segunda-feira, 19 de julho de 2010

9ª Edição da Revista do CEKAW

Prezados amigos,

Informamos que está dispoível no site da Sociedade Polônia de Porto Alegre (www.poloniapoa.org) a 9ª edição da Revista Cekaw.

Convidamos a todos para que acessem esta edição, que está com uma variedade ainda maior que as edições anteriores, com artigos sobre genealogia, história e cultura polonesa. Acessem diretamente esta edição em http://www.poloniapoa.org/revista/revista_09.php.

As demais edições podem ser encontradas no mesmo site: http://www.poloniapoa.org/revista.

Atenciosamente,

Centro de Estudos Polono-Brasileiros Karol Wojtyla - CEKAW
Sociedade Polônia de Porto Alegre

sábado, 17 de julho de 2010

Poesias de Mário da Silva Brasil

Poesias de Mário da Silva Brasil 


                               Desde julho de 2008 venho veiculando neste blog algumas poesias do meu bisavô Mário da Silva Brasil, as quais foram escritas em sua grande maioria na década de 1910, na cidade de Porto Alegre. Muitas delas foram publicadas nos jornais da época, já outras ficaram registradas em seu caderno.
                                Para que as obras de Mário da Silva Brasil não fiquem no esquecimento, disponibilizo mais uma de suas poesias, preservando-se a escrita da época.


 Que Importa


Si agora me perseguem dissabores
Que estendem no meu ser longas raízes,
E si no peito tenho cicatrizes
Que me causam crueis e horriveis dores,


Que importa áquelles que encontrando flores
Na sua estrada seguem tão felizes?!
Nada, é bem certo, porque de infelizes
O mundo é cheio, oh tristes soffredores!


Si a senda que trilhamos tem espinhos,
Si da vida são tantos os caminhos,
E si a sorte nos é tão desegual,


Porque chorar as dores que soffremos
E as tristes desventuras que teremos
Si não podemos combater o mal?!

Porto Alegre, 3 de agosto de 1.910.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Alemães no RS: Família Blanck



Alemães no RS: família Blanck
Autoria de Diego de Leão Pufal

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Alemães no RS: família Blanckin blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

[acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]
[atualizado em 06-03-2015]



O sobrenome Blank (também Blanck) significa liso, brilhante, e pode ser encontrado em diversas regiões da Alemanha. Para o Brasil vários foram os ramos Blanck/Blank emigrados, mas aqui vou tratar de um em específico, o de Ludwig Peter Blanck.
Ludwig Peter Blanck (no Brasil: Luís Pedro Blanck ou somente Pedro Blanck) nasceu a 23 de novembro de 1853 na cidade de Probbernau, "Waler Kreis Danzig", na época Pomerânia, na Prússia. Atualmente, a cidade de Probbernau chama-se Przebrno, pertencente a Krynica Morska, Gdánsk, Polônia[1]. Ludwig Pedro foi filho de Peter Blanck e de Elisabetha Ewel, nascidos por volta de 1820 possivelmente em Gdánsk, evangélicos e não emigrados para o Brasil.
Ludwig Peter saiu de sua terra natal no ano de 1878, com 24 anos de idade, vindo diretamente para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cidade em que viveu e faleceu a 05 de outubro de 1921, aos 68 anos, em decorrência de uma operação na bexiga (blase operation), tendo sido sepultado no cemitério da comunidade evangélica de Porto Alegre.
Por ocasião de seu casamento, Pedro Blanck teve que promover uma justificação de solteiro (processo n.º 335, ano 1884, caixa 314, AHCMPA), quando declarou ser marítimo de profissão e, como tal, ter feito diversas viagens em navio de guerra por todo o mundo.
Pedro Blanck casou-se a 20 de setembro de 1884 na Igreja Católica de Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, com Catharina Brücker, nascida a 19-07-1869 no Estado de Santa Catarina e falecida a 29-05-1945 em Porto Alegre, sendo filha dos alemães Heinrich Brücker e Elisabeth Müller, católicos.
Heinrich Brücker (Henrique Brücker) nasceu em 1847 na Alemanha e era filho de Heinrich Brücker e Elisabeth Leibuck (sic). Deve ter emigrado para o Brasil pelo ano de 1865-1868, estabelecendo-se em Santa Catarina, onde se casou com Maria Elisabeth Müller, também alemã, onde nasceu em 1850, e faleceu em Porto Alegre a 02-03-1915, sendo filha de Heinrich Peter Müller e Anna Elisabeth.
Em meados de 1875 a família Brücker mudou-se para Porto Alegre, já com dois filhos: Catharina (*1869, SC) e Henrique Brücker Filho (*1871, SC); aqui nasceram mais dois filhos: José Brücker, a 04-06-1877, e Elisa, a 05-05-1879. Já em 1881 encontrou-se o patriarca Heinrich Brücker como proprietário de um armazém de secos e molhados, de pequeno ou médio porte no Caminho Novo, atual Rua Voluntários da Pátria em Porto Alegre[2], estabelecimento que deve ter alienado, por não ter sido arrolado no seu inventário (autuado em Porto Alegre em 1901 - APRS). Heinrich faleceu a 30 de setembro de 1900 em Porto Alegre, deixando a viúva e três filhos: Catharina, Henrique e José, e os seguintes bens de raiz: um prédio na Rua Pontas de Paris (atual Rua Garibaldi), n.º 23, e um prédio na mesma Rua, n.º 04.
Do casal Pedro Blanck e Catharina Brücker foram encontrados dez filhos, todos nascidos em Porto Alegre e batizados, alguns na Capela de São José dos Alemães (hoje Igreja São José) e, outros, na Igreja de N. Senhora da Conceição, que seguem:
F1- Brunhilde Erna Edith Blanck, nascida a 04-01-1879 em Porto Alegre, conforme informação oral de sua filha (ressalta-se que teria nascido antes do casamento dos pais). Casou em Porto Alegre na Igreja N. Sra. dos Navegantes, com Hygino José de Andrade Filho, ali nascido, filho de Hygino José de Andrade e Alice. Pais de: Gladys de Andrade, nascida a 25-04-1935 em Porto Alegre, onde casou com João Carlos Duarte, gerando a José Carlos e a Rafael.
F-2 Pedro Alfredo Ricardo Carlos Henrique Blanck (no batismo, pois usava apenas Alfredo Blanck), nascido a 03-11-1884 em Porto Alegre e batizado a 05-08-1888 na Capela São José. Faleceu a 23-11-1935 em Porto Alegre. Não se sabe com quem casou e se teve filhos.
F3- Hermínia Maria Jacobina Isabel Blanck (no batismo, pois nos demais registros apenas: Hermínia Blanck), nascida a 27-08-1886 em Porto Alegre e batizada a 05-08-1888 na Capela São José. Casou-se a 18-04-1918 na igreja evangélica de Porto Alegre com o comerciante Wilhelm Braescher (Guilherme Braescher), nascido a 16-01-1884, Porto Alegre, filho de Luiz Braescher e Anna Stumpf. Deste casal foram encontrados 4 filhos: Helena, Irma, Ruy Braescher e Norberto Luiz Braescher.
F-4 Carlota Blanck, nascida a 02-11-1889 em Porto Alegre, onde faleceu a 12-12-1946. Ali se casou com Jorge Elias Filho, nascido em 1886 na cidade de Graz, Àustria e falecido em 1957 em Porto Alegre/RS, filho de Jorge Elias e de Ana Gassner, austríacos, neto paterno de Peter Elias e Teresa e, maternos, de Johann Gassner e Anna. Jorge Elias, esposa e filhos emigraram para o Rio Grande do Sul, vindos da Áustria, estabelecendo-se em 1892 na cidade de Ijuí, vindo após para Porto Alegre, conforme informações do descendente Nelson Elias. Pais de três filhos: Jorge Nelson Elias, Doroth Elias Staudt e Cláudio Elias.
F5- Otília Blanck, nascida a 27-08-1890 em Porto Alegre e batizada a 24-11-1894 na igreja de N. Sra. da Conceição. Conforme informações de Glayds de Andrade, Otília casou-se em Porto Alegre, tendo três filhos: Lino, Enelida e Luís.
F6- Mathilde Blanck, nascida a 20-09-1892 em Porto Alegre e batizada a 27-08-1890 na igreja de N. Sra. da Conceição. Em 1911 foi madrinha de batismo de Ondina Brücker, sua prima, quando ainda era solteira. Faleceu em Porto Alegre a 28-04-1933, onde se casou em maio de 1914 com Carlos Francisco Bechstedt, n. São Paulo.
F7- Luiz Waldemar Blanck, nascido a 05-10-1894 em Porto Alegre e batizado a 24-11-1894 na igreja de N. Sra. da Conceição. De acordo com sua neta, Maria Lúcia Blanck Coimbra, Luiz Waldemar casou-se (I) com Mathilde Carolina Müller, com quem teve um único filho: Herberto Rolfe Miller Blanck. Depois, Luiz Waldemar casou-se (II) com Célia Cunha.
F8- Richard Rudolph Edmund Blanck (no batismo, pois era conhecido como Edmundo Blanck), nascido a 23-12-1896 em Porto Alegre e batizado a 25-12-1898 na igreja de N. Sra. da Conceição, e falecido em Porto Alegre, onde faleceu a 16-05-1983. Ali casou a 03-07-1926 (na Av. Lobo da Costa, n. 11, em Porto Alegre - casa de F. Max Rapp, construída em 1915/1916 por Rudolf Ahrons) com Maria Bertha Hedwig Rapp, nascida a 11-06-1899 em Stuttgart, Württemberg, Alemanha e falecida a 17-03-1987 em Porto Alegre, filha de Friedrich Max Rapp e Maria Schmollinger, ambos de Stuttgart (Friedrich e Maria foram pais ainda de: Elsa Frida Rapp, nascida a 09-12-1900 em Stuttgart e casada em 1927 em Porto Alegre com Richard Teschner). Edmundo e Maria foram pais de dois filhos: Lori Blanck (c/c Paulo Corrêa Pufal, meu tio-avô - referidos em: http://pufal.blogspot.com/2011/02/familia-pufal-ii-origem-do-nome.html) e Leo Luiz Blanck (c/c Sezalda de Mello).
F9- Maria Elisabeth Blanck (no batismo: Alice Elisabeth), nascida a 04-02-1900 e bat. 29-09-1915 em Porto Alegre, na capela de São José dos Alemães, onde se casou a 20-10-1924, na igreja de N. Sra. dos Navegantes, com Vendelino Vescovi, nascido em 1900 no RS, filho de José Vescovi e Carolina. Sem mais notícias.
F-10 Oswaldo Blanck, nascido em Porto Alegre. Sem mais notícias.
 ***
Notas:
[1] Gdánsk é um importante porto no mar Báltico e teve, ao longo dos séculos, em mãos da Polônia, Prússia e Alemanha. No século XII fazia parte de Wloclawek, Polônia; já no século XVIII, por volta de 1770, os alemães dominaram o local, quando passou a fazer parte da Prússia Oriental com o nome Danzig em 1793, situação que perdurou até 1807, quando Napoleão Bonaparte tornou-a independente novamente. Porém, com a I Guerra Mundial, com a divisão da Polônia, voltou a ser parte da Prússia até 1919 que, com o Tratado de Versalhes, passou novamente à Polônia, com o nome de Gdánsk.
[2] GANS, Magda Rosvita. Presença Teuta em Porto Alegre no século XIX - 1850-1889. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p. 55.

Poesias de Mário da Silva Brasil

Poesias de Mário da Silva Brasil 




                 Desde julho de 2008 venho veiculando neste blog algumas poesias do meu bisavô Mário da Silva Brasil, as quais foram escritas em sua grande maioria na década de 1910, na cidade de Porto Alegre. Muitas delas foram publicadas nos jornais da época, já outras ficaram registradas em seu caderno.

               Para que as obras de Mário da Silva Brasil não fiquem no esquecimento, disponibilizo mais uma de suas poesias, preservando-se a escrita da época.



Desilusão




Evaporar-se vejo, lentamente,
Minha crença e ideal, minha illusão ...
E, em escombros, num tetrico montão, 
Terei que ver meus sonhos, brevemente?!


Meus sonhos, a sublime aspiração
Que até agora nutri constantemente?!
E vejo-a derrocar-se! E, então, descrente
De tudo, terei ainda o coração

A palpitar por quem, neste momento,
Do amor o tenho quasi entregue ás chammas?
Não sei, talvez, porque a descrença ingrata

Não fará mergulhar no esquecimento
Memorias do passado cujas flammas
Trazem-me m’alma sensação tão grata! ...


Porto Alegre, 18 de julho de 1910.

domingo, 13 de junho de 2010

Poesias de Mário da Silva Brasil

Poesias de Mário da Silva Brasil 


Desde julho de 2008 venho veiculando neste blog algumas poesias do meu bisavô Mário da Silva Brasil, as quais foram escritas em sua grande maioria na década de 1910, na cidade de Porto Alegre. Muitas delas foram publicadas nos jornais da época, já outras ficaram registradas em seu caderno.

Para que as obras de Mário da Silva Brasil não fiquem no esquecimento, disponibilizo mais uma de suas poesias, preservando-se a escrita da época.

Em Vão



Embora eu absorva e beba attento
As licções que dos mestres tenho a flux,
Muito embora eu aspire a casta luz
Da sciencia que illumina o pensamento,

Não sou feliz porque neste momento
Trago o fel que tambem tragou Jesus,
E nos hombros carrego a eterna cruz:
O lenho do martyrio e do tormento.

Oh escabrosa vereda do presente,
Quero subir-te, mas, me não consente
O meu herculeo esforço soberano!

Quero galgar-te mas sou fraco e pobre,
E o meu intento tão sublime e nobre
Vejo tombar, meu Deus, que desengano!



Porto Alegre, 29-6-1910.

Italianos no RS: os Scorcioni (I) (Porto Alegre)

A família
SCORCIONI
[atualizado em 05/12/2011]
***
               O sobrenome Scorcioni ou Scorcione é originário da região de Scorsa, com variação em Scorzoni.
               No Brasil, encontrou-se grafias variadas: Scrucione, Scorcion, Scorsone, Corsônio, Scorsoni e Scorçon.
                O imigrante deste ramo, Alessandro Scorcioni, ao que tudo indica veio sozinho para o Brasil em 1876, estabelecendo-se no Estado do Rio Grande do Sul, onde casou e deixou descendentes. Contudo, o único filho que "vingou", João Romano Constantino Colatto Scorcioni, teve apenas duas filhas: Luiza Pierina Scorcioni (minha bisavó) e Josephina Scorcioni, as quais não passaram o sobrenome aos seus sucessores, por razões óbvias, "extinguindo-o".
                Muito embora os descendentes do imigrante não mais levem o "Scorcioni" em seus nomes, pertencem à família, razão principal para divulgar este ramo familiar, até mesmo para que não fique no esquecimento.
                 A seguir, a descrição da descendência de Giovanni Scorcioni:
***
Primeira Geração
1. GIOVANNI SCORCIONI nasceu cerca de 1820 na Itália, onde faleceu. GIOVANNI casou-se com MARIA CAIELLA, nascida na Itália, onde faleceu. Eles tiveram os seguintes filhos:
+ 2 M i. ALESSANDRO SCORCIONI nasceu em 1844 e faleceu em 1889.


Segunda Geração
2. ALESSANDRO SCORCIONI1 (GIOVANNI) nasceu em 1844 na Itália. Ele faleceu2 em 1º de fevereiro de 1883, nos subúrbios de Triunfono Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Alessandro ou Alexandre Scorcioni emigrou da Itália, chegando solteiro em Nova Palmira (Caxias do Sul) em 02.06.1876. Provavelmente casou na região de Caxias do Sul, seguindo depois para São Leopoldo, estabelecendo-se na Fazenda dos Prazeres, onde nasceram seus filhos, sendo que no ano de 1883 era residente, com a família, nos "subúrbios" de Triunfo.
  • Pelo que se denota do registro de óbito da esposa Luigia, Alessandro teria sido o causador de sua morte, embora à época do evento fosse falecido. Tal informação vem ratificada por uma certidão que se encontra nos autos de embargos manejados por João Scorcioni, no inventário da esposa de seu avô, Francesco Colatto, em 1897, em Porto Alegre. Dita certidão dá conta que Alessandro Scorcioni disparou um tiro contra sua esposa, suicidando-se em seguida - detalhes que serão narrados em outro post.
  • Conforme sua neta, Josephina Scorcioni, Alessandro e Luigia se conheceram no navio em que vieram da Itália, se apaixonaram e acabaram casando logo após o desembarque.
ALESSANDRO casou-se com LUIGIA COLATTO cerca de 1878 provavelmente em Caxias do Sul, RS, Brasil. LUIGIA nasceu em 1859 em Isola della Scala, Verona, Itália. Ela faleceu3 em 2 fevereiro 1883 em Triunfo, RS, Brasil. Era filha de Francesco Colatto e de Philomena Magdalena Corazza.
  • COLATO, Francesco, 51 anos; Teresa, esposa, 38 anos; Antônio, 21 anos; Luigia, 19 anos; Maria, 17 anos; Alessandro, 14 anos; Gaetano, 12 anos; Giuseppina, 5 anos e Amália, 4 anos, emigraram para o Brasil, chegando em Nova Palmira, Caxias do Sul em 21/08/1878. Francesco recebeu auxílio gratuito em 26-9-1878, n. 5636-44, fl. 182-3. (in COSTA, Rovílio e GARDELIN, Mário. Povoadores da Colônia Caxias. Porto Alegre: EST, 2. ed., p. 495).
  • 2. No registro de óbito de Luigia Colato consta: "... LUIZA COLATI, 24 ANOS, NATURAL DA ITALIA, FALECEU EM CONSEQUENCIA DE UM TIRO DADO POR SEU MARIDO, VIUVA DE ALEXANDRE SCORCION, foi por mim encomendada e sepultada no cemitério desta cidade...". Dito ainda que faleceu nos subúrbios de Triunfo, pobre. 
ALESSANDRO e LUIGIA tiveram os seguintes filhos:
3 M i. Angelino Scorcioni nasceu em 17 julho 1879 em São Leopoldo, RS, Brasil, onde faleceu com um dia de vida.
+ 4 M ii. JOÃO ROMANO CONSTANTINO COLATTO SCORCIONI nasceu em 24 junho 1879 [data que consta em seu casamento e sepultura, o que conflita com o nascimento do irmão Angelino] e faleceu a 22 junho 1942.
5 F iii. Maria Rosa Adelaide Scorcioni nasceu em 17 setembro 1882 em São Leopoldo, RS, Brasil e foi batizada4 em 24 setembro 1882 em São Leopoldo. Ela faleceu5 em 10 fevereiro 1883 em Triunfo, RS, Brasil.
  • Em seu batismos consta: batizada a 24.09.1882, na Igreja Matriz de São Leopoldo, filha de Alexandro Scorsone e Luiza Colata, neta paterna de João Scorsone e Maria Cayella, neta materna de Francisco Colata e Magdalena Carassa. Padrinhos José Sougue e Maria Colata.2. Falecida de moléstia interna, aos quatro meses de idade, sepultada no cemitério de Triunfo.
Terceira Geração
4. JOÃO ROMANO CONSTANTINO COLATTO SCORCIONI (ALESSANDRO, GIOVANNI) nasceu em 24 junho 1879 em Fazenda dos Prazeres, São Leopoldo, RS, Brasil e foi batizado6 em 3 julho 1880 em São Leopoldo, RS, Brasil. Ele faleceu7 em 22 junho 1942 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi enterrado em 23 junho 1942 no Cemitério São João, Porto Alegre.
Obituário do Correio do Povo
23-06-1942, pesquisado
por Viviane W. Velloso
  • Embora fosse conhecido como João Scorcioni, seu nome de batismo era João Romano Constantino Colatte Scorcioni. Batizado a 03.07.1880, na Fazenda dos Prazeres, filho de Alexandre "Corsonio" e Luiza Colato, np. João "Corsonio" e Maria "Caida", nn. Francisco Colato e Filomena "Carassa". Padr: Romano Wender e Luiza Cusi.
  • Em tenra idade perdeu seus pais, tendo sido criado primeiramente por seus avós maternos, Francesco Colatto e Teresa, e, após, por seus tios, Jerônimo Menghini e Amália Colatto.
  • No registro de seu casamento consta: João Scorcioni, do comércio, nascido a 24.06.1879, em São Leopoldo, filho de Alexandre Scorcioni, natural da Itália e falecido em 1880 e de Luiza Collate, falecida em 1881. Casou a 13.11.1926, às 14:30 h, com Genebra Canova, nascida a 26.02.1887, em Schio, Vicenza, Itália, filha de Domingos Canova, falecido em 1898 e de Pierina Trenti, nascida em 1858. No casamento reconhecem as filhas: Luíza e Josephina.

  • João era comerciante e vidraceiro. Segundo sua filha, Josephina (Tia Fifi), João teria sido o proprietário do primeiro ônibus de Porto Alegre, denominado Santa Catarina. Tinha estabelecimento comercial - Armazém de Secos e Molhados - na Avenida Beiruth, nº 83, Bairro Navegantes, em Porto Alegre.
  • Residiu na Rua do Parque, Conselheiro Travassos, e depois, até sua morte, na Rua Beiruth, n.º 83.6 Faleceu em razão de câncer da laringe, tendo sido sepultado no Cemitério São João, em Porto Alegre.
JOÃO casou-se com9 GENEBRA CANOVA (vó Boeta)8 em 13 novembro 1926 em Porto Alegre, RS, Brasil. GENEBRA nasceu em 26 fevereiro 1888 em Schio, Vicenza, Vêneto, Itália. Ela faleceu10 em 6 dezembro 1962 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi enterrada em Cemitério São João, Porto Alegre. Era filha de Domenico Canova e Pierina Trenti (v. família Canova neste blog). JOÃO e GENEBRA tiveram os seguintes filhos:
+ 6 F i. LUIZA PIERINA SCORCIONI (Tati) nasceu em 13 setembro 1908 e faleceu em 2 outubro 1984.
+ 7 F ii. Josephina Scorcioni (Fifi) nasceu em 21 dezembro 1909 e faleceu em 4 novembro 2008.


Luiza Pierina (na fila do meio, a última da esquerda para a direita) e Josephina Scorcioni (a última da primeira fila da esqueda para direita) - Fotografia de meados de 1917 - Colégio Voluntários da Pátria (atual Escola Estadual Camila Furtado Alves, em Porto Alegre/RS).


Quarta Geração
6. LUIZA PIERINA SCORCIONI (Tati)11 (JOÃO ROMANO CONSTANTINO COLATTO, ALESSANDRO, GIOVANNI) nasceu12 em 13 setembro 1908 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi batizada13 em 15 dezembro 1909 em Porto Alegre, RS, Brasil . Ela faleceu14 em 2 outubro 1984 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi enterrada no Cemitério São João, Porto Alegre. LUIZA casou-se com15 f.n. HELMUTH SCHMIDT FILHO (vô Schmidt) em 4 dezembro 1926 em Porto Alegre, RS, Brasil. HELMUTH nasceu em 2 março 1898 em Aurora, Taquara, RS, Brasil e foi crismado16 em 15 junho 1898 em Taquara, RS, Brasil. Ele faleceu17 em 27 setembro 1958 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi enterrrado em 28 setembro 1958 em Cemitério São João, Porto Alegre. Era filho de Hemuth Schmitt e Leopoldina Guilhermina Fischer. HELMUTH e LUIZA tiveram os seguintes filhos:
8 F i. ODETTE LUIZA SCHMIDT (Oda) nasceu em 26 dezembro 1927. Casou com Pedro Corrêa Pufal, nascido em 10 de junho de 1925 em Porto Alegre e falecido a 18 de janeiro de 1991 em Cidreira/RS, filho de João Luiz Pufal e Julieta Corrêa da Silva. Pais de dois filhos: Helmuth Luís (meu pai) e Pedro Armando Schmidt Pufal.
9 F ii. Ivonny Leopoldina Schmidt (Vovoni) nasceu em 30 março 1930. Casou com seu primo Erny Fischer, com quem teve três filhas: Ivete, Iara e Beatriz Schmidt Fischer.


7. Josephina Scorcioni (Fifi) (JOÃO ROMANO CONSTANTINO COLATTO, ALESSANDRO, GIOVANNI) nasceu em 21 dezembro 1909 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi batizada em 24 março 1911 na Igreja N. Sra. da Conceição. Ela faleceu em 4 novembro 2008 em Porto Alegre, RS, Brasil e foi sepultada em 5 novembro 2008 no Cemitério São João. Josephina casou-se com18 Francisco Adolfo Luckei (Chico) em 14 setembro 1932 em Porto Alegre, RS, Brasil. Francisco nasceu em 21 maio 1906 em Erechim, RS, Brasil. Ele faleceu19 em 12 fevereiro 1983 em Porto Alegre, RS, Brasil. Era filho de Theodor Luckei e Bertha Maria Barbara Minnach. Pais de dois filhos: João Theodoro Luckei (Joãozinho) e Evaldo Francisco Luckei.


Apêndice A - Fontes:
1. COSTA, Rovílio e GARDELIN, Mário. Povoadores da Colônia Caxias. Porto Alegre: EST, 2. ed., p. 495, p. 495. referem que Alessandro Scrussioni (sic), 32 anos, solteiro, natural da Itália, chegou em Caxias do Sul em 02.06.1876.
2. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv. 1B-17. casamento de seu filho.
3. Triunfo/RS. Igreja Católica, livro 4C-99.
4. São Leopoldo. Igreja Católica. Batismos, lv. 9A-04.
5. Triunfo/RS. Igreja Católica.
6. São Leopoldo/RS. Igreja Católica, lv. 8A, p. 57.
7. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv.18C-177.
8. Ufficio dello Stato Civile, n.B 72, parte I, ano 1888 (nascimentos), Comune di Schio, Vicenza, Itália.
9. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A zona, lv. 1B, p.17.
10. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv. 17C, p. 156.
11. Porto Alegre/RS. Registro Civil.
12. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 1A Zona, lv. 68A-44, n.B 1810.
13. Porto Alegre/RS. Igreja N. Sra. da Conceição, lv. 10A, p. 27.
14. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv. C.
15. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv. 1B, p. 17.
16. Igrejinha/RS. Igreja Evangélica, p. 60 (lv. 1-467, registro n. 70). Livro de Registros I, II e III, batismos parte 2 (1891-1908), tradução de Carlos Theno Schmidt.
17. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona
18. Porto Alegre/RS. Igreja N. Sra. dos Navegantes, lv. 5B-3v.
19. Porto Alegre/RS. Registro Civil, 3A Zona, lv. 33C-47.

sábado, 10 de abril de 2010

Alemães no RS: os Sonnet

Alemães no RS: os Sonnet, nas Missões e no Planalto Médio

Autoria de: Diego de Leão Pufal e Zélce Mousquer
 [acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]
[atualizado em 07/12/2015]

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão e MOUSQUER, Zélce. Alemães no RS: os Sonnet, nas Missões e no Planalto Médio, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]
***
ABREVIATURAS UTILIZADAS:
“bat.” para “batizado(a)”
“c/c” para “casou com”
“fal.” para “falecido(a)”
“n.” para “nascido(a)”
***

   Os Sonnet emigraram para o Brasil no ano de 1827, chegando na cidade de São Leopoldo (RS) em 16/12/1827, representados pela matriarca Elisabeth Sonnet e quatro filhos imigrantes. A família “cruzou o Atlântico provavelmente no veleiro holandês Epaminondas, que partiu de Amsterdã em 7.7.1827 e chegou ao Rio de Janeiro em 28.9.1827 (...) do Rio de Janeiro para Porto Alegre viajou no costeiro Dido”, conforme escrevem Carlos Henrique Hunsche e Maria Astolfi (O Quadriênio ..., III, p. 1.473).
    A família radicou-se inicialmente em São Leopoldo, migrando após para Cachoeira do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo e Alegrete.

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1- NICOLAU SONNET, nasceu cerca de 1775 em Kreuznach, Alemanha, tendo falecido provavelmente durante a travessia do Oceano. Casou na Alemanha com Elisabeth Sonnet, nascida em 1778, em Kreuznach, Alemanha e falecida a 18/10/1855 em São Leopoldo, onde casou-se em segundas núpcias a 16/05/1828 (igreja Católica, 1-5v) com Sebastian Ritter, viúvo de Anna Maria Schuch. Nicolau e Elisabeth geraram:
2-1 Peter Sonnet (Pedro Sonnet), n. Alemanha. Casou em São Leopoldo a 31/08/1833 com Elisabeth Dill, filha de Nicolau Dill, falecida em 1837. Pedro Sonnet casou em 2ªs núpcias em Alegrete/RS com Maria Bernardina de Mello, n. Belém, Salto, Uruguai, filha de José Constâncio de Mello e de Florinda Antônia. Houve de seus casamentos os filhos:
3-1 Cirino Sonnet (f.º do 2º casamento), n. 07/10/1844, Alegrete.
3-2 Clementina Sonnet, n. 08/12/1847, Alegrete.
3-3 Pedro Sonnet, n. 20/09/1848, Alegrete.
3-4 Militão Sonnet, bat, 28/05/1865, com 2 anos, em Uruguaiana.
2-2 Catharina Sonnet, n. 1808, Alemanha e falecida a 10/11/1894 em São Leopoldo, onde se casou a 27/04/1829 com Johannes Köche, pais de pelo menos nove filhos, nascidos em São Leopoldo. Encontramos, porém, Catharina "Soneta" batizando dois filhos com o marido Johannes "Gueger", também da Alemanha, filho de Johannes "Gueger" e Elisabetha "Raibin"? na Igreja Católica de Cachoeira do Sul: Ludovina, n. 22/10/1832, bat. 21/11/1832 e Carlos, n. 04/01/1835, bat. 10/01/1835 em Cachoeira do Sul.
2-3 Elisabeth Sonnet, n. 1819, Daxweiler. Casou em 1ªs núpcias a 07/07/1839 em São Leopoldo com August Ludwig Weinmannfilho de João Guilherme Weimann e Maria Christina Maier, gerando pelo menos 4 filhos, em São Leopoldo. Casou em 2ªs núpcias na mesma cidade a 22/04/1871 com Johann Christian Fischer (n. 24/03/1810 em Ratzburg, Alemanha e falecido a 09/11/1876 em São Leopoldo), viúvo de Anna Maria Roos.
2-4 Bartolomeus Sonnet, n. 1820, Kreuznach ou Wellstein, Alemanha. Casou a 21/10/1843 em Cachoeira do Sul/RS, com Christina Feldmann, n. 08/04/1827, São Leopoldo, filha de Philipp Feldmann (n. 1781, Grünberg, Hessen, Alemanha e fal. 02/01/1852, Santa Maria) e de Maria Christine Kräuter (n. 1787, Grünberg, Hessen, Alemanha e fal. 28/03/1874). Após o falecimento de Bartolomeu, sua viúva casou em São Leopoldo a 07/12/1858 com Johann Holzbach, nascendo deste consórcio, dentre outros, a filha: Christina Holzbach depois casada com Wilhelm Fischer, já citados neste blog: http://pufal.blogspot.com/2008/10/os-fischer-i.html). Bartolomeu foi sapateiro em Cachoeira do Sul e Santa Maria, deixando ao menos duas filhas conhecidas:
3-1 Carolina Luísa Sonnet, n. cerca de 1840/1850, provavelmente em Cachoeira do Sul e faleceu a 28/12/1886 em Santo Ângelo/RS (sua mãe é dada às vezes como Carolina Sonnet). Casou-se com Johann Jacob Albrecht (João Jacó), n. cerca de 1837 em Niederlinxweiler, Alemanha, falecido a 11/08/1892 em Santo Ângelo/RS, cuja ascendência pode ser conferida neste blog, em http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Albrecht, deixando onze filhos:
4-1 Henrique Otávio Albrechtn. em torno de 1863 e f. a 13.07.1931, aos 67 anos, distrito missioneiro de Entre-Ijuís. Casou em 08.06.1884, Santo Ângelo/RS, com Rosalina Fuchs, filha de Felipe Fuchs e Joaquina Francisca dos Santos. Residentes em São Nicolau/RS.
4-2 Carlos Mena Albrecht, n. 04.01.1866, Santo Ângelo e fal. a 27.06.1925, em Montevidéu, Uruguai, casado a 29.04.1911 em Montenegro/RS com Maria Davina Daudt, nascida a 23.08.1885, Montenegro/RS, onde fal. a 23.4.1926, filha de Frederico Daudt e Rita Martins da Rocha (com descendência descrita em: http://freepages.genealogy.rootsweb.ancestry.com/~korndorfer/daudt_genealogia.htm). Com geração descrita em http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Albrecht.
4-3 Rosalina Albrecht, nascida em 22.5.1868, casada com Gabriel João Beck que nasceu em 25.9.1878 e faleceu em 22.4.1923 Santo Ângelo/RS, filho de Margarida Beck. Com geração descrita em http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Albrecht.
4-4 Christina Albrecht, n. em torno de 1870 e f. a 1º.04.1897, São Borja/RS. Casada com Gabriel João Beck, n. 25.09.1878 e f. a 22.04.1923, Santo Ângelo/RS, filho de Margarida Beck. Moradores de Cruz Alta/RS. João Gabriel casou em 2º matrimônio com a cunhada Rosalina Albrecht. Com geração descrita em http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Albrecht.
4-5 Leopolda Albrecht, nascida 25.11.1872, Santo Ângelo/RS, onde se casou em 1895, com Carlos Fuchs, nascido em 18.8.1868, Santo Ângelo/RS, onde faleceu em 11/1/1913, filho de Pedro Fuchs (ver família de Pedro Fuchs) e Catharina Fuchs. Casal sem descendência. Leopolda casa em 2º matrimônio, aos 43 anos em 18.3. 1916 com Ernesto de Aguiar Kruel, 42 anos (fora casado anteriormente com Rosalina Baptista Kruel com quem teve 5 filhos), filho de Christiano Kruel Sobrinho e Zelinda de Aguiar Kruel (v. família Kruel em Família Kruel: http://familia-kruel.blogspot.com.br/). Casal sem descendência.
4-6 Júlio Albrecht, n. 18/08/1874, Santo Ângelo, onde casou em 1896 com Ernestina Cassel, nascida em 2.1.1874, Santo Ângelo/RS, filha de João Cassel nascido em São Leopoldo, católico, e de Anna Biermann nascida em 29.5.1847, São Borja/RS, onde foi batizada em 29.5.1848, n.p. José Cassel e Catharina Elisabetha (Isabela), n.m. João Henrique Biermann e Henriqueta Kruel. Pais de:
5-1 Eurico Albrecht, nasceu em 23.1.1897, Santo Ângelo/RS, onde se casou em1920 com Octacilia Fernandes Maia, nascida em 25.10.1898 filha de Galdino Luiz Fernandes que nasceu em 29.6.1868 e Elisa Fernandes Maia que nasceu em 25.8.1880.
5-2 Amadilda Albrecht, n. 16/04/1900, Santo Ângelo/RS, onde faleceu em 26.2.1987. Casou no mesmo município em 23/09/1922 com Ernesto Cardoso de Aguiar (v. família Cardoso de Aguiar neste blog) filho de Delphino Cardoso de Aguiar falecido em 2.7.1915 e Henriqueta Kruel de Aguiar (v. família Kruel em http://familia-kruel.blogspot.com/). Os avós paternos de Ernesto C. de Aguiar foram João Cardoso de Aguiar e Rosa Constancia da Silva Machado. Seus avós maternos foram Frederico Kruel e Generosa Quaresma. O casal deixou 3 filhos:
6-1 Cyrene Albrecht Aguiar, nasceu em 20.6. 1923. Casou em 26.12.1942, Entre-Ijuis, distrito de Santo Ângelo/RS, com Leonardo Martins Lubini, nascido em 12.10.1917 em São Luiz Gonzaga/RS, RS e falecido em 14.6.1968Entre-Ijuís, filho de Leonardo Lubini e Josefina Lubini. 2 filhos.    
6-2 Delphino Cardoso Aguiar, nasceu 3.7.1930, Entre-Ijuis e faleceu em 29.4.2001, Santa Maria/RS, tendo exercido o Apostolado Marista em Livramento, Cruz Alta (Ginásio Cristo Redentor), Getúlio Vargas, Erechim, Passo Fundo (Instituto Marcelino Champagnat), Uruguaiana, São Gabriel, Santa Maria. Foi diretor Interino do Colégio Cristo Rei de Getúlio Vargas/RS, 1964.
6-3 Júlio Cardoso Aguiar, n. 17.4.1933 e faleceu em17.4.1934.
5-3 Alcides Cassel Albrecht nasceu em 3.4.1902 e faleceu em 21.4.1949, casou com sua prima Gasparina Romy Albrecht Chamum, nascida em 14.2.1898 e falecida em 23.10.1972, filha de Miguel Chamun, libanês e Amantina Albrecht. Pais de dois filhos.
5-4 Hilda (Dica) Cassel Albrecht casada com Dorival Mello.
5-5 Colotario Cassel Albrecht casado com Maria (Marica).
5-6 Gomercindo Cassel Albrecht casado com Adi.               
5-7 Armando Cassel Albrecht casada com Juvência.                     
4-7 Ana Albrecht, n. 30.06.1876, bat. 15.08.1876, Santo Ângelo/RS, tendo como padrinhos João e Anna Cassel. Ana faleceu a 24.11.1957, às 05 horas, Inhacorá/RS, doméstica, aos 81 anos. Casada em 1896, 2º distrito de Santo Ângelo, comLibindo Rolim de Moura, n. 22.11.1872, Santo Ângelo/RS, onde faleceu a 23.08.1932, filho de Vidal Rolim de Moura e Francelina Rolim dos Reis. Os avós paternos de Libindo foram Bento Rolim de Moura e Eufrásia Florisbela Taborda. Seus avós maternos foram Amâncio Antônio dos Reis e Maria Joaquina Côrtes Taborda. O casal Ana e Libindo teve oito filhos: Ibanez, João, Jenny, Concórdia, Celeste, Romy, Vilma e Oliva. Com geração descrita em http://pufal.blogspot.com.br/search/label/fam%C3%ADlia%20Albrecht.
4-8 Amantina Albrecht, nascida em 9.8.1878, Santo Ângelo/RS, onde se casou em 1896, aos 18 anos com Miguel Chamum, 26 anos, natural de Beirute/Síria, filho de Isahy Chamum e Milani Suffi. Pais de:
5.1 Gasparina Romy Albrecht Chamum, n. 14.2.1898, Santo Ângelo e fal. a 23.10.1972. C/c seu primo Alcides Cassel Albrecht, acima citados.
5.2 Benicio Chamum, nascido em 13.4.1899, Santo Ângelo/RS, onde irá casar-se em 1926, com sua prima, Rony Rolim de Moura, nascida em 22.6. 1910 no 2º distrito de Santo Ângelo/RS, filha de Libindo Rolim de Moura e Anna Albrecht.
4-9 Concórdia Albrecht n. 25.02.1882 e f. 26.4.1980. Casou em 1908, Santo Ângelo/RS, com Henrique Grass, n. 23.03.1882 e f. 27.07.1947, filho de Carlos Frederico Grass (Carl Friedrich Kras[5]) e Maria Eva Hoffmann, neto paterno de Johann August Moritz Kras (João Augusto Maurício Krass) e Catharina Dorothea Poesch, nascidos na Alemanha, e neto materno de Johann Philipp Hoffmann e Maria Magdalena Zimmermann, nascidos na Alemanha.
4-10 Guilhermino Albrechtn. em torno de 1882, comerciante. Casado em 1914 com Emília Demétrio Beck, n. em torno de 1887, filha de Matheus Beck Sobrinho e de Carlota Demétrio Beck. Os avós paternos de Emília foram Jacob Beck e Emília. Neta materna de Antônio Demétrio Machado (f. 13.05.1864, Palmeira das Missões/RS), e de Ana Francisca de Oliveira.
4-11 Celina Albrecht, n. em torno de 1885.
3-2 Juliana Luíza Sonnet, n. 23/05/1844 em Cachoeira do Sul ou Santa Maria. Casou em 1ªs núpcias a 28/10/1860 em Santa Maria, com Manuel Corrêa Ferreira da Silva, n. 08/12/1827, Capela de Santana/RS e falecido a 02/03/1866, Santa Maria, filho de José Corrêa Ferreira da Silva e de Maria do Carmo de Santo Antônio (já citados neste blog: http://pufal.blogspot.com/2008/07/corra-da-silva-iii.html). Casou em 2ªs núpcias na igreja evangélica de Porto Alegre, a 09/06/1868, com Johann Adam Weber, n. 22/12/1834, Hildesheim, Hessen, Alemanha, barbeiro de profissão e residente em Santa Maria, filho de Jacob Weber e de Anna Maria Bambach. Houve do primeiro casamento três filhos e, do segundo, no mínimo, dois filhos, que seguem:
4-1 Josefina Corrêa da Silva, n. 10/01/1862, Santa Maria/RS, e falecida a 21/06/1954 em Porto Alegre, onde casou com o francês (Jules) Gustav Maynard, nascido a 12/04/1856 em Rompsay, Perigny, La Rochelle, Charente-Maritime, França, tendo falecido em Paris em 24/10/1929. Houve desse casamento sete filhos.
4-2 João Corrêa Ferreira da Silva, o conhecido “João Corrêa”, foi grande figura histórica, tendo sido prefeito de Canela, São Leopoldo e Novo Hamburgo e empreendedor de várias estradas de ferro no Rio Grande do Sul, juntamente com o irmão Agnello. Dá nome às ruas de várias cidades do Vale do Rio dos Sinos. João nasceu a 17/02/1863 em Santa Maria, tendo falecido a 16/03/1928 em São Leopoldo. Foi casado com Maria Luiza Frederica Burmeister com quem teve nove filhos. De outro relacionamento com Bertha Hoffmann houve mais seis filhos.
4-3 Agnello Corrêa da Silva, n. 30/12/1864, Santa Maria, onde casou com Amália Paust, ali nascida em 1871, filha de Henrique Paust e de Ernestina Rampina Picolli. Agnello foi engenheiro e sócio de seu irmão João. Teve oito filhos.
4-4 José Frederico Weber, n. 1869 em Cachoeira do Sul, casando-se a 05/08/1890 em Lomba Grande (São Leopoldo, hoje Novo Hamburgo) com Maria Emília da Silva, filha de Francisco José da Silva e de Anna Maria Rick.
4-5 Albino Hilário Antônio Weber, n. 16/05/1879, São Leopoldo.
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FONTES:
- Arquivos pessoais de: Diego de Leão Pufal, Gilson Justino da Rosa, José Antônio Brenner, Nelson Soares Keffer e Zélce D. Mousquer e Jacintha Kruel de Almeida.
- Família Kruel em: http://familia-kruel.blogspot.com/
- HUNSCHE, Carlos H. e ASTOLFI, Maria. O Quadriênio 1827-1830 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: G&W Artes Gráficas, 2004.
- ROSA, Gilson Justino da. Imigrantes alemães 1824-1853. Porto Alegre, EST, 2005.