santa Maria, com Concórdia Christina Fischer, ali nascida a 02/09/1874, e falecida a 07/08/1958 em Curitiba/PR, filha de Wilhelm Fischer e Christina Holzbach, já tratados neste blog (http://pufal.blogspot.com/search/label/Fischer). Deste casamento houve um único filho.
Filhos de José Garibaldi: 
N.1. Annita Garibaldi Filizzola (fª do 1º casamento de José Garibaldi), nascida a 16/10/1901 em Santa Maria/RS, onde foi professora. Em 24/04/1936 ali casou com Ermansor Sayago Ustra, bancário, ali nascido a 21/04/1897, filho de Serafim Ustra (nascido a 04/07/1864, Uruguai) e de Celanira Sayago (nascida a 03/09/1879, Uruguaiana/RS), n. p. João Martins Ustra e de Maria Câncio Ribeiro, n.m. Saturnino Sayago e de Josefina. Não se encontrou descendência deste casamento.
N.2. Clélia Garibaldi Filizzola, nascida a 18/12/1902 em Santa Maria/RS. Foi cantora lírica.
N.3. Rosita Garibaldi Filizzola, nascida a 21/08/1906 em Santa Maria/RS, onde foi professora. Ali se casou em 1924 com Feliciano de Lima Corrêa, criador, nascido a 25/01/1901 em São Sepé/RS, filho de Feliciano de Faria Corrêa (talvez da tradicional família "Faria Corrêa") e de Liberalina (?). Deste casamento nasceu Alfeu Cauby Filizzola Corrêa.
N.4. Menotti Garibaldi Filizzola, nascido em Santa Maria. Sem mais notícias.
N.5. Mânlio Garibaldi Fischer Filizzola (f.º do 2º casamento de José Garibaldi) - nascido a 09/08/1916 em Santa Maria/RS e falecido a 02/12/1979 na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Foi aviador, casando-se a 25/12/1944 em Florianópolis/SC, com Jandira Delambert, ali nascida e falecida a 18/11/2006, no Rio de Janeiro. Deste casamento houve seis filhos, nascidos na cidade do Rio de Janeiro, dentre eles: Perla Delambert Filizzola, pesquisadora deste ramo.
F.2. Ubaldina Filizzola (f.ª da 3ª união de Giuseppe Filizzola), nascida no ano de 1882 em Santa Maria/RS, onde casou a 25/04/1906, com Luiz Ludovico Medina, nascido em 1870 na França e falecido a 03/04/1934 em Santa Maria. Ao casar, Luiz era viúvo e empregado da Viação Férrea, depois, comerciante. Era filho de Mario Medina e de Marie Julie Lagin, franceses. Houve deste casamento, ao menos, a filha Maria Júlia Medina, nascida em Santa Maria em 13/04/1913, onde se casou em 1931 com Edmundo Orlandini.
F.3. José Filizzola Filho, nascido em 1884 em Santa Maria, onde faleceu em 1912, solteiro, sem filhos.
Affonso Pereira
F.4. Nathalia Filizzola, nascida em 1886 em Santa Maria, onde casou a 28/01/1905 com Thomaz Borges Fortes Filho, nascido em 1856, comerciante, filho de Thomaz Borges Fortes e Manuela Peña. Deste casamento houve, ao menos, os filhos: Adélia Borges Fortes e Dante Borges Fortes, nascidos em 1910 e 1912 respectivamente em Santa Maria.
F.5. Romilda Filizzola, nascida em 1888 em Santa Maria, onde faleceu a 03/01/1979. Foi Diretora-Gerente do jornal "A Violeta", em Santa Maria (Beltrão, p. 431). Após, em 1907, professora pública. Em seu obituário (jornal Correio do Povo) consta que Romilda era a professora mais antiga do Estado, deixando nove filhos, 19 netos, 29 bisnetos e 2 tataranetos. 
Amélia Felizzola Pereira
Rainha do Tênis de 1935, em Santa Maria
Casou a 05/12/1907 com Affonso Pereira, nascido em 1881, escriturário da Viação Férrea em Santa Maria. Em 1906 Afonso residia no terceiro distrito de Júlio de Castilhos, onde deve ter nascido, sendo filho de Virgílio Antônio Pereira e de Amélia Nabinger. Dos nove filhos do casal, conseguiu-se descobrir 8 delas: Helena Pereira (c/c Luiz Carlos Simione, advogado), Nair Pereira (c/c Felipe Fortunato, italiano), Dalila Pereira (falecida na infância), Marina Pereira (c/c Ary Gonçalves), Amélia Felizzola Pereira (c/c Odacyr Luiz Lemes Timm, pais de Maria de Lourdes Pereira Timm, pesquisadora da família, e Paulo Cezar Timm), Dileta Pereira (c/c o Eduardo Bicca), Leda Pereira (c/c Dary Grassi) e Sônia Pereira, nascidas em Santa Maria.
As sete filhas do casal Romilda Felizzola e Affonso Pereira
do acervo de Maria de Lourdes Pereira Timm

F.6. Francisco Filizola, nascido a 08/06/1889 em Santa Maria. Casou-se a 22/12/1917 no então distrito de Boca do Monte em Santa Maria com Edelia Gomes da Rocha, n. 1895 em Santa Maria, filha de Alexandre Gomes da Rocha e Secundina.
F.7. Ambrosino Filizzola, nascido a 12/12/1890 em Santa Maria. Sem mais notícias.
F.8. Emília Filizzola, nascida a 09/05/1892 em Santa Maria, onde se casou a 09/12/1912 com Lúcio de Mendonça Filho, nascido em 1886 na cidade do Rio de Janeiro, filho de Lúcio de Mendonça e de Maria Marieta de Noronha. O casal fixou-se posteriormente na cidade do Rio de Janeiro.
Casa do Jary, município de Tupanciretã, construída por Affonso Pereira.
A sala de aula ficava junto onde Romilda Felizzola lecionava.
Fotografia do acervo de Maria de Lourdes Pereira Timm
F.9. Lino Orlando Filizzola, nascido a 23/09/1893 em Santa Maria, onde foi alfaiate, mudando-se depois para Porto Alegre. Casou a 04/03/1916 em Santa Maria com Joanita Loss, ali nascida em 1897, filha de João Loss Sobrinho e Isabel Kock. Pais, ao menos, de: Léa Filizzola.
F.10. Elvira Filizzola, nascida a 13/04/1895 ou 1897, Santa Maria, onde casou a 09/02/1929 com Gregório Macedo Coelho, nascido a 01/01/1902 em Livramento/RS. Gregório era funcionário postal, filho de Fidélis Samborjano Coelho (sic) e de Carolina Macedo.
As três irmãs: Natália, Helena e Romilda Felizzola
do acervo de Maria de Lourdes Pereira Timm


F.11. Helena Filizzola, nascida a 01/04/1897, Santa Maria, onde casou a 12/07/1913 com Annibal Barbosa, nascido em 1890 em Lorena/SP, filho de Joaquim Barbosa de Lima e de Emygia Vieira.
Helena Felizzola
do acervo de Maria de
Lourdes Pereira Timm
F.12. Humberto Filizzola, nascido a 25/01/1900, Santa Maria, onde casou a 17/09/1924, com Ida Souza, nascida a 05/03/1902 em Rosário do Sul/RS, filha de Francisco Jacinto de Souza e de Virgilina. Pais, ao menos, de: Maria Moema de Souza Filizzola e de Fernando de Souza Filizzola.
F.13. Amadeu Filizzola, nascido a 25/10/1901, Santa Maria. Teria se radicado no Rio de Janeiro. Sem mais notícias.
***
Fontes:
Processo de Arrecadação dos bens deixados por José Filizzola - n.º 401, ano 1903, maço 16, cartório de órfãos de Santa Maria/RS (APRS).
BELTRÃO, Romeu. Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho, 2. ed., 1979.
- Arquivo pessoal de Ana Celina Felizzola, Diego Vignoli, José Antônio Brenner, Perla Delambert Filizzola, Maria de Lourdes Pereira Timm Pereira.
- RIGHI, José Vicente, BISOGNIN, Edir Lúcia e TORRI, Valmor. Povoadores da Quarta Colônia. Porto Alegre: EST ed., 2001.
- CARDOSO, Edmundo. História da Comarca de Santa Maria (1878-1978), ed. Imprensa Universitária.
- Registro Civil de Santa Maria/RS: registros de nascimentos, casamentos, óbitos e habilitações de casamento (APRS e Igreja dos Mórmons, pesquisas em microfilmes).
- Bispado de Bagé/RS: livro de batismo de Lavras do Sul.

domingo, 29 de março de 2009

Alemães no RS: Os Fischer (4ª parte)

Alemães no RS: os Fischer (4ª parte)
autoria de Diego de Leão Pufal

Minha trisavó, Leopoldine Wilhelmine Fischer (Leopoldina Fischer), nasceu a 24 de setembro de 1877, no morro da Fortaleza, município de Taquara/RS, e foi batizada a 24 de janeiro de 1878 na igreja evangélica de Igrejinha/RS, tendo como padrinhos Jacob Spindler, a esposa Elise Deuner (prima de Helmuth Schmitt, abaixo), Philipp Fauth (tio materno) e Wilhelmine Ludwig. Leopoldine foi a terceira filha (de 14) do casal Philipp Nicolaus Fischer e Paulina Fauth, ambos nascidos em Taquara/RS e filhos de alemães.
Leopoldina Fischer, fotografia de 1900 (+/-).

Aos dezenove anos, Leopoldina foi trabalhar como doméstica na casa de Johann Nicolaus Schmitt (tio de sua madrinha Elise Deuner) em Taquara. Lá conheceu e se envolveu com o filho de Johann Nicolaus, de nome Helmuth Schmitt, que estava ali para trabalhar na construção da estrada de ferro, durante os anos de 1894 a 1899, contratado por João Corrêa Ferreira da Silva e João Legendre. Em 1898, Leopoldina já grávida do relacionamento que manteve com Helmuth Schmitt, foi residir na localidade de Aurora, distrito de Taquara, na casa do cunhado Guilherme Puls (casado com Amalie Fischer), possivelmente para não revelar a gravidez, ali nascendo, no dia dois de março de 1898, Helmuth Schmidt Filho, meu bisavô - referido neste blog.
Passados alguns anos, Leopoldina casou-se com Pedro Bloss e foi residir em Riozinho, hoje município, à época pertencente a Rolante/RS, com quem gerou mais: Frida, Arlindo, Alice, Irene e Hilda Bloss.
O casal e filhos residiam em uma casa de pedra, num morro, em Riozinho, onde Leopoldina faleceu aos 05 de fevereiro de 1959. Ali também criou os filhos de seu segundo casamento, pois o primeiro (Helmuth Schmidt Filho), ainda adolescente, veio para Porto Alegre trabalhar com os tios Artur Felipe Fischer, Fredolino Fischer e Antônio Genta, sendo, posteriormente, sócio da Casa Genta & Schmidt Ltda.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alemães no RS: Os Fischer (3ª parte)

Alemães no RS: os Fischer (3ª parte)
João Guilherme Fischer um arqueólogo e diplomata

autoria de Diego de Leão Pufal

***
João Guilherme Fischer, conhecido como Jango Fischer, nasceu no dia 09 de setembro de 1876 na cidade de Santa Maria no Estado do Rio Grande do Sul e faleceu aos 02 de fevereiro de 1952 no Rio de Janeiro. Era filho de Guilherme Fischer e Christina Holzbach, tratados nas postagens anteriores (Os Fischer I e II).

Pelos anos de 1902 e 1903 "Jango Fischer recolhe num dos jazigos da Alemoa, atualmente quilômetro 3, restos do primeiro réptil terrestre fóssil da América do Sul, o Scaphonyx Fischeri, determinado por Artur Woodwward, do Museu Britânico. O material foi enviado a von Ihering, diretor do Museu Paulista, que o remeteu a Woodward. Jango Fischer era filho do boticário Guilherme Fischer. Nasceu em S. Maria a 09.09.1876. Técnico-rural pela Escola de Agricultura e Vitivinicultura de Taquari em 1894 e engenheiro-agrônomo pela mesma em 1898. Essa escola foi fundada pelo médico baiano Aurélio Benigno de Castilho e instalada em 29.10.1891. Teve pouca duração. Depois formou-se em farmácia e medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Não seguiu nenhuma dessas carreiras, ingressando na diplomacia. Foi vice-cônsul em Cobija, Chile, em 1909; serviu no gabinete do Barão do Rio Branco até 1911; em Paris de 1911 a 1934 e no Itamarati de 1934 a 1944. Morreu no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado, em 02.02.1952. Foi mais um dos santa-marienses que, galgando posições, esqueceu a terra natal", conforme escreveu Romeu Beltrão (in Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto Município de São Martinho, Canoas: La Salle. 2. ed, 1979, p. 432).
***
O Dr. João Fischer casou-se com D. Jeanne Marie Leónce Dufor, nascida em 1903 possivelmente na França e falecida no ano de 1993, com quem teve a única filha: D. Cristina Rose Marie Dufor Fischer, casada que foi com o Desembargador (do TJDF) Geraldo Irinêo Joffily (natural de João Pessoa e falecido em 1985 no Distrito Federal, filho do também Desembargador José Irinêo Joffily e de D. Sara Paes Barreto, cujas genealogias podem ser encontradas no sítio http://joffily.free.fr/~cariri/arvorefr.htm). Do casamento de D. Cristina e do Dr. Geraldo não houve descendência.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Alemães no RS: Os Fischer (2ª parte)

Alemães no RS: os Fischer (2ª parte)

autoria de Diego de Leão Pufal

Conforme referido na postagem anterior sobre os Fischer, um dos ramos da família, de "Wilhelm", estabeleceu-se em Santa Maria da Boca do Monte. Nesta cidade, Guilherme teria sido proprietário da primeira botica, denominada: Pharmacia e Drogaria Fischer, localizada na Rua do Acampamento. O historiador Romeu Beltrão em sua obra (Cronologia Histórica de Santa Maria e do Extinto Município de São Martinho - 1787-1930. Canoas: Lasalle, 1979, 2. ed., pp. 221/222) contou mais detalhes e "estórias" de nosso personagem:
(***)
"Maio, 07 ou 27 - Guilherme Fischer obtém da Câmara de Vereadores licença para abrir farmácia na esquina sudoeste da Acampamento com a Pacífica, depois rua do Comércio e hoje Dr. Bozano. Passará à história santa-mariense com o nome de `Farmácia do Fischer` e funcionará no mesmo local até 1915.
Fischer apresentou à Camara uma licença da Diretoria da Saúde Pública de Porto Alegre para poder negociar com produtos farmacêuticos. Estava estabelecido no local com selaria e correaria e resolveu também vender remédios. Sua farmácia e drogaria tinha de tudo, até remédios ... Certo dia, alguém foi à sua farmácia em procura de anzóis de vidro, para dar um trote no Fischer. Este não se perturbou. Foi a uma prateleira e voltou com uma caixa de anzóis de vidro de vários tamanhos ...
Era muito espirituoso e tinha resposta pronta para tudo. Tinha fama de careiro e, quando alguém reclamava, costumava dizer: - O que é bom é caro. Remédio legítimo custa mais caro do que o falsificado. Se prefere o mais barato vá comprar no Felipe.
Felipe Borgna era seu concorrente e os dois boticários da vila andavam sempre de ponta.
Também aviava receitas, mas a seu modo, impingindo qualquer sucedâneo, quando não possuia o ingrediente pedido só para não deixar de vender.
Não acreditava em homeopatia e atendia a qualquer pedido de remédios homeopáticos, enchendo os vidrinhos na mesma torneira do depósito d'água, porque, para ele, `homeopatia era simpatia`.
Vendia até água benta e água milagrosa da Fonte de Santo Antão, também tirados do mesmo depósito.
Tirava dentes, vendia cangalhas, livros e revistas, tendo sido, segundo creio, o primeiro livreiro que teve Santa Maria. Também vendia ovos frescos e manteiga ...
Deixou o `velho Fischer`vasto anedotário, como se poderá ler em DAUDT FILHO, Memórias, 3 edição, pág. 261 e seguintes.
Costumava fazer viagens freqüentes a Porto Alegre, conduzindo carretas e cargueiros constituídos por mulas e cavalos. Levava produtos locais, aceitava encomendas de comerciantes e de lá trazia mercadoria para si e outros negociantes. Foi um precursor do transporte de cargas entre a vila e a capital.
Era protestante, chegando a ocupar a presidência da comunidade luterana local, mas não deixava de emprestar colaboração às obras católicas, tendo sido até presidente da comissão construtora da Capela ou Império do Divino, segunda matriz que teve S. Maria, localizada à esquina sudoeste da avenida Rio Branco e rua dos Andradas de hoje. Isso aconteceu no ano em que foi festeiro ou ìmperador da Festa do Divino. Foi assim, também, um precursor do ecumenismo.
Morreu quando em viagem de recreio à Alemanha. Então sua farmácia e `empório` passou à propriedade de sua filha Concórdia, casada com o jornalista Garibaldi Felizola, pouco durando após a morte do inefável boticário, sobre cuja vida se poderia escrever um vidro."
(***)
Como se vê de uma nota fiscal passada pelo estabelecimento comercial de Guilherme a Frederico Schmidt, em 1881, Fischer efetivamente aviava receitas, além de vender vinho do porto - ou para tratamento médico ou como produto de seu "empório" -, dentre outras mercadorias. Como curiosidade, sua farmácia estava: "Aberta de dia e de noite a qualquer hora", onde "Aprompta-se receitas com aceio, exactidão e por modico preço".


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alemães no RS: Os Fischer (1ª parte)

Alemães no RS: os Fischer (1ª parte)

autoria de Diego de Leão Pufal

Vários foram os ramos da família Fischer emigrados para o Rio Grande do Sul, mas aqui apenas cuidarei daqueles vindos de Birkenfeld e Kusel Pfalz no Reno Palatinado, Alemanha, a iniciar por Guilherme Fischer.
Wilhelm Fischer (no Brasil: Guilherme Fischer) nasceu a 16 de julho de 1835 na cidade de Wolfersweiler, Birkenfeld, Alemanha e faleceu a 24 de maio de 1918 em Petrópolis no Rio de Janeiro. Era filho de Johann Isaac Fischer, nascido em Kusel-Pfalz, Alemanha e de Sophia Frederica Mayer, nascida em Nohfelden, que ao que parece não emigraram para o Brasil, mas apenas Guilherme após o ano de 1853. Aqui se estabeleceu primeiramente em Porto Alegre, tendo depois se radicado na cidade de Santa Maria (da Boca do Monte), onde no ano de 1865 já estava com uma botica, denominada Pharmácia e Drogaria Fischer. Desta mencionada cidade foi o seu primeiro farmacêutico, tendo também sido presidente da Primeira Diretoria da Comunidade Evangélica de Santa Maria em 13 de abril de 1866, fundador da Sociedade Deutscher Hilsfvereim (SA de Socorro ou Assistência) no mesmo ano de 1866, além de agente consular da Alemanha.

Guilherme Fischer por volta do ano de 1910/1915,
foto passada por sua descendente Perla Delambert Filizzola.
***
Guilherme casou-se duas vezes, a primeira em 22 de novembro de 1868 em Santa Maria com Augusta Guilhermina Nessnass, nascida em 1835 na Alemanha e falecida a 05 de agosto de 1870 em Santa Maria, filha de Johann Gottlieb Nessmass e Wilhelmine Schneider, com quem teve a filha: Adelhaide Fischer, nascida em 1856 em Porto Alegre e casada a 11-01-1875 em Santa Maria com Wilhelm Luiz Richard Keunecke, ou apenas Ricardo Keunecke, nascido em 1831 em Offleben, Niedersachsen, Alemanha, filho de Anton K. e Laura Meyer. Em segundas núpcias Guilherme casou a 06 de setembro de 1873 em Santa Maria com Christina Holzbach, nascida em 1849 em Santa Maria, onde faleceu a 29 de abril de 1900, filha de Johann Holzbach e Christina Feldmann. Deste casamento houve:
F1- Concórdia Christina Fischer, n. 02-09-1874, Santa Maria e fal. 07-08-1958, Curitiba/PR. Casou-se com José Garibaldi Filizzola, tendo apenas um filho: Mânlio Garibaldi Fischer Filizzola.
F2- João Guilherme Fischer (Jango), n. 09-09-1876, Santa Maria e fal. 02-02-1952 na cidade do Rio de Janeiro. Ali casou-se com Jeanne Marie Leónce Dufor, com quem teve a única filha: Cristina Rose Marie Dufor Fischer.
F3- Celina Setembrina Fischer, n. 21-09-1878, Santa Maria, onde casou em 1902 com o seu primo Ludwig Friedrich Wilhelm Presser, n. 27-12-1871, São Leopoldo, filho de Wilhelm Ludwig Presser e Amalie Christiane Panitz, com quem teve um único filho: Guilherme Fischer Presser.
F4- Glória Leopoldina Fischer, n. 21-05-1883, Santa Maria, onde casou a primeira vez com Joaquim José de Souza Breves Filho, n. 28-07-1878, Rio de Janeiro, filho de outro do mesmo nome e de Justina de Oliveira Belo, com quem teve três filhos: Romy, Ainda e Paulo Breves. Após, Glória casou-se com Guilherme Occurtt.
F5- Guilherme Fischer, n. 25-04-1891, Santa Maria. Sem mais notícias.

A "Pharmacia e Drogaria Fischer" em Santa Maria, postal
repassado pelo pesquisador José Antônio Brenner de Santa Maria.
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Alguns irmãos de Guilherme Fischer também emigraram para o Brasil, como: Sophie Carolina Antonieta Fischer e Christian Fischer (o conhecido Cristiano Fischer), todos seguindo os passos do tio Friedrich Philipp Fischer, emigrado em 1846 para o Brasil e estabelecido com a mulher e filhos na região de Taquara e Três Coroas no Rio Grande do Sul. O último é meu ancestral, cuja biografia será tratada oportunamente.
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Agradecimentos: Perla Delambert Filizzola e Prof. José Antônio Brenner.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Corrêa da Silva (II) - Raymundo Corrêa da Silva

CORRÊA DA SILVA
- Raymundo Corrêa da Silva -
autoria de Diego de Leão Pufal

RAYMUNDO CORRÊA DA SILVA foi o único filho do casal José Corrêa Ferreira da Silva e Carolina Henriette Marianne Koch que chegou à idade adulta. Nasceu a 30 de agosto de 1845 em São Leopoldo, onde foi batizado a 09 de novembro do mesmo ano, cidade em que também faleceu aos 06 de fevereiro de 1915. Foi comerciante no Vale do Rio dos Sinos e desempenhou vários cargos públicos na então vila de São Leopoldo, onde foi delegado de polícia, tenente-coronel, subintendente (vice-prefeito) do 1° Distrito, presidente do Conselho da Instrução Pública, juiz de paz, dentre outros.

(Reprodução de fotografia de Raymundo Corrêa da Silva, por João Vianna)

Raymundo casou duas vezes, a primeira aos 02 de setembro de 1865 em São Leopoldo com Carolina Diehl, ali nascida aos 11 de junho de 1848 (bat. 20-08-1848) e falecida aos 22 de abril de 1894, sendo filha de Johann Diehl (João Diehl), nascido em Badenheim ou Podendorf, Darmstadt, Alemanha e falecido a 09-03-1886, São Leopoldo, e de Maria Elisabeth Schmidt, nascida em 1822 em Podendorf e falecida a 31-12-1870 em Lomba Grande, São Leopoldo, neta paterna de Paul Diehl e Margaretha Frey, de Mainz, Alemanha, e, materna, de Johann Wilhelm Schmidt e Maria Margaretha Nieset.
Conforme apontam as pesquisas, Raymundo e Carolina não só residiram em São Leopoldo, mas também, durante alguns anos, em Santa Cristina do Pinhal, muito provavelmente em razão da construção da estrada de ferro de Taquara, cuja obra estava sendo executada pelos sobrinhos de Raymundo, João e Agnello Corrêa Ferreira da Silva. Contudo, em 1894, quando Carolina faleceu, o casal residia em São Leopoldo, onde era proprietário de uma casa de moradia, com uma porta e três janelas de frente, com cozinha e mais benfeitorias, edificada sobre um terreno na Rua 1 de Março, na quadra número 57, compreendendo o terreno de 180 palmos de frente e 400 ditos de fundos, divindindo-se pela frente com a dita Rua 1 de Março, pelos fundos com a Rua Coronel Bento Gonçalves, pelo lado sul com terreno de Felippe Dann e seus filhos e José Inocêncio Dias, pelo lado norte com o terreno de João Inácio de Andrade, João Frederico Sperb e Antônio Luiz Rodrigues da Costa, como consta do inventário de Carolina.
Raymundo e Carolina tiveram onze filhos:
F1- Maria Josefa Corrêa da Silva, n. 15-06-1866, São Leopoldo, onde faleceu aos 02-05-1899. Casou na mesma cidade a 03-01-1885 com Carlos Brack Filho, n. 19-10-1864, São Leopoldo, onde também faleceu a 27-07-1943, sendo filho de Karl Brack (n. 30-05-1822, Traben, Koblenz, Alemanha e fal. 14-01-1896, S. Leopoldo) e de Anna Barbara Reif (n. Zell, Mosell, Alemanha), n.p. Karl Wilhelm Brack e Elisabeth Drewer, n.m. Joseph Reif e Julianna Kochem, todos da Alemanha. Maria Josefa e Carlos geraram sete filhos: Arthur, Afonso, Olga, Guilherme, Carlos, José Carlos e Irma Brack, cuja descendência pode ser vista no site: http://www.chbrack.org/. Após o prematuro falecimento de Maria Josefa, o viúvo Carlos Brack casou-se em segundas núpcias com Elsa Carolina Presser (descendente dos Fischer), com quem teve mais oito filhos. Carlos era fabricante de móveis de vime.
F2- Raymundo João Corrêa da Silva, n. 17-11-1868 em São Leopoldo, onde casou a 14-07-1892 com Eleonora Henriqueta Haas (às vezes, Leonor Haas), n. 03-10-1873, São Leopoldo, filha de Felipe Haas e de Carolina Hoeffel, naturais de S. Leopoldo, n.p. Johannes Haas e Anna Margaretha Müller, naturais da Alemanha, n.m. Peter Hoeffel e Marianna Fritzen, também da Alemanha. O casal teve onze filhos: Maria Adolphina Alma, Maria Malvina, Maria Cândida (Mosquita), Júlia, Emma Jovitha, João Waldemar, Otília, Lino, Waldomiro, José (Zeca) e Waldir Corrêa da Silva.
F3- Germano José Corrêa da Silva, n. 12-02-1871 em São Leopoldo e falecido a 11-11-1938 em Taquara. Foi hoteleiro, proprietário do Hotel Corrêa, um dos primeiros de Tramandaí/RS. Casou a 10-01-1891, São Leopoldo, com Maria Augusta Burmeister, n. 03-08-1868, São Leopoldo e fal. 19-01-1969, Taquara, com 100 anos, 5 meses e 15 dias de idade, filha de Johann Carl Joachin Wilhelm Burmeister, ourives em São Leopoldo, n. 06-04-1836, Stralsund, Mecklenburg, Alemanha e fal. 30-03-1881, São Leopoldo, e de Maria Karolina Müller, n. 29-07-1835, Feitoria Velha (S. Leopoldo), n.p. Karl Donath Burmeister e Maria Lass, n.m. Johann Nicolaus Müller e Maria Katharina, todos da Alemanha. Germano e Maria foram pais de oito filhos: Afonso, Aura, Arlindo, Alzira, Maria Carolina, Elvira Amália, Waldomiro Carlos, Georgina Carolina Corrêa da Silva.
F4- José Corrêa da Silva, n. 31-07-1872 em São Leopoldo, onde fal. a 08-08-1872.
F5- Maria Carolina Corrêa da Silva, n. 20-04-1876, São Leopoldo e fal. 21-01-1951, Porto Alegre. Casou em São Leopoldo a 30-06-1894 com Carlos Daudt, n. 22-06-1851, S. Leopoldo e fal. 06-04-1923, Porto Alegre, filho de Mathias Daudt (*15-08-1815, Heimersheim, Alzey, Alemanha e fal. 04-08-1905, S. Leopoldo) e Maria Barbara Linck (*1820, Alemanha e fal. 06-08-1877, São Leopoldo), n.p. Johannes Daudt e Barbara Schumacher, n.m. Jacob Linck e Gertrud Klug, todos da Alemanha. Carlos Daudt, ao casar com Maria Carolina, era viúvo de Wilhelmine Maria Becker, com quem teve onze filhos (Wilhelmine Maria Becker, por sua vez, era filha de Philipp Becker e Carolina Krüger, esta filha de Carolina Henriette Marianne Koch com seu primeiro marido João Frederico Krüger). Carlos foi comerciante em Porto Alegre, onde era proprietário de uma casa de ferragens. Maria Carolina e Carlos foram pais de cinco filhos: Alfredo Rudolf, Alda Augusta, Victor Gualberto, Ilza Maria e Wanda Maria Corrêa Daudt.
F6- Frederico Alberto Corrêa da Silva, n. 15-01-1878, São Leopoldo e falecido a 13-05-1897 em Santa Maria, onde foi assassinado. Faleceu solteiro, sem descendentes.
F7- Arthur Corrêa da Silva (no batismo: Francisco Arthur), n. 16-12-1879, Santa Cristina do Pinhal e fal. 14-11-1936, São Leopoldo. Tio Arthur foi avaliador judicial, após, escrivão do Registro Civil de São Leopoldo. Casou a 28-02-1901, São Leopoldo, com Anna Bertha Mayer, n. 28-12-1883, São Leopoldo, onde fal. 18-09-1973, filha de Jacob Mayer e Katharina Kilpp. Anna Bertha Mayer era irmã de Maria Paulina Mayer, madrasta de Arthur. O casal gerou seis filhos: Maria Luiza Adolfina, Celina, Alzira, José Luiz, Maria Eugênia e Hertha Antonina Corrêa da Silva.
F8- Augusto Felipe Corrêa da Silva, n. 04-10-1881, São Leopoldo, onde faleceu com um ano de idade, aos 15-01-1883.
F9- Pedro Corrêa Ferreira da Silva (no batismo: Pedro Alfredo), n. 21-07-1883, São Leopoldo e fal. 04-03-1967, Porto Alegre. Foi capitão e Prefeito de Sapucaia do Sul. Casou com Eulina Schilling, n. 1875, Santa Cruz do Sul e fal. 20-01-1972, Porto Alegre, filha de Theodoro Frederico Schilling e Cacilda Ferreira da Silva. Pais de seis filhos: Mário, Remi, Zeli Eulino, Oly, Carolina e Suely Corrêa da Silva (nossa informante).
F10- Maria Luiza Santolina Corrêa da Silva, n. 25-03-1885, Santa Cristina do Pinhal e fal. Montenegro. Casou a 19-12-1908, São Leopoldo, com João Francisco Fischer, n. 04-10-1881, São Lourenço e fal. Porto Alegre, filho de Cristiano Fischer e Geraldina Lemes de Andrade. Pais de quatro filhos: Maria Geraldina, João, Florinda e Suely Fischer.
F11- Luiz Corrêa da Silva, n. 19-08-1886, São Leopoldo, onde fal. 05-08-1943. Ali casou a 17-05-1913 com Maria Sophia Martha Lütke, n. 25-04-1891, Berlim-Moabit, Alemanha e fal. 01-04-1969, São Leopoldo, filha de Friedrich Gustav Adolf Lütke e Wilhelmine Sophie Lisette Block. Pais de quatro filhos: Frederico, Ernesto, Guilherme e Luiz Corrêa da Silva (nosso informante).
Passado um ano do falecimento de Carolina Diehl, Raymundo Corrêa da Silva casou-se pela segunda vez a 18-05-1895 em São Leopoldo com Maria Paulina Mayer, ali nascida a 05-02-1869, onde faleceu a 22-02-1915, dias depois do marido. Maria Paulina era filha de Jacob Mayer e de Katharina Kilpp, aquele de São Leopoldo e esta de Stipshausen, Alemanha, e, ao casar com Raymundo, viúva de Jorge Loewe Filho, com quem teve a filha Elsa Carolina Loewe.
(reprodução da fotografia de Maria Paulina Mayer, por João Vianna):

Raymundo e Maria Paulina tiveram mais seis filhos, que seguem:
F12- Carlos Oscar Corrêa da Silva, n. 09-12-1895, São Leopoldo e fal. 03-03-1947, Taquara. Casou em Três Coroas em 25-06-1921 com Ida Goettert, nascida em 1900, filha de Jacob Goettert e Maria Lisete Land. Foram pais de cinco filhos: Carlos Waldemar, Hermínia, Cláudio José Flávio e Lúcia Corrêa da Silva.
F13- Maria Otília Corrêa da Silva, n. 17-03-1897, São Leopoldo, onde faleceu aos quinze anos de idade, a 16-11-1913.
F14- Julieta Corrêa da Silva (no batismo: Maria Júlia Olívia), n. 01-10-1900, São Leopoldo, e fal. 16-08-1988, Porto Alegre, onde casou a 02-09-1924 com João Luiz Pufal, n. 08-12-1892, Veranópolis e fal. 10-08-1957, Porto Alegre, filho de Jacob Pufal e Emilie Doppler. O casal residiu em Porto Alegre na Avenida São Pedro, sendo João Luiz construtor. Foram pais de quatro filhos: Pedro (meu avô), Paulo, Julieta e Beatriz Corrêa Pufal.
F15- João Waldemar Corrêa da Silva, n. 22-02-1902, São Leopoldo, onde faleceu aos quinze anos a 01-12-1917.
F16- Lino Guilherme Corrêa da Silva, n. 23-09-1903, São Leopoldo. Sem mais notícias.
F17- Ernani Corrêa da Silva (no batismo: Ernani Leopoldino), n. 15-11-1906, São Leopoldo e fal. Novo Hamburgo, onde casou a primeira vez em 1928 com Leonida Dienstmann, n. 09-06-1906, Campo Vicente e fal. 03-06-1937, tendo dois filhos: Ethel Luísa e Gilberto Gabriel Corrêa da Silva. Casou a segunda vez com Tecla Selmira Müller, com quem teve: Susana Elaine e Carmen Corrêa da Silva.







sábado, 26 de julho de 2008

Alemães no RS: Família Fauth - fotografias

Alemães no RS: família Fauth - fotografias (1)
autoria de Diego de Leão Pufal

Embora não se tenha ainda encontrado nenhuma fotografia de Heinrich Philipp Fauth, consegui algumas de seus filhos e netos. A primeira que se segue foi-me passada por uma pesquisadora da família Petry, as três seguintes, por D. Hilda Fischer Düring e por Ery Fischer, ambos netos de Paulina Fauth e Philipp Fischer. As últimas três, por Pedro Almiro Fauth, bisneto de August Fauth e Clementine Schmitt.


Catharina Timm (1861-1940) e Friedrich Fauth (1857-1906)




Philipp Nicolaus Fischer (1848-1911) e Paulina Fauth (1855-1933)




Paulina Fauth (1855-1933) (c/c Philipp Fischer)




Philipp Nicolaus Fischer (1848-1911)






August Fauth (1867-1916)







August Fauth, esposa e filhos



Armazém de Clementine Schmitt Fauth, viúva de
August Fauth, Campo Bom, 1923

Outras fotografias da família Fauth podem ser conferidas no sítio de Joana Defferrari, no endereço eletrônico: http://www.colono.com.br/, assim como parte de sua genealogia, também publicada no sítio: http://www.interagentraders.com/cgi-bin/geneweb.cgi?b=StrassburgerFauthSmeets260507;lang=pt-br, de Ivo Strassburger e Pedro Almiro Fauth.