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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Franceses no RS: os Berenger


Franceses no RS: os Berenger
Autoria de Diego de Leão Pufal
[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para diegopufal@gmail.com]
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[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: os Berenger, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

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O sobrenome Berenger ou Beranger é corrente na França, tendo  alguns ramos emigrado para o Brasil. Dentre eles, hoje veiculo no blog um pouco da história e genealogia de Jean Baptiste Berenger, casado na família de Leão, e estabelecido no Rio Grande do Sul.
Jean Baptiste Berenger, também chamado de João Baptista Beranger, nasceu no ano de 1801 possivelmente na província de Vence, França, filho de Jean Honrat ou Onore Berenger e Maria Laceter. Jean deve ter vindo para o Brasil na década de 1830 e se estabeleceu em Taquari, onde viveu maritalmente com Justina Francisca da Silva, com quem teve ao menos cinco filhos ditos naturais. No final da década de 1850 Jean Baptiste casou-se com Maria Aldina de Leão, na cidade de São Jerônimo, com quem não teve filhos.
Jean Baptiste faleceu aos 77 anos de idade, de hemorragia intestinal, com seu solene testamento, no qual reconheceu apenas um filho natural, o qual não herdou seus bens, pois o reconhecimento se deu antes da Lei de 02 de setembro de 1847. O falecido não deixou bens de raiz, apenas alguns objetos de casa e seis escravos.
De sua descendência, consegui apurar até o momento as informações que seguem:
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JEAN BAPTISTE BERENGER nasceu em 1801 talvez em Vence, França e faleceu aos 02/02/1878 em Porto Alegre/RS, aos 77 anos, casado, sem os sacramentos, no hospital da Santa Casa. Viveu com Justina Francisca da Silva, de Triunfo ou Taquari/RS, filha de Manuel Francisco Silvério ou Manuel Antônio da Silveira (natural de Taquari) e Eugênia Maria do Rosário ou Eugênia Maria de Jesus (natural de Santo Amaro), com quem teve ao menos cinco filhos. Após, aos 13 de dezembro de 1858, Jean Baptiste casou-se em Charqueadas, à época distrito de São Jerônimo, com Maria Aldina de Leão, nascida a 02 de julho de 1816 em Triunfo/RS e falecida a 11 de fevereiro de 1889 em Charqueadas, filha de Francisco José de Leão (Chico Leão) e Rosaura Clara de Oliveira.
Houve da primeira união de Jean Baptiste com Justina, os filhos:
F1. João Baptista Berenger, nascido a 22/04/1840 em Taquari/RS.
F2. Francisco Baptista Berenger, nascido a 13/08/1842 em Taquari/RS.
F3. Alexandre Baptista Berenger, nascido a 21/05/1843 em Taquari/RS. O único reconhecido em testamento, embora os demais tenham sido reconhecidos no ato do batismo.
F4. Luiza Baptista Berenger, natural do Rio Grande do Sul. Casou-se com Fermino Antônio do Amaral, do RS, filho de Antônio do Amaral e Ana Antônia. Pais de:
N1. Florisbela do Amaral, nascida a 20/11/1890 em Uruguaiana/RS.
F5. Maria Baptista Berenger, batizada a 08/06/1850 em Taquari.
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Fontes de pesquisa:
- Arquivo da Cúria de Alegrete: livros de batismos de Uruguaiana.
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (ACHMPA): livros de batismos, casamentos e óbitos das igrejas de Porto Alegre, Taquari e São Jerônimo.
- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): inventários de Porto Alegre.
- Centro Histórico Cultural Santa Casa. Livros de registros de óbito.

sábado, 20 de junho de 2015

Franceses no RS: os Morem (Morin)

Franceses no RS: os Morem (Morin)
Autoria de Diego de Leão Pufal
[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para 
diegopufal@gmail.com]
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[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: os Morem (Morin), in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]
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[publicado em 20/06/2015]
[atualizado em 18/01/2021]
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Na presente pesquisa foram utilizadas as seguintes abreviaturas/siglas:

“bat.” para “batizado(a)”;
 “c/c” para “casado(a) com”;
 “fal.” para “fal.(a)”.
“n.” para “nascido(a)”;
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A família Morem, talvez Morin, estabeleceu-se no 3º distrito de Viamão, no Rio Grande do Sul, em meados de 1830.
Para o Brasil emigrou Theodore Andre Desíré Morin, nascido por volta de 1805 na cidade de Elbeuf, Departamento de Seine-Maritime, França, onde foi batizado na igreja de Santo Estevão Martir, conforme consta no seu registro de casamento. Foi filho de Antoine François Theodore Morin e Marie Constance Isabel Guibert.
No Brasil, Teodoro Morem casou-se a 16/04/1831 em Viamão/RS com Maria Justina Antunes Pinto, nascida a 2/6/1810 em Viamão, filha de Justino Antunes Pinto (n. Viamão/RS) e Felicidade Antunes da Porciúncula (n. 5/3/1790, Viamão), neta paterna do capitão João Antunes Pinto (n. 24/7/1732, Colônia do Sacramento, Uruguai e fal. 13/7/1808, Viamão/RS) e Vicência Inácia da Pureza (n. cerca de 1737 em Angra – Conceição – Ilha Terceira, Açores e fal. 28/3/1817, Viamão/RS) e, neta materna de Jacinto Antunes Pinto (n. Viamão) e Francisca Maria de Jesus (n. Viamão).
Jacinto Antunes Pinto foi filho do tenente Isidoro Antunes Pinto (n. Colônia do Sacramento e fal. 7/6/1809 em Viamão; casado a 10/7/1757 em Rio Grande/RS) e de Joana Pereira de Souza (n. 17/11/1742, Rio Grande e fal. 14/9/1812, Viamão). Isidoro Antunes Pinto era irmão do capitão João Antunes Pinto e filhos de João Antunes da Porciúncula (n. cerca de 1697 na freg. de N. Sra. dos Mártires ou Santa Íria, Cartaxo, Santarém, Portugal e fal. 1779, Rio Grande) e de Antonia Pinto (n. cerca de 1707 em Salamanca, Espanha e fal. 12/6/1738, Rio Grande).
Theodore Andre Desíré Morin ou Theodoro Andre Morem (às vezes Moreno) e Maria Justina Antunes Pinto (também Maria Justa) foram pais, no mínimo, de seis filhos, abaixo mencionados.
Passamos, assim, à genealogia, salientando que todos os filhos(as) de Teodoro e Maria Justina são precedidos de um “F” de filho(a) e o respectivo número, este indicando a ordem de nascimento dos filhos. Os netos de Teodoro e Maria Justina vêm precedidos de um “N.” de neto(a) e assim sucessivamente (“Bn.” para os bisnetos; “Tn.” para os trinetos, etc).
Para se saber a filiação de determinado neto ou bisneto, deve-se verificar o “F.” e “N.” respectivamente que o precede, o que facilitado pelo recuo dos parágrafos a cada geração.
Por questões práticas padronizou-se o sobrenome para Morem, embora em muitos registros ora conste como "Morin", ora como "Morim" e “Moreno”.
Seguem as informações que conseguimos apurar da descendência[1] de Teodoro e Maria Justina:

Theodore Andre Desíré Morem, n. cerca de 1805 em Elbeuf, Seine-Maritime, França, filho de Antoine François Theodore Morem e Marie Constance Isabel Guibert, casou-se a 16/4/1831 em Porto Alegre/RS com Maria Justina Antunes Pinto, n. 2/6/1810 em Viamão/RS. O casal residia no 3º distrito de Viamão e foi pai de:
F1. Theodoro Antunes Morem, capitão, n. Porto Alegre em meados de 1832, Porto Alegre, onde fal. 11/09/1889, tendo sido sepultado em Viamão. Tinha campos no 3º distrito de Viamão, onde criava gado. Casou-se em meados de 1855 talvez em Viamão com Josefina Belmira da Silva, n. 10/11/1834 em Porto Alegre e fal. 12/2/1908 no 4º distrito de Viamão, filha do coronel Rodrigo Antônio da Silva e Belmira Rodrigues da Silva. Josefina foi casada em primeiras núpcias com João Bernardes Pereira, abaixo citados. Theodoro e Josefina foram pais de 8 filhos:
N1. Leopoldino Antunes Morem, n. 1855, Viamão e fal. 27/12/1899, Porto Alegre, embora fosse residente em Gravataí. Tinha uma casa de negócio situada no Campo da Redenção em Porto Alegre. Casou com Maria Cândida de Barcellos, n. Viamão, filha de Cândido Pinheiro de Barcellos e Fausta Cândida Moraes Sarmento. Leopoldino e Maria Cândida foram pais de:
Bn1. Olintho Antunes Morem, n. 1876, Viamão e já fal. 1906.
Bn2. Marthiel Antunes Morem, n. 1878, Viamão. Casado a 1.12.1906 em Tapumes, Santo Antôno da Patrulha com Robertina Gomes da Silva, n. 1885, filha de Tristão José da Silva e Aurélia Gomes Bemfica. Em 1906, residiam em Santo Antônio da Patrulha.
Bn3. Gasparina Antunes Morem, n. 1881, Viamão. Em 1906 já c/c Francisco Salermo.
Bn4. Jovelino Antunes Morem, n. 1883, Viamão.
Bn5. Juvenal Antunes Morem, n. 1884, Viamão. Talvez seja o mesmo c/c sua prima Palmira Gonçalves Ribeiro, abaixo citados.
Bn6. Hercília Antunes Morem, n. 1886, Viamão.
Bn7. Álvaro Antunes Morem, n. 10/4/1890, Gravataí e já fal. 1899.
N2. Alzemiro Antunes Morem, n. 1862, Viamão e fal. 17/8/1915, Porto Alegre, onde foi comerciante, estabelecido à Rua 7 de Setembro, com uma fábrica de banha. Casou a 1ª vez com Isolina Prates, fal. 20/10/1897, Porto Alegre, com quem teve 3 filhos. Casou a 2ª vez em Porto Alegre com Carlota Rosa da Silva, filha de Manuel Osório da Silva e Angélica Rosa da Silva, com quem teve 2 filhos ao menos. Pais de:
Bn1. Edmundo Antunes Morem (fº do 1º casamento), n. 1882, Porto Alegre e já fal. 1915.
Bn2. Armando Antunes Morem, n. 1885, Porto Alegre.
Bn3. Branca Antunes Morem, n. 1892, Porto Alegre e já fal. 1915.
Bn4. Justo Antunes Morem (f.º do 2º casamento), n. 5/8/1899, Porto Alegre.
Bn5. Henriqueta Morem, n. 1901, Porto Alegre.
N3. Horácio Antunes Morem, n. 1868, Viamão e já fal. em 1906. Casou-se em 1889 com Virgidina de Barcellos, filha de Simeano José de Barcellos e Laurinda Ricarda. Horácio não deixou descendentes.
N4. Etelvina Morem, n. Viamão e já fal. em 1906. Casou-se com Laurindo Gonçalves Ribeiro, sendo pais de:
Bn1. Octávio Gonçalves Ribeiro, n. Viamão. C/c Maria Silveira Dica.
Bn2. Arnaldo Gonçalves Ribeiro, n. Viamão.
Bn3. Palmira Gonçalves Ribeiro, n. Viamão. C/c seu primo Juvenal Antunes Morem.
Bn4. Alcides Gonçalves Ribeiro, n. 1886, Viamão.
Bn5. Oscar Gonçalves Ribeiro, n. 1892, Viamão.
Bn6. Gasparina Gonçalves Ribeiro, n. 1895, Viamão.
Bn7. Juvenal Gonçalves Ribeiro, n. 1898, Viamão.
N5. Alberto Antunes Morem, n. 1866, Viamão. Foi comerciante em Porto Alegre. Casou-se com Otília Diederichs, n. 28/10/1881, Porto Alegre, onde fal. 11/1/1917, filha de Christiano Diederichs e Antônia dos Reis. Pais de:
Bn1. Breno Diederichs Morem, n. Porto Alegre. Casou-se com Olinda Tanger.
Bn2. Waldemar Diederichs Morem, n. 3/2/1903, Porto Alegre.
Bn3. Albertina Diederichs Morem, n. 4/11/1904, Porto Alegre.
Bn4. Alberto Diederichs Morem, n. 04/11/1905, Porto Alegre.
N6. Ermelinda Antunes Morem, n. 1868, Viamão e fal. entre 1889/1906 em Porto Alegre, solteira.
N7. Catulino Antunes Morem, n. 1872, Viamão, onde casou com Jonia da Silva, n. Viamão, filha de José Antônio da Silva e Joana Maria de Carvalho. Catulino dá nome a uma rua na cidade de Viamão. Pais de:
Bn1. Josefina Morem, n. 16/5/1915, Viamão.
N8. Mercedes Morem, n. 1874, Viamão, onde casou com Ernesto Marcos dos Reis, n. 26/4/1871, Viamão, filho de João Marcos dos Reis e Bernardina Cândida dos Reis. Pais de:
Bn1. Pogi dos Reis, n. 27/4/1915, Viamão.
Bn2. Ernesto Marcos dos Reis, n. 2/6/1916, Viamão.
Bn3. Maria dos Reis, n. 27/9/1918, Viamão.
F2. Clemência Justina Morem, n. 07/06/1835, Porto Alegre/RS e fal. 21/11/1905 em Viamão/RS. Casou-se a 22/4/1855 em Viamão com Lino José da Silva, n. Viamão, onde fal. 18/4/1887, filho de José Antônia da Silva e Josefa Antônia da Silva. O casal de Clemência residia no 3º distrito de Viamão, onde tinha terras no Campo das Lombas e deixou dois filhos:
N1. Alfredo Lino Morem da Silva, n. 1856, Viamão, onde se casou com Justina Fragoso da Silva, filha de Nicolau Montani e Manoela Fragoso da Silva. Pais, ao menos, de:
Bn1. Clemência da Silva, n. 22/7/1902, Viamão.
N2. Felicidade Morem da Silva, n. 1874, Viamão. Casou-se a 12/9/1891 em Porto Alegre com Eliseu José da Silva, n. 1868, filho de José Antônio da Silva e Joana Maria de Carvalho.
F3. Maria Justina ou Cândida Morem, n. 1838, Viamão e fal. 6/2/1900 em Santo Antônio da Patrulha/RS. Casou-se em 1854 com seu primo Cândido da Silveira Peixoto, n. 1830, Santo Antônio da Patrulha, onde fal. 7/9/1900, filho de Felisberto Antônio da Silveira Peixoto (bat. 4/1/1802, Santo Antônio da Patrulha, onde fal. 10/10/1853) e Cândida Leonídia Antunes da Silva (n. Viamão), neto paterno do furriel e alferes Luís Manuel da Silva Peixoto (bat. 30/8/1763, Viamão e casado a 16/2/1801 em Osório/RS) e de Joaquina Eufrásia de Jesus (n. Porto Alegre) e, neto materno, de Polidoro Antunes Pinto (n. Viamão, que teve com uma índia a filha Cândida Leonídia). Polidoro Antunes Pinto foi filho dos citados capitão João Antunes da Porciúncula e Vicência Inácia da Pureza.
Cândido e Maria Justina foram pais de 2 filhos:
N1. Emília Morem Peixoto, n. Santo Antônio da Patrulha ou Viamão.
N2. Avelino da Silva Peixoto, n. Santo Antônio da Patrulha. Casou-se com Izalina Morem Peixoto, possivelmente sua prima, n. 27/12/1869 em Santo Antônio da Patrulha, filha de Antônio da Silva Peixoto e Emília Morem. Pais de:
Bn1. Jocelina Morem Peixoto, n. 18/2/1898 e fal. 16/12/1964. C/c Nestor Morem Peixoto.
Bn2. Alcides Morem Peixoto, n. 15/7/1899 e fal. 15/6/1978. C/c Angelina H. Meirelles.
F4. José Antunes Morem, n. cerca de 1840 em Viamão, onde fal. 20/8/1885, no 3º distrito, onde residia. Casou-se a 2/12/1865 em Viamão com Angélica da Silva Pereira, n. 12/9/1851, Viamão, filha de João Bernardes Pereira e Josefina Belmira da Silva. José Antunes era criador de gado no 3º distrito de Viamão e, ao falecer, deixou cinco filhos, sendo um falecido, que seguem:
N1. Mercedes Antunes Morem, n. 16/8/1869, Viamão e já fal. em 1885.
N2. Armínimo Antunes Morem, n. 27/08/1874, Viamão.
N3. Diamantina Antunes Morem, n. 1875, Viamão e fal. 29/5/1921. Casou a 22/12/1894 em Viamão com Podalyrio de Oliveira Fraga, n. 13/4/1871, Viamão e fal. 29/4/1935 em Porto Alegre, filho de Henrique de Oliveira Fraga e Maria Patrícia Vieira de Aguiar. Diamantina e Podalírio deixaram descendentes, dentre eles: Eracy Morem, n. 21/02/1910 em Viamão c/c João Ignácio da Silveira, filho de Eustachio Ignacio da Silveira e Eleutheria Rocha (pais de Nair Morem da Silveira, conforme informações repassadas pela descendente Ana Maria Mesquita).
N4. Leôncio Antunes Morem, n. 1878, Viamão.
N5. Leonel Antunes Morem, n. 1879, Viamão.
N6. Almerinda Antunes Morem, n. 1883, Viamão.
F5. João Antunes Morem, n. 13/01/1850, Viamão e fal. 03/09/1900, Porto Alegre. Casou-se a 22/05/1872 em Viamão com Porcina Maria da Felicidade, n. Viamão, filha de Desidério José Nunes e Elisia Joaquina de Jesus. João e Porcina foram pais de:
N1. Maria Justina Morem, n. 1876, Viamão. Casou-se em 1º/1/1928 em Porto Alegre, com o capitão Clodomiro Umarpachá Fontes, então viúvo, n. 1864, Caçapava do Sul/RS, filho de João Fontes e Damásia Idalina. Quando do casamento, o casal reconheceu os filhos:
Bn1. Damiria Fontes, n. 1899.
Bn2 Anita Fontes, n. 1906.
Bn3. Onório Ernestino Fontes, n. 1910.
Bn4. Nelsina Fontes, n. 1911.
Bn5. Floriano Fontes, n. 1915.
Bn6. João Clodomiro Fontes, n. 1903.
N2. Clemência Morem, n. cerca de 1880 em Porto Alegre, onde casou com Coriolano Ferreira Bastos, n. 14/8/1879, Porto Alegre, filho do português Bernardo Fernandes do Couto e Maria Luísa Ferreira Bastos. Pais de 4 filhos, conforme informações da neta Ceres:
Bn1. Noêmia Ferreira Bastos, n. 12/05/1905, Porto Alegre, onde fal. 23/4/1981 e casou a 14/9/1921 com Jerônymo Sátyro dos Santos, pais de dois filhos: Antoninha Bastos dos Santos (c/c Ery Fischer, pais de Ceres e Célia Fischer) e Jerônymo.
Bn2. Homero Ferreira Bastos, n. 12/03/1912, Porto Alegre.
Bn3. Irene Bastos, n. Porto Alegre. Casou com Rubi Jung, pais de cinco filhos.
Bn4. Aldorino Bastos, c/c Nelci, pais de 4 filhos.
N3. Idalino Morem, n. Porto Alegre, onde casou com Olina Cândida da Cunha, filha de José Canabarro ou Cândido da Cunha e Maria Luiza Estrich. Pais de:
Bn1. Darcy Morem, n. 14/7/1905, Porto Alegre.
Bn2. Almerinda Maria Morem, n. 13/10/1906, Porto Alegre.
Bn3. Dorval Morem, n. 16/01/1907, Porto Alegre.
Bn4. Almiro Morem, que registrou seu nascimento em Novo Hamburgo, conforme informação da neta Noeli.
F6. Emília Morem (Moreno), n. RS e fal. 24/1/1894, Viamão, em seu 3º distrito onde residia, tendo deixado de herança um quinhão de campo e matos havido por herança materna, no 3º distrito de Viamão, com casa de moradia, atafona, terreno tapado, potreiro e roças. Casou com seu primo Antônio da Silva Peixoto, n. Santo Antônio da Patrulha, filho de Felisberto Antônio da Silva Peixoto e Cândida Leonídia Antunes da Silva, acima citados. Pais de:
N1. Leonel Morem Peixoto, n. Viamão. C/c Felicidade Morem dos Santos.
N2. Hermenegildo Morem Peixoto, n. Viamão. C/c Ana Benfica Gomes.
N3. Maria Justina Morem Peixoto, c/c José Feliciano dos Santos.
N4. Izalina Morem Peixoto, n. 27/12/1869, Santo Antônio da Patrulha. Talvez seja a mesma que c/c Avelino da Silva Peixoto, seu primo, acima citados.
N5. Cassiano Morem Peixoto, n. 1871, Viamão.
N6. Marcília Morem Peixoto, n. 1877, Viamão.
N2. Angelino Morem Peixoto, n. 1880, Viamão.


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Fontes de pesquisa:
- Arquivo da Cúria de Osório/RS: livros de batismos e óbitos de Santo Antônio da Patrulha; de casamentos de Osório.
- Arquivo de Jorge Godofredo Felizardo (AHCMPA).
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (ACHMPA): livros de batismos, casamentos e óbitos das igrejas de Viamão e Porto Alegre).
- Arquivo pessoal do genealogista Roni de Vasconcelos Santos.
- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): inventários de Viamão.
- PEIXOTO, Luciano Gomes. Família Peixoto. Santo Antônio da Patrulha: re-conhecendo sua história (org. Véra L. M. Barroso e outros). Porto Alegre: EST, 2000.
- RHEINGANTZ, Carlos G. Anais do Simpósio Comemorativo do Bicentenário da Restauração do R. Grande 1776-1976.  




[1]  A pesquisa não está completa. É possível que o casal patriarca tenha tido outros filhos, netos, bisnetos, etc., não tendo sido esgotadas todas as fontes de pesquisa.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Franceses no RS: os Lacroix (2)

Franceses no RS: os Lacroix (2)
Autoria de Diego de Leão Pufal
[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para diegopufal@gmail.com]


[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: os Lacroix (2)in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/] 
[publicado em 15/01/2012]
[atualizado em 09/03/2023]

Em outubro de 2010 veiculei a genealogia de outro ramo Lacroix, vindo dos Baixos-Pirineus, estabelecido em Rio Grande e, depois, em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul (v. http://pufal.blogspot.com/2010/10/franceses-no-rs-vii-os-lacroix-1.html).
Hoje, cuidarei da descendência de Marcelino Domingos Lacroix (no Brasil) ou Marcel Dominique Lacroix Cartau (França), radicado na fronteira da Argentina com o Rio Grande do Sul, na cidade de Itaqui, o que sugere tenha emigrado da França para a Argentina ou o Uruguai e de lá para o Brasil.
Segundo informações repassadas pelo pesquisador Gerson de Oliveira, em junho de 2020, com base no passaporte datado de 3.2.1838 de CARTAU Marcel Dominique Lacroix em Montevidéu, teria ele nascido na cidade de Bagnères-de-Bigorre, Hautes-Pyrénées.
Ao que parece, este Lacroix emigrou sozinho para o Brasil talvez na década de 1840, exercendo a função de caixeiro viajante e, mais tarde, comerciante estabelecido em Itaqui/RS.
Marcelino Domingos Lacroix,
fotografia do acervo de Cynthia Filártiga Lacroix
Tal conclusão se extrai de um salvo-conduto encontrado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), concedido a Marcelino Domingos Lacroix em 02/10/1845, pelo qual foi autorizado, na qualidade de estrangeiro, a se deslocar de Porto Alegre a Pelotas. Por ocasião, Marcelino foi assim qualificado: natural da França, negociante, com destino a Pelotas, 24 anos, estatura alta, rosto comprido, cabelos castanhos, olhos pardos, nariz e boca regulares, cor clara e barba rasa (AHRS: Fundo da Polícia, Códice 140, passaportes 1845/1846, Porto Alegre).
Já em setembro de 1877 Lacroix foi testemunha de uma justificação de ausência realizada no inventário de Antônio Fernandes Lima, quando declarou contar com 55 anos de idade, natural da França e de profissão comerciante (APRS: inventários).
A descendência de Marcelino Domingos Lacroix é bem expressiva se comparada àquele outro ramo, sendo que muitos ainda hoje levam o sobrenome, como se pode ver da genealogia que segue:

1. MARCELINO DOMINGOS LACROIX (na França: Marcelline Dominique Lacroix Cartau), nasceu a 22/12/1821 na cidade de Bagnères-de-Bigorre, Hautes-Pyrénées, França e faleceu a 30-06-1898, Itaqui (inventário n. 79/1898, Itaqui, APERS, autuado em 01/08/1898, tendo sido inventariante a viúva Cândida Barbosa Lacroix, cuja assinatura consta, indicando ter sido bem letrada).
assinatura de Marcelino Domingos Lacroix

O total da herança deixada por Marcelino foi de 71:910$464 réis, composta pelos seguintes bens: um galpão de material em mau estado no Beco São Patrício n.º 02, em Itaqui; uma casa de material no mesmo Beco, n.º 4; um terreno cercado de pedras no mesmo local, n.º 8; uma casa de material à Rua 15 de Novembro, n.º 3; outra na mesma rua, n.º 5; uma meia água de material na rua do Ipiranga, n.º 6; outra na Rua Aristides Lobo, n.º 5; outra na mesma rua, n.º 10; um terreno com esquina na mesma rua; um galpão; metade de um terreno cercado de pedra na Rua Aristides Lobo; metade da chácara que foi de João Baptista Marenco, nos arrabaldes da cidade, à Rua Senador Pinheiro Machado, n.º 7; metade de um terreno na mesma rua, cercado de pedra; uma parte de campo no Município de Santo Ângelo, em seu 3 distrito, no local denominado Umhú-caru (sic) com oito quadras de sesmaria; uma pequena parte no estabelecimento no Município de São Borja, no lugar do Carnny (sic), pelo falecimento do sogro Manuel Francisco Barbosa; em mercadoria na casa comercial em Itaqui (13:334$497 réis); ações do Theatro Prezewodowski, em Itaqui; em dinheiro líquido a quantia de 11:353$552 réis.
Marcelino foi filho de Cartou Lacroix e Marie Therése Bauix (para alguns: Boniz), os quais, em princípio, não emigraram para a América. Ao que parece, Cartou e Maria Thérese tiveram a filha Francine Cartou Lacroix, falecida na França solteira, conforme se verifica de um requerimento feito pela sobrinha Maria Cândida de outorga de assentimento do ano de 1899. 
Marcelino casou-se a 20/06/1856 em Itaqui (registrado em São Borja/RS) com Maria Cândida Barbosa (às vezes Francisca Cândida Marques Barbosa), nascida em 1840 e falecida em Itaqui depois do marido.
Maria Cândida Barbosa, fotografia
enviada por Cynthia Filártiga Lacroix.
Maria Cândida Barbosa foi filha de Manuel Francisco Barbosa Júnior (n. Florianópolis, SC; casado a 28/04/1832 em Porto Alegre/RS e falecido a 14/07/1892, Santiago do Boqueirão/RS) e de Cândida de Souza Marques (nasceu a 07/03/1817, bat. a 11/04, Porto Alegre/RS e fal. 1896, Carovi, distrito de Santiago do Boqueirão), neta paterna de Manuel Francisco Barbosa (n. São Gonçalo de Sapucaí, MG, casado a 13/8/1809 em Florianólis/SC) e de Eufrásia Joaquina Rosa (n. Santo Antônio de Lisboa em Florianópolis, SC), neta materna de Joaquim de Souza Marques (n. 08/05/1784, bat. 16/05, Porto Alegre) e de Carolina Joaquina de Jesus (n. 08/06/1792, bat. 15/06, Viamão/RS). Por Manuel Francisco Barbosa, bisneta de Francisco Barbosa Sandoval e de Maria Antônia da Conceição, cuja ascendência pode ser vista no blog do genealogista Roberto Sandoval: http://rlavodnas.blogspot.com.br/. Por Eufrásia Joaquina da Rosa, bisneta de Joaquim de Espíndola e Joaquina Rosa de Jesus. Por Joaquim de Souza Marques, bisneta de João de Souza de Ávila (n. Laguna/SC, filho de Antônio de Ávila Machado e Maria do Rosário, açorianos da ilha de São Jorge) e de Teresa Maria de Jesus (n. Rio Grande/RS, filha de Manuel Ferreira da Costa, da ilha Terceira, e de Águeda de Nazaré). Por Carolina Joaquina de Jesus, bisneta de Manuel de Souza Feijó (n. 19/05/1753, São Roque, ilha de São Miguel, Açores e fal. 03/09/1835, Viamão/RS, filho de João Feijó e Francisca do Nascimento) e de Inácia Felicidade de Santa Clara (bat. 24/08/1764, Viamão, onde fal. a 14/07/1822, filha de Luís Ferreira Velho e de Francisca Mariana, naturais da Freguesia de Santa Bárbara das Nove Ribeiras, ilha Terceira, Açores).


domingo, 17 de outubro de 2010

Franceses no RS: os Lacroix (1)

   Franceses no RS: os Lacroix (1)


Hoje veiculo parte de um ramo da família Lacroix emigrado para o Brasil, proveniente do Baixos-Pirineus, [atual Pyrénées-Atlantiques], no “País Basco”, no sudoeste da França.
Dois irmãos vieram para o Brasil, Pierre Jean Lacroix e Cattarina Lacroix, possivelmente via Uruguai ou Argentina, considerando-se os inúmeros com o mesmo sobrenome que lá desembarcaram.
Pedro João Lacroix (no Brasil) se estabeleceu na cidade de Rio Grande, onde foi casado duas vezes, não deixando, contudo, descendente. Graças ao inventário dos bens por ele deixados é que se pode saber os nomes de seus pais e irmãos, bem assim o local em que nasceram, pois nele constam as certidões vindas da França.
Afora esse ramo, ao menos outro emigrou também para o Brasil, mas se radicou na fronteira gaúcha, na cidade de Itaqui. Trata-se de Marcellino Domingos Lacroix, cuja descendência será tratada oportunamente.
Passo, assim, à genealogia:

1. JEAN LACROIX, n. 1800, França, e fal. 02/04/1862, em Espès, Undurein, Baixos-Pirineus, França. Casou a 04/06/1822, Abense-de-Bas, Baixos Pirineus, França, com Maria Sallaberry, n. França, e fal. 16/11/1876, ambos em Espès, Undurein, Baixos-Pirineus, França. Em 1828 Jean contava 28 anos, exercendo emprego em D´Abeuse de Bas, residente em sua casa de Lacroix dita Chunchur (sic). Pais de:
2.1. JEAN PIERRE LACROIX, n. 12/01/1828 na casa de Lacroix, dita Chunchur. Em 1895 cultivador, domiciliado em Berrogain-Laruns, Mauleón.
2.2. PIERRE JEAN LACROIX (= Pedro João Lacroix), n. 22/04/1835, Espès, Undurein, França, e fal. 18/05/1895, Rio Grande (inventário, proc. 373, maço 12, 1896, cartório do cível de Rio Grande, APRS), sendo seus herdeiros, seus irmãos. Consta que emigrou para a América aos 18 anos, portanto, em 1853.
Pedro João casou a primeira vez com Maria José da Cunha Amaro, n. Rio Grande, onde faleceu a 12/05/1886 (inventário, proc. 217, maço 06, ano 1887, 2º cartório cível de Rio Grande, APRS), filha de José da Costa Amaro e Ana Zeferina. Casou em segundas núpcias a 25/10/1887 com sua cunhada Ana Zeferina da Cunha Amaro, n. Rio Grande, filha de José da Costa Amaro e Ana Zeferina.
As filhas de Pedro José e esposa faleceram ainda criança, ficando sem descendentes. Assim, por ocasião do falecimento de Maria José, foram herdeiros seus irmãos:
  •    Manuel da Cunha Amaro, 37 anos, residente na Argentina, capitão, c/c Victória;
  •     Ana Zeferina da Cunha Amaro, 38 anos, c/c Pedro João Lacroix em 25/10/1887;
  •     Teresa da Cunha Amaro, 35 anos;
  •      Marçal da Cunha Amaro, 26 anos, solteiro, tenente.
Pedro João gerou a:
3.1 Ana Lacroix, n. 22/04/1871, bat. 27/08, Rio Grande, onde faleceu antes de 1886.
3.2 Julieta Lacroix, n. 10/05/1875, bat. 25/12, Rio Grande, onde em 1886 já era falecida.
2.3. CATARINA LACROIX, n. 24/07/1838, Espès, Undurein, França, e já fal. em 1895. Casou com João Egídio das Neves, em 1895 residente no Rio de Janeiro. Pais de:
                  3.1. Egídio das Neves, em 1895 residente na Argentina.       
2.4 BELTRÃO JUSTINO LACROIX, n. 28/08/1842, Espès, Undurein, França, onde faleceu a 25/05/1867.  Residia em Berrogain-Laruns. Ali casou com Maria Anna Peyrot, n. 1839, costureira, gerando a:
3.1. Claire Lacroix, n. 19/04/1867, Caro, França. Em 1895 era costureira. Casou a 28/12/1887 em Caro, Baixos Pirineus, com Pierre Pose, professor público em Laa-Mondraus, França.          

domingo, 25 de julho de 2010

Franceses no RS: os Lartigau

Franceses no RS: os Lartigau

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: os Lartigau, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]
[acréscimos, correções, informações, esclarecimentos e dúvidas, 
favor deixar um comentário logo após esta postagem ou escrever para diegopufal@gmail.com]
[publicado em 25/07/2010]
[atualizado em 10/08/2020]



       A família Lartigau é originária da região dos Baixos-Pirineus [atual Pyrénées-Atlantiques], no “País Basco”, no sudoeste da França.

Para o Brasil emigraram os irmãos Jean e Pierre Lartigau, chegados em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre 1859/1865. Conforme Jean Lartigau declarou, ao habilitar-se para casar, saiu de sua cidade natal no ano de 1859, com 24 anos, solteiro, indo para a Corte do Rio de Janeiro, onde permaneceu até o ano de 1865, vindo após para Porto Alegre. Já o irmão Pierre declarou ter vindo no ano de 1855 para o Brasil, solteiro.

Os irmãos se estabeleceram com uma casa comercial no centro de Porto Alegre, denominada “Lartigau & Irmão”, possivelmente localizada na Rua dos Andradas (Rua da Praia).

Nesta cidade construíram suas vidas, deixando ilustre descendência com destaque na sociedade gaúcha, tanto na área da medicina, como na jurídica. Nesse sentido, escreveu Armindo Beux (in Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Nação, 1976, p. 129): “[...] Filhos desses pioneiros foram estudar na Cidade Luz (Paris), assim chamada à época, voltando de lá aprimorados em cultura, dignificando a Medicina, como os Lartigau, os De la Lind, os Demarchi”.

Ao que parece, a família se radicou mesmo em Porto Alegre, não obstante tenha passado por outros municípios, notadamente o de Uruguaiana.

Passa-se, assim, à genealogia da família:  

1. Jean Lartigau, nascido em meados de 1810 na cidade de Sevignac, Sevignac-Meyracq, nos Baixos-Pirineus, França, onde em 1896 já era falecido. Ali se casou com Joane Marie Loustan, nascida no mesmo local e ali falecida já no ano de 1896, visto que não sucederam na herança deixada pelo filho Pierre. O casal gerou seis filhos:

2-1 Jean Lartigau (no Brasil: João Lartigau), nascido no ano de 1835 em Sevignac, Sevignac-Meyracq, Baixos-Pirineus, França. Emigrou para o Brasil, chegando em Porto Alegre/RS em meados de 1859, visto que no dia 28 de outubro de 1875 casou-se na igreja de Nossa Senhora do Rosário com Adelina Laura da Cunha, nascida a 28 de setembro de 1857 e batizada a 24 de março de 1858, na igreja de N. Sra. do Rosário, em Porto Alegre, filha de João Marques da Cunha Júnior (nascido em Porto Alegre, onde casou a 26 de maio de 1849 e faleceu a 05-11-1865, aos 44 anos, suicidando-se com um tiro) e de Amabília Amália da Silva Barbosa (nascida a 02/05/1830, bat. 28/08/1830, Rio Pardo e falecida em junho de 1912 em Porto Alegre), neta paterna de João Marques da Cunha (nascido na freguesia de Veiros, Estarreja, bispado de Aveiro, Portugal) e de Maria Inácia de Jesus (nascida por volta de 1790 na cidade do Rio de Janeiro e falecida em Porto Alegre a 19 de maio de 1863), neta materna do alferes João da Silva Barbosa (nascido a 17.08.1796, bat. 04.09.1796, Rio Pardo e casado em Montevidéu, Uruguai em 12 de setembro de 1825) e de Rafaela da Silva Ribeiro (nascida em Montevidéu, Uruguai).

         Pelo alferes João da Silva Barbosa, Adelina era bisneta do sargento-mor Domingos da Silva Barbosa (batizado a 27.12.1754, Viamão e falecido a 02.05.1827, Rio Pardo, casando em Rio Grande a 30.09.1799) e de Efigênia Maria Engrácia (nascida em 1766, Laguna/SC e falecida a 24.01.1810, Rio Pardo, a qual foi casada em primeiras núpcias com José Joaquim da Silva). Domingos da Silva Barbosa, por sua vez, era filho do tenente Francisco da Silva (natural da Vila de Arega, Coimbra, Portugal) e de Maria Leme Barbosa (natural de Laguna/SC e filha do sesmeiro de Porto Alegre, Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos e de Lucrécia Leme Barbosa).

              Em 14 de novembro de 1883 João Lartigau ingressou na Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre, com o propósito de auxiliar a instituição em suas misericórdias. Sabe-se que em 1896 João ainda vivia, tendo sido ele, muito provavelmente, agente consular da embaixada da França em Porto Alegre no ano de 1899.

             João Lartigau e Adelina Laura foram pais de, ao menos, quatro filhos: Pedro Armando, João, Alice e Fernando Lartigau, que seguem:

3-1 Doutor Pedro Armando Lartigau, nascido no ano de 1876 em Porto Alegre, tendo sido batizado na igreja de N. Sra. do Rosário a 20 de janeiro de 1878, e falecido no ano de 1923 em Buenos Aires, Argentina. O Dr. Pedro Armando foi médico, tendo, ao que parece estudado em Paris, retornando após para o Brasil. Casou-se em meados de 1910 a 1912 na cidade de Uruguaiana, com D. Elvira Menna Barreto Ribeiro, nascida a 20 de dezembro de 1883 em São Vicente do Sul, onde foi batizada a 28 de setembro de 1884, tendo falecido em Porto Alegre a 21 de junho de 1946.

          D. Elvira era filha do Doutor Eduardo Ribeiro da Silva, nascido em 1855 no Estado da Bahia, e casado a 29 de abril de 1882 em Uruguaiana, e  de Florinda Amália Menna Barreto, nascida em 1858 em Uruguaiana, onde faleceu a 08 de agosto de 1896; neta pelo lado paterno de José Ribeiro da Silva e de Maria Carolina Ramos; neta pelo lado materno do Brigadeiro João Francisco Menna Barreto, natural de Rio Pardo/RS, e de Marfisa de Araújo Carvalho, natural de Alegrete/RS. O Brigadeiro João Francisco Menna Barreto era neto do Visconde de São Gabriel/RS, João de Deus Menna Barreto – patriarca da conhecida família e descendente dos Carneiro da Fontoura, família tradicional gaúcha.

              Dona Elvira era viúva do alferes José Estevão do Amazonas Ferraz, com quem casou a 21 de julho de 1901 na cidade de Quaraí. José Estevão nasceu no ano de 1875 no Estado do Amazonas, sendo filho do também militar, o marechal, Estevão José Ferraz e de Benvinda Vasconcellos. Do primeiro casamento de D. Elvira com José Estevão houve uma filha de nome Elvira Ferraz (Elvirinha) casada com Edmundo Gomes, os quais residiram por anos em Porto Alegre na Avenida Avaí, na Cidade Baixa, sendo vizinhos da família Brasil (do meu bisavô, Mário da Silva Brasil).

           Do casamento do Dr. Pedro Armando com D. Elvira houve seis filhos, cujos nomes seguem:

4-1 Maria de Lourdes Lartigau, nascida a 17 de outubro de 1911 em Uruguaiana e falecida no Rio de Janeiro/RJ. Casou-se com Manuel Parmênio da Silva. Sem mais notícias.

4-2 Anne Marie Lartigau (Anette), nascida a 09 de novembro de 1913 em Uruguaiana. Casou-se em Porto Alegre com Clândio Osório Pereira, nascido em 04 de novembro de 1909 em Pelotas, filho de Octacílio Gonçalves Pereira e Célia Osório (citados em: http://mitoblogos.blogspot.com/2008/06/genealogia-232-descendentes-de-pedro.html). Pais de duas filhas: Maria Helena Lartigau Pereira (casada com Roberto Couto Franco, nascido em 03/12/1927, Porto Alegre, filho de Edgar de Araújo Franco e Auristela Couto. Pais de: Roberto Pereira Franco c/c Luciana Raposo) e Maria Regina Lartigau Pereira (c/c Clodoveu da Rosa Bittencourt, nascido a 10/08/1927 em Bagé/RS, filho de Floriano Bittencourt e Nelsinda Osório da Rosa, pais de quatro filhos: Aneette, Clodoveu, Elizabeth e Pedro Luís Bittencourt).

4-3 Emmanuel Marie Alberto Leonel Lartigau, nascido a 23 de maio de 1915 em Uruguaiana e falecido a 17 de novembro de 1996. Foi militar, casando-se em 1938 com Maria da Glória Corrêa Pinto, nascida em Cruz Alta, filha de José de Vasconcellos Pinto e de Luizinha Corrêa da Silva (esta, filha de João Corrêa Ferreira da Silva e de Maria Luiza Frederica Burmeister, já tratados neste blog - http://pufal.blogspot.com/search/label/Corrêa%20da%20Silva) (D. Luizinha era prima de minha bisavó, Julieta Corrêa da Silva). Houve duas filhas deste casamento: Annette e Heloísa.

4-4 Marie de Sión Lartigau (Sión), nascida a 09 de julho de 1917 em Uruguaiana. Casou em Porto Alegre com o Dr. João Cahen Fischer, nascido a 10 de agosto de 1908 em Porto Alegre, médico, filho de Christiano Felipe Fischer (nascido em 1869 em São Leopoldo) e de Alice Cahen, neto paterno de Johann Heinrich Gottlieb Fischer e de Johanna Henrietta Panitz, neto materno de Johann Julius Cahen e de Maria Manuela de Oliveira. João e Marie tiveram dois filhos: Pedro Armando, Maria Lúcia e Décio Lartigau Fischer.

4-5 Georges Marie Victor Lartigau, nascido a 11 de agosto de 1919 em Uruguaiana e falecido em Porto Alegre a 30 de janeiro de 1981. Casou-se em Porto Alegre com Isolda Bastos Mércio, nascida em Bagé, filha de Camilo Teixeira Mércio e Margarida Bastos. Houve três filhos deste casamento: Pedro Armando, Ana Luiza e Marta Mariza.

4-6 Marie Françoise Thereze Lartigau (Teresinha), nascida a 22 de janeiro de 1922 em Uruguaiana e falecida a 05 de junho de 1981 em Porto Alegre. Casou-se em Porto Alegre com Hércio Vargas de Carvalho, nascido em Livramento e falecido em Porto Alegre, filho de Herculano Carvalho da Silva e de Menalvina Vargas. Houve deste casamento dois filhos: Martha e Pedro Armando.

Jornal "O Independente",
Porto Alegre, 19/07/1916
Arquivo Histórico Municipal de
Porto Alegre Moysés Vellinho
3-2 João Cândido Lartigau, nascido a 20 de agosto de 1877 em Porto Alegre, tendo sido batizado a 20 de janeiro de 1878 na igreja de N. Sra. do Rosário, onde faleceu em 17 de julho de 1916, aos 39 anos, casado e sem filhos. Foi cirurgião-dentista e casou a 3 de março de 1904 em Uruguaiana com Julieta Noronha, nascida em 1884 e falecida a 26.5.1930 em Porto Alegre, filha de Alfredo de Freitas Noronha e Maria Aldina do Prado.

3-3 Alice Lartigau, nascida no ano de 1882 em Porto Alegre, onde batizada a 09 de setembro de 1883, na igreja de N. Sra. do Rosário. Sem mais notícias.

3-4 Doutor Fernando Lartigau, nascido e batizado no ano de 1886 em Porto Alegre (Igreja do Menino Deus). Assim como o irmão Pedro Armando, foi médico, tendo provavelmente feito seus estudos em Paris. Casou-se com Maria Del Carmen de Mello, com quem teve, dentre outros (cujos nomes não se conseguiram descobrir), o filho:

4-1 Doutor Miguel Ângelo de Mello Lartigau, assim como o seu pai também foi médico, nasceu em 1918, talvez em Porto Alegre, onde faleceu a 21 de agosto de 1965. Casou-se com Berenice Tubino, com quem teve dois filhos: Eduardo (casado com Inara Corrêa, bisneta de Germano Corrêa da Silva e trineta de Raymundo Corrêa da Silva -  meu trisavô - tratados neste blog: http://pufal.blogspot.com/search/label/Corrêa%20da%20Silva) e Alexandre.

2-2 Pierre Lartigau (no Brasil: Pedro Lartigau), nascido por volta de 1835/1840 em Sevignac-Meyracq, Baixos-Pirineus, França, e falecido a 27 de janeiro de 1896 em Porto Alegre. Emigrou para o Brasil, chegando em Porto Alegre/RS em meados de 1855; em janeiro de 1875 casou-se na igreja de N. Sra. do Rosário com Amabília Amália da Silva Barbosa (sogra de Jean Lartigau e, portanto, viúva de João Marques da Cunha Júnior - mais informações acima).

Convite da missa de Amabília da Cunha Lartigau,
publicado no Jornal "A Federação"
(Porto Alegre, 13/06/1912)
Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho (PMPA)
     Pedro Lartigau faleceu sem deixar descendentes. Seu inventário foi autuado em Porto Alegre no ano de 1898 (APRS), sendo seus herdeiros os seus irmãos e sobrinhos, residentes na França, com exceção de Jean Lartigau. Dentre outros bens, Pedro Lartigau deixou duas casas na Rua dos Andradas (a conhecida Rua da Praia) de nº 296 e nº 298, em Porto Alegre, onde possivelmente se estabelecera com loja comercial juntamente com o irmão, como mencionado.
Graças ao inventário de Pedro Lartigau é que se conseguiu descobrir a origem da família na França, bem como os nomes dos irmãos não emigrados.

2-3 Jean Baptiste Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde faleceu a 16 de outubro de 1896. Nesta cidade casou-se com Marianne Loustalat. O casal não emigrou para o Brasil. Quando da abertura 
do inventário dos bens deixados por Pedro Lartigau, irmão de Jean Baptiste, os filhos deste lhe sucederam – todos nascidos e então residentes em Sevignac-Meyrac, com exceção de um:

3-1 Jean Sylvane Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde tinha como profissão: proprietário.

3-2 Marie Louise Lartigau, nascida na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade, solteira.

3-3 Marie Jeanne Lartigau, nascida na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade, solteira.

3-4 Lucién Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade.

3-5 Charles Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 Charles era comerciante e residia em Carlos-Casares, província de Buenos Aires, Argentina. No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Pierre Sérigos.

3-6 Jean Pierre Lartigau, nascido a 07 de setembro de 1883 em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era cultivador em Sevignac.

2-4 Marie Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde faleceu a 24 de agosto de 1901. Ali se casou com Lucién Sérigos, nascido na França e já falecido no ano de 1897. O casal não emigrou para o Brasil. Quando da abertura do inventário dos bens deixados por Pedro Lartigau, irmão de Marie, os filhos desta lhe sucederam - todos nascidos e então residentes em Sevignac-Meyrac, com exceção de dois:

3-1 Marie Sérigos, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Eugenio Soust, cultivador em Sevignac.

3-2 Jean Pierre Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era negociante, residente em Buenos Aires, Argentina (Belgrano, 836). No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Sylvane Lartigau.

3-3 Jacques Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era negociante, residente em Tandil, província de Buenos Aires, Argentina. No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Sylvane Lartigau.

3-4 Pierre Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França.

2-5 Catherine Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Jean Pujalet-Latheus. O casal não emigrou para o Brasil.

2-6 Marie Anne Lartigau ou Marianne Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Jean Pierre Bendejac, nascido na França. O casal não emigrou para o Brasil. Em 1896 residiam na cidade de Louvie-Juzon, nos Baixos Pirineus.  



Fontes:

- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batizados e casamentos de Rio Pardo, Viamão e Porto Alegre; arquivo genealógico de Jorge Godofredo Felizardo; habilitação de casamento de João Lartigau (processo n.º 180/1875, caixa 285); habilitação de casamento de Pedro Lartigau (processo n.º 197/1875, caixa 285).

- Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho: jornais A Federação e O Independente.

- Arquivos pessoais de: João Simões Lopes Filho (RJ), Elisabeth Berté da Cruz, Viviane Wiedemann Velloso e informações de Luciana Raposo (RJ).

- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APRS): habilitações de casamento de Quaraí; Inventário de Pedro Lartigau (processo n.º 589, maço 23, 1º cartório do cível de Porto Alegre, ano de 1896, e processo n.º 1.983, maço 68, 2º cartório de órfãos de Porto Alegre, ano de 1898);  Livros do Registro Civil de Porto Alegre: nascimentos, casamentos e óbitos.

- BEUX, Armindo. Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Nação, 1976.

- Centro Histórico e Cultural da Santa Casa de Porto Alegre: livros de entrada de Irmãos.

- GUIMARÃES, João Pinto da Fonseca e FELIZARDO, Jorge G. Genealogia Rio-Grandense. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1937.