domingo, 17 de outubro de 2010

Franceses no RS: os Lacroix (1)

   Franceses no RS: os Lacroix (1)


Hoje veiculo parte de um ramo da família Lacroix emigrado para o Brasil, proveniente do Baixos-Pirineus, [atual Pyrénées-Atlantiques], no “País Basco”, no sudoeste da França.
Dois irmãos vieram para o Brasil, Pierre Jean Lacroix e Cattarina Lacroix, possivelmente via Uruguai ou Argentina, considerando-se os inúmeros com o mesmo sobrenome que lá desembarcaram.
Pedro João Lacroix (no Brasil) se estabeleceu na cidade de Rio Grande, onde foi casado duas vezes, não deixando, contudo, descendente. Graças ao inventário dos bens por ele deixados é que se pode saber os nomes de seus pais e irmãos, bem assim o local em que nasceram, pois nele constam as certidões vindas da França.
Afora esse ramo, ao menos outro emigrou também para o Brasil, mas se radicou na fronteira gaúcha, na cidade de Itaqui. Trata-se de Marcellino Domingos Lacroix, cuja descendência será tratada oportunamente.
Passo, assim, à genealogia:

1. JEAN LACROIX, n. 1800, França, e fal. 02/04/1862, em Espès, Undurein, Baixos-Pirineus, França. Casou a 04/06/1822, Abense-de-Bas, Baixos Pirineus, França, com Maria Sallaberry, n. França, e fal. 16/11/1876, ambos em Espès, Undurein, Baixos-Pirineus, França. Em 1828 Jean contava 28 anos, exercendo emprego em D´Abeuse de Bas, residente em sua casa de Lacroix dita Chunchur (sic). Pais de:
2.1. JEAN PIERRE LACROIX, n. 12/01/1828 na casa de Lacroix, dita Chunchur. Em 1895 cultivador, domiciliado em Berrogain-Laruns, Mauleón.
2.2. PIERRE JEAN LACROIX (= Pedro João Lacroix), n. 22/04/1835, Espès, Undurein, França, e fal. 18/05/1895, Rio Grande (inventário, proc. 373, maço 12, 1896, cartório do cível de Rio Grande, APRS), sendo seus herdeiros, seus irmãos. Consta que emigrou para a América aos 18 anos, portanto, em 1853.
Pedro João casou a primeira vez com Maria José da Cunha Amaro, n. Rio Grande, onde faleceu a 12/05/1886 (inventário, proc. 217, maço 06, ano 1887, 2º cartório cível de Rio Grande, APRS), filha de José da Costa Amaro e Ana Zeferina. Casou em segundas núpcias a 25/10/1887 com sua cunhada Ana Zeferina da Cunha Amaro, n. Rio Grande, filha de José da Costa Amaro e Ana Zeferina.
As filhas de Pedro José e esposa faleceram ainda criança, ficando sem descendentes. Assim, por ocasião do falecimento de Maria José, foram herdeiros seus irmãos:
  •    Manuel da Cunha Amaro, 37 anos, residente na Argentina, capitão, c/c Victória;
  •     Ana Zeferina da Cunha Amaro, 38 anos, c/c Pedro João Lacroix em 25/10/1887;
  •     Teresa da Cunha Amaro, 35 anos;
  •      Marçal da Cunha Amaro, 26 anos, solteiro, tenente.
Pedro João gerou a:
3.1 Ana Lacroix, n. 22/04/1871, bat. 27/08, Rio Grande, onde faleceu antes de 1886.
3.2 Julieta Lacroix, n. 10/05/1875, bat. 25/12, Rio Grande, onde em 1886 já era falecida.
2.3. CATARINA LACROIX, n. 24/07/1838, Espès, Undurein, França, e já fal. em 1895. Casou com João Egídio das Neves, em 1895 residente no Rio de Janeiro. Pais de:
                  3.1. Egídio das Neves, em 1895 residente na Argentina.       
2.4 BELTRÃO JUSTINO LACROIX, n. 28/08/1842, Espès, Undurein, França, onde faleceu a 25/05/1867.  Residia em Berrogain-Laruns. Ali casou com Maria Anna Peyrot, n. 1839, costureira, gerando a:
3.1. Claire Lacroix, n. 19/04/1867, Caro, França. Em 1895 era costureira. Casou a 28/12/1887 em Caro, Baixos Pirineus, com Pierre Pose, professor público em Laa-Mondraus, França.          

sábado, 16 de outubro de 2010

Alemães no RS: família Fauth - fotografias (2)

 Alemães no RS: família Fauth - 
fotografias (2)
Autoria: Diego de Leão Pufal

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[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Alemães no RS: família Fauth - fotografias (2), in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

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[publicado em 16/10/2010]
[atualizado em 10/01/2017]

          Como visto em postagens anteriores, a família Fauth emigrou da Alemanha, chegando ao Rio de Janeiro em 08 de novembro de 1825, enquanto que, na então colônia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, no dia 04 de fevereiro de 1827.
A família era composta pelo patriarca Philipp Heinrich Fauth, a esposa Anna Maria Bretz e cinco filhos: Lorenz Fauth, Christine Barbara Fauth, Margaretha Fauth, Heinrich Philipp Fauth e Maria Leopoldina Fauth - nascidos entre os anos de 1815 e 1825, na cidade de Kreuznach, Rheinland-Pfalz, Alemanha.
Dos cinco filhos, destaco Heinrich Philipp Fauth, nascido a 29 de julho de 1823 em Kreuznach, Alemanha e falecido a 01 de março de 1899 em Lageadinho, em Taquara/RS (autor do interessante diário publicado neste blog no ano de 2008). Heinrich casou-se a 25 de março de 1842 em Hamburgo Velho, atualmente bairro de Novo Hamburgo/RS, com Elisabeth Schönardie, também alemã de Frettenheim, filha de Johannes Schönardie e Maria Elisabeth Zollinger.
Heinrich Philipp e Elisabeth foram pais de treze filhos: Heinrich, Georg, Katharina, Johannes, Paulina Fauth (casada com Felipe Fischer, meus antepassados), Friedrich Wilhelm, Johann Ignac (João Inácio), Philipp, Friedrich (Frederico), Franz (Francisco), August e Michael (Miguel Fauth), nascidos entre os anos de 1844 a 1871 na colônia de São Leopoldo (São Leopoldo, Hamburgo Velho e Taquara).
A descendência de Heinrich Philipp é hoje bem considerável, a qual pode ser conferida no site http://www.strassburger.us/cgi-bin/geneweb.cgi?b=Strassburger-Fauth-Smeets;lang=pt-br, cuja pesquisa está sendo realizada por Pedro Almiro Fauth.
Hoje, ressalto o ramo de Philipp Fauth ou Felipe Fauth (fº de Heinrich Philipp), nascido a 06 de junho de 1861 em Fortaleza, Taquara, local em que também faleceu a 04 de novembro de 1910, onde foi sapateiro. Ali casou, a 05 de dezembro de 1880, com Emília Spindler, filha de Johann Nicolaus Spindler, natural de Niederhosenbach, Alemanha, e de Catharina Elisabeth Ebert, natural de Waldaubersheim, Hunsrück, Alemanha.
Deste casal descende Ubirajara Fauth Xavier, que me repassou as fotografias abaixo veiculadas:  
O casal Felipe Fauth e Emília Spindler, 
nascidos respectivamente em 1861 e 1862 - fotografia 
passada por Ubirajara Fauth Xavier e por André Antônio Fauth
                            
F1 - Olga Fauth, nascida a 28/01/1882, Fortaleza (Lageadinho), Taquara/RS. Casou-se em Igrejinha/RS com João Carlos Schäfer, filho de Emil Schäfer e Maria Clara Schneider.


F2- Eduíno Teodoro Fauth, nascido a 20/02/1884, Fortaleza, Taquara. Casou com Elisabeth Schäfer (irmã de João Carlos Schäfer).


F3- Ida Fauth, nascida a 08/04/1886, Fortaleza, Taquara, onde casou com Frederico Leopoldo Schäfer (irmão de João Carlos e Elisabeth).


F4- Theobaldo Emílio Fauth, nascido a 25/04/1888, Fortaleza, onde casou com Lisete Fülber.


F5- Emma Fauth, nascida a 07/06/1890 em Fortaleza, onde faleceu a 02/04/1891.


F6- Dealmo Francisco Fauth, nascido a 01/04/1892, Fortaleza. Casou a 13/09/1913 em Hamburgo Velho com Irma Maria Becker, n. 1896, filha de Nicolaus Becker Filho e Hermínia Rick. 
Dealmo Francisco Fauth (à esquerda da fotografia - meados de 1930)
        
      Dealmo Francisco e Irma Maria Becker foram pais de oito filhos:


N1- Elpídio Abílio Fauth, n. 26/08/1914, Mata-Olho, Igrejinha. Casou com Olga Oda Puls. Pais de três filhos: Elaine, Elói e Clair.

Elpídio Fauth e esposa - fotografia de meados de 1935.

N2- Iracema Fauth, n. 23/05/1916, Mata-Olho, Igrejinha. Casou com Alfred Schmitt (descendente de Friedrich Philipp Fischer e Juliana Margaretha Seibert, meus antepassados). Pais de três filhos: Pulcheria, Belonia e Mercedes.
N3- Evaldo Felipe Fauth, n. 28/06/1917, Mata-Olho, Igrejinha. Casou com Elma Hess, pais de duas filhas: Solange e Lorena.
N4 Erica Fauth, n. 07/07/1918, Rochedo, Igrejinha. Casou com Belisário Felipe Schmitt, pais de Romeo e Ernani.
N5- Délcio Bertoldo Fauth, n. 02/09/1920, Rochedo. Casou com Anita Albina Faes, pais de Nadir, Nair, Wilson, Adilson Trajano, Nilza e Nilson Felippe, conforme informações repassadas por Arthur Fauth.
N6- Noemia Fauth, n. 23/05/1922, Igrejinha e fal. 11/01/1946, Porto Alegre.
N7- Silvija Fauth (no batismo Selívia), n. 22/04/1924, Rochedo. Casou com Santo Xavier, gerando a Ubirajara Fauth Xavier.

Silvija Fauth

Ubirajara Fauth Xavier (no colo) com os pais

N8- Ivo Adalberto Fauth, n. 15/05/1926, Taquara. Casou com Ernestina Führ, pais de Núbia.          


F7- Bertoldo Balduíno Fauth, nascido a 02/11/1894, Fortaleza. Casou a 22/06/1918 em Taquara com Rosalina Fülber.


F8- Elvira Fauth, nascida a 06/03/1897, Fortaleza. Casou a 09/11/1918 em Taquara com Fernando Grün.


F9- Jacob Inácio Fauth, nascido a 20/06/1899, Fortaleza. Casou a 12/03/1921 em Taquara com Irma Koetz. Pais de três filhos.


Jacob Ignac Fauth e Irma Kötz, 1921.


F10- Alice Fauth, nascida a 14/06/1901 em Fortaleza. Casou a primeira vez, a 03/07/1920, em Taquara com Adelino Konrath, com quem teve quatro filhos. Alice casou em segundas núpcias com Theófilo Fredolino Schnidger.


Alice Fauth e Fredolino Schnidger
F11- Prudêncio Fauth, nascido a 17/09/1903 em Fortaleza. Casou a 25/07/1927 em Taquara com Alvina Laura Wagner. Pais de três filhos.


Prudêncio Fauth e esposa, em 1927.
            Outras fotografias da família Fauth podem ser conferidas no sítio de Joana Defferrari, no endereço eletrônico: http://www.colono.com.br/. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alemães no RS: os Schiffner

Alemães no RS: Família Schiffner

À prima e amiga Suzana Dihl.

Autoria de Diego de Leão Pufal

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Alemães no RS: família Schiffner, in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]

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[atualizado em 07/04/2015]
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LEGENDA:

n. = nascido(a); 
fal. = falecido(a); 
n.p. = neto(a) paterno(a); 
n.m. = neto(a) materno(a); 
c/c = casado(a) com; 
AHRS = Arquivo Histórico do Estado do Rio Grande do Sul; 
APRS = Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul; 
AHCMPA = Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre.

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A família Schiffner teve início no Brasil com a vinda de Franz Schiffner, sua esposa e sete filhos, chegados na cidade do Rio de Janeiro no dia 26 de abril de 1890, vindos da Alemanha, assim constituída:

·         Franz Schiffner, 41 anos, casado, alemão, com instrução;
·         Albertine, 29 anos, solteira (sic), alemã, idem;
·         Richard, 15 anos, solteiro, idem;
·         Martha, 11 anos, solteira, idem;
·         Georg, 9 anos, idem;
·         Helena, 6 anos, idem;
·         Else, 5 anos, idem;
·         Otto, 4 anos, idem;
·         Tula, 1 ano.

Após, a família saiu do Rio de Janeiro, chegando no Rio Grande do Sul no dia 26 de abril do mesmo ano e, no dia 05 de maio, na hospedaria de imigrantes de Charqueadas[1]. Em seguida, os Schiffner destinaram-se à colônia Barão do Triunfo (São Jerônimo), onde se estabeleceram no dia 07 de maio de 1890, vindos no paquete Rio Grande[2].

No dia 08 de junho de 1890 Franz Schiffner recebeu do Governo Local uma colônia de terras com 300.000m2, casa, ferramentas e sementes, localizada na Linha Alfredo Silveira, na Colônia Aciolli, em São Jerônimo. Em contrapartida, Franz tornou-se devedor da quantia de 209$000 réis.[3]

Nessa localidade a família permaneceu até o ano de 1902, quando o patriarca Franz faleceu. Em seguida, a viúva e filhos destinaram-se à colônia de Mariana Pimentel, Sertão Santana e, depois, Porto Alegre.

Da descendência do casal, segue o que se conseguiu apurar:

1. FRANZ SCHIFFNER (no Brasil: Francisco Schiffner), nasceu no ano de 1849 na Alemanha ou na Áustria[4] e faleceu a 09/07/1902 em Barão do Triunfo[5] (São Jerônimo/RS), filho de Joseph Schiffner e Clara. Franz casou em meados de 1874 na Alemanha com (Francisca) Albertina Berndt, nascida a 15/01/1851 na Alemanha e falecida em Mariana Pimentel/RS, sendo filha de August Berndt e Wilhelmine Krüger, não emigrados para o Brasil.

Após o falecimento de Franz Schiffner, a viúva casou-se em segundas núpcias, em Mariana Pimentel, a 27 de setembro de 1905 com Philipp Storck, nascido a 12/04/1847 na Alemanha, filho de Philipp Storck[6] (n. 12/09/1818, Rheinbaiern, Alemanha e fal. 22/03/1891, Nova Petrópolis/RS) e de Catharina Wagner (n. 12/05/1818, Schwanden ou Salzbach, Alemanha e fal. 22/05/1894, Nova Petrópolis).   
Houve um homônimo de Franz Schiffner em Porto Alegre: Franz Schiffner, doutor, nascido em Winsheim, casado com Margaretha Reinert, pais de três filhos batizados a 02/08/1893 na Igreja Evangélica de Porto Alegre: Katharina Wilhelmine Bertha Schiffner, n. 08/03/1885; Friedrich Karl Paul Schiffner, n. 14/07/1888 e Carla Emma Gabriela Schiffner, n. 12/06/1891.

Houve do casamento de Franz Schiffner e Albertina os filhos que seguem:

2-1 RICHARD SCHIFFNER, n. 1875, Alemanha. Em 1905 contava 31 anos, solteiro.

2-2 MARTHA SCHIFFNER, n. 1879, Alemanha. Em 1905 contava 28 anos, casada, residente em Porto Alegre. Casou com Paul Julius, com quem teve, ao menos, os filhos: Raul Waldemar Julius (n. 16/05/1901, Porto Alegre); Margaretha Georgina Julius (n. 29/03/1908, Porto Alegre) e Hugo Oscar Julius (n. 1º/3/1911, Porto Alegre).

2-3 GEORG SCHIFFNER, n. 30/03/1880, Berlim, Alemanha e fal. 19/02/1963, Porto Alegre/RS. Em 1905, ao casar, era agricultor em Sertão Santana; já em 1907 residente na Linha Victorino Monteiro em Mariana Pimentel, enquanto que, em 1940, era comerciante em Porto Alegre.

Jorge casou, em primeiras núpcias, a 18/02/1905 em Mariana Pimentel[7] com Clara Simchen, nascida a 19/08/1886, Nova Petrópolis/RS e fal. 16/07/1939, Porto Alegre. Clara era filha de Anton Simchen[8] (n. 1853 em Kreibitz, República Checa, casado a 02/01/1878 em São José do Hortêncio/RS[9]) e Carolina Kaiser (n. 1861, Oldenburg, Alemanha), n.p. Johannes Simchen e Theresa Krauspenhaar; n.m. Louis Kaiser[10] e Sophia Gerwert ou Gerber.

Após o falecimento de Clara Simchen, Jorge Schiffner casou-se, em segundas núpcias, em Porto Alegre a 26/11/1940, com a viúva Lúcia Bischoff Michelsen. Lúcia nasceu a 12/11/1912 em Mariana Pimentel e era sobrinha de Clara Simchen, eis que filha de Jacob Bischoff (n. 22/11/1878, Taquara/RS, casado a 18/08/1900 em Mariana Pimentel) e de Olga Simchen (n. 21/05/1880, Nova Petrópolis/RS), n.p. Josef Bischoff e Margaretha Laufer, n.m. Anton Simchen e Carolina Kaiser.

Houve do 1º casamento de Jorge quatro filhos e, do 2º, um, cujos nomes seguem[11]:

3-1 Emil Leopold Schiffner, n. 14/11/1905, Barão do Triunfo e fal. 16/02/1988, Porto Alegre, onde casou a 10/04/1929 com Noêmia Schiell, n. 27/07/1909, Porto Alegre, filha de Gabriel Leopoldo Schiell e Olga Hack. Pais de Lory Schiffner Cardoso.

3-2 Alzira Schiffner, n. 19/12/1907, Mariana Pimentel e fal. 02/01/1989, Porto Alegre, onde casou a 06/12/1930 com Waldomiro Diefenthaler, n. 11/03/1907, Novo Hamburgo e fal. 23/05/1960, Porto Alegre, filho de Karl Adam Diefenthaler e Emma Silberstein. Pais de: Leda Diefenthaler Torino; Lilian Diefenthaler Cabral e Liane Diefenthaler Menalda.

3-3 Rudolfo Schiffner, n. 28/08/1909, Mariana Pimentel e fal. 14/08/1979, Porto Alegre, onde foi comerciante. Casou a 17/09/1932 em Taquari com Amedina Kern Renner, n. 22/10/1911, Taquari, filha de Pedro Kersting Renner e Adolfina Kern. Pais de: Léa Schiffner e Décio Renner Schiffner.

3-4 Waldemar Schiffner, n. 04/06/1913, Mariana Pimentel e fal. Porto Alegre, onde casou, em 1ªs núpcias, a 08/09/1934, com Ilse Gertrud Hildegard Stroschoen Ellwanger, n. 26/01/1915 e fal. 1951, Porto Alegre, filha de Jacob Fernando Ellwanger e Frida Stroschoen. Waldemar casou, em 2ªs núpcias, a 08/01/1952, em Porto Alegre, com Sueli Kohlrausch. Houve do primeiro casamento os filhos: Brigite Schiffner (c/c Ney Nazareno Gadelha Paes Pinto); Marlise Ellwanger Schiffner (c/c Pedro Evangelista Coelho Roxo) e Paulo Ellwanger Schiffner (c/c Suzana da Silva Dihl e pais de quatro filhos: Rodrigo, Eduardo, Mariana e Márcia Dihl Schiffner). Houve do segundo casamento os filhos: Ayrton Schiffner (c/c Maria Tereza Bastian Alves) e Gerson Schiffner.

3-5 Jorge Schiffner Filho (fº do 2º casamento), n. 05/11/1946, Porto Alegre. Casou em Sertão Santana com Ivone Raab, filha de Alfredo Raab e Alzira. Pais de três filhos: Guilherme, Gustavo e Gabriel.

2-4 HELENA SCHIFFNER, n. 1884, Alemanha. Em 1905 contava 25 anos, casada e residente em Barão do Triunfo. Casou com Gustavo Laurenz.

2-5 ELSE SCHIFFNER, n. 1885, Alemanha. Em 1905 estava casada e residente em Barão do Triunfo. Casou com Henrique Kochlen.

2-6 OTTO SCHIFFNER, n. 1886, Alemanha. Em 1905 contava 21 anos, solteiro.

2-7 TULA SCHIFFNER, n. 1889, Alemanha. Em 1905 já era falecida, sem descendentes.





NOTAS:
[1] AHRS, C184, fl. 30v.
[2] AHRS, C196, fl. 114v.
[3] AHRS, SA076A.
[4] Consta em sua certidão de óbito como natural da Áustria. Nos demais documentos, da Alemanha.
[5] Inventário autuado em 21/08/1905 em Mariana Pimentel (proc. 16, ano 1905, cartório de órfãos de Porto Alegre, APRS), tendo sido inventariante a viúva Albertina. O falecido deixou seis filhos, todos maiores e naturais da Áustria, sem bens a inventariar. No processo consta a certidão de óbito de Francisco Schiffner.
[6] Arquivo pessoal de Marco Storck e Heinz Schmidt.
[7] APRS, Habilitação de Casamento de Mariana Pimentel (fundo 1, caixa 06).
[8] Anton Simchen, austríaco, embarcou em Hamburgo na Alemanha no Navio Camões, chegando ao Brasil em 1877, aos 24 anos de idade, tendo desembarcado no dia 18/08/1877 em Porto Alegre, com destino a Nova Petrópolis, Linha Marcondes, lote nº 10 (Fonte: AHRS, C050). No mesmo navio chegou com Anton Simchen a família de seu irmão ou tio Franz Simchen, 49 anos, casado com Brigitte, 54 anos, e os filhos: Franz, 18 anos; Emilie, 17 anos, Julie, 14 anos e Maria, 8 anos, com destino a Nova Petrópolis, Linha Imperial, lotes 85 e 86.
Em 1900, por ocasião do casamento da filha Olga, Anton e a esposa eram residentes na Linha Boa Esperança no Sertão Santana, onde agricultores.
[9] AHCMPA, Igreja Católica de São José do Hortêncio, lv. 3, p. 13v.
[10]  Luiz Kaiser, 27 anos, casado, protestante; Sophia, 24 anos, casada; Carolina, ½ de idade , de Oldemburg; chegaram de Rio Grande em Porto Alegre em 01/11/1861; embarque: vapor Continentista; destino: Santa Cruz. Obs: Flora Steimann. Seguiram em 09/11/1861. Reg. 6335-6337, fl. 209 (Códice 234, publicado pelo Arquivo Histórico do RS, com o título de Povoadores do Rio Grande do Sul (1857-1863), Porto Alegre: EST, 2004, p. 155). Após, a família se estabeleceu em Nova Petrópolis.
[11]  A descendência me foi passada por Suzana Dihl.

sábado, 18 de setembro de 2010

Poesias de Mário da Silva Brasil

Poesias de Mário da Silva Brasil (XIX)


                               Desde julho de 2008 venho veiculando neste blog algumas poesias do meu bisavô Mário da Silva Brasil, as quais foram escritas em sua grande maioria na década de 1910, na cidade de Porto Alegre. Muitas delas foram publicadas nos jornais da época, já outras ficaram registradas em seu caderno.
                                Para que as obras de Mário da Silva Brasil não fiquem no esquecimento, disponibilizo mais uma de suas poesias, preservando-se a escrita da época.


Dever


Amar?! Para que amar sem ser amado
Si o amor é illusão, sonho, chiméra,
Para quem já me foi muito sincera
E, hoje em dia, me tem abandonado?!

Para que volvo ás cinzas do passado
Si ainda vejo florida a primavera
Viçosa de meus annos? Nem quizéra
Rever o que já tenho atraz deixado,

Si não fôra autolhar a cada instante
Aquella que jurou-me ser constante,
E que ingrata me foi, em realidade,

Esquecel-a é um dever, e com razão,
Pois tenho agora a fervida amizade
De quem amo e a quem dei o coração!

Porto Alegre, 21-8-1910.

domingo, 25 de julho de 2010

Franceses no RS: os Lartigau

Franceses no RS: os Lartigau

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: os Lartigau, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]
[acréscimos, correções, informações, esclarecimentos e dúvidas, 
favor deixar um comentário logo após esta postagem ou escrever para diegopufal@gmail.com]
[publicado em 25/07/2010]
[atualizado em 10/08/2020]



       A família Lartigau é originária da região dos Baixos-Pirineus [atual Pyrénées-Atlantiques], no “País Basco”, no sudoeste da França.

Para o Brasil emigraram os irmãos Jean e Pierre Lartigau, chegados em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre 1859/1865. Conforme Jean Lartigau declarou, ao habilitar-se para casar, saiu de sua cidade natal no ano de 1859, com 24 anos, solteiro, indo para a Corte do Rio de Janeiro, onde permaneceu até o ano de 1865, vindo após para Porto Alegre. Já o irmão Pierre declarou ter vindo no ano de 1855 para o Brasil, solteiro.

Os irmãos se estabeleceram com uma casa comercial no centro de Porto Alegre, denominada “Lartigau & Irmão”, possivelmente localizada na Rua dos Andradas (Rua da Praia).

Nesta cidade construíram suas vidas, deixando ilustre descendência com destaque na sociedade gaúcha, tanto na área da medicina, como na jurídica. Nesse sentido, escreveu Armindo Beux (in Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Nação, 1976, p. 129): “[...] Filhos desses pioneiros foram estudar na Cidade Luz (Paris), assim chamada à época, voltando de lá aprimorados em cultura, dignificando a Medicina, como os Lartigau, os De la Lind, os Demarchi”.

Ao que parece, a família se radicou mesmo em Porto Alegre, não obstante tenha passado por outros municípios, notadamente o de Uruguaiana.

Passa-se, assim, à genealogia da família:  

1. Jean Lartigau, nascido em meados de 1810 na cidade de Sevignac, Sevignac-Meyracq, nos Baixos-Pirineus, França, onde em 1896 já era falecido. Ali se casou com Joane Marie Loustan, nascida no mesmo local e ali falecida já no ano de 1896, visto que não sucederam na herança deixada pelo filho Pierre. O casal gerou seis filhos:

2-1 Jean Lartigau (no Brasil: João Lartigau), nascido no ano de 1835 em Sevignac, Sevignac-Meyracq, Baixos-Pirineus, França. Emigrou para o Brasil, chegando em Porto Alegre/RS em meados de 1859, visto que no dia 28 de outubro de 1875 casou-se na igreja de Nossa Senhora do Rosário com Adelina Laura da Cunha, nascida a 28 de setembro de 1857 e batizada a 24 de março de 1858, na igreja de N. Sra. do Rosário, em Porto Alegre, filha de João Marques da Cunha Júnior (nascido em Porto Alegre, onde casou a 26 de maio de 1849 e faleceu a 05-11-1865, aos 44 anos, suicidando-se com um tiro) e de Amabília Amália da Silva Barbosa (nascida a 02/05/1830, bat. 28/08/1830, Rio Pardo e falecida em junho de 1912 em Porto Alegre), neta paterna de João Marques da Cunha (nascido na freguesia de Veiros, Estarreja, bispado de Aveiro, Portugal) e de Maria Inácia de Jesus (nascida por volta de 1790 na cidade do Rio de Janeiro e falecida em Porto Alegre a 19 de maio de 1863), neta materna do alferes João da Silva Barbosa (nascido a 17.08.1796, bat. 04.09.1796, Rio Pardo e casado em Montevidéu, Uruguai em 12 de setembro de 1825) e de Rafaela da Silva Ribeiro (nascida em Montevidéu, Uruguai).

         Pelo alferes João da Silva Barbosa, Adelina era bisneta do sargento-mor Domingos da Silva Barbosa (batizado a 27.12.1754, Viamão e falecido a 02.05.1827, Rio Pardo, casando em Rio Grande a 30.09.1799) e de Efigênia Maria Engrácia (nascida em 1766, Laguna/SC e falecida a 24.01.1810, Rio Pardo, a qual foi casada em primeiras núpcias com José Joaquim da Silva). Domingos da Silva Barbosa, por sua vez, era filho do tenente Francisco da Silva (natural da Vila de Arega, Coimbra, Portugal) e de Maria Leme Barbosa (natural de Laguna/SC e filha do sesmeiro de Porto Alegre, Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos e de Lucrécia Leme Barbosa).

              Em 14 de novembro de 1883 João Lartigau ingressou na Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre, com o propósito de auxiliar a instituição em suas misericórdias. Sabe-se que em 1896 João ainda vivia, tendo sido ele, muito provavelmente, agente consular da embaixada da França em Porto Alegre no ano de 1899.

             João Lartigau e Adelina Laura foram pais de, ao menos, quatro filhos: Pedro Armando, João, Alice e Fernando Lartigau, que seguem:

3-1 Doutor Pedro Armando Lartigau, nascido no ano de 1876 em Porto Alegre, tendo sido batizado na igreja de N. Sra. do Rosário a 20 de janeiro de 1878, e falecido no ano de 1923 em Buenos Aires, Argentina. O Dr. Pedro Armando foi médico, tendo, ao que parece estudado em Paris, retornando após para o Brasil. Casou-se em meados de 1910 a 1912 na cidade de Uruguaiana, com D. Elvira Menna Barreto Ribeiro, nascida a 20 de dezembro de 1883 em São Vicente do Sul, onde foi batizada a 28 de setembro de 1884, tendo falecido em Porto Alegre a 21 de junho de 1946.

          D. Elvira era filha do Doutor Eduardo Ribeiro da Silva, nascido em 1855 no Estado da Bahia, e casado a 29 de abril de 1882 em Uruguaiana, e  de Florinda Amália Menna Barreto, nascida em 1858 em Uruguaiana, onde faleceu a 08 de agosto de 1896; neta pelo lado paterno de José Ribeiro da Silva e de Maria Carolina Ramos; neta pelo lado materno do Brigadeiro João Francisco Menna Barreto, natural de Rio Pardo/RS, e de Marfisa de Araújo Carvalho, natural de Alegrete/RS. O Brigadeiro João Francisco Menna Barreto era neto do Visconde de São Gabriel/RS, João de Deus Menna Barreto – patriarca da conhecida família e descendente dos Carneiro da Fontoura, família tradicional gaúcha.

              Dona Elvira era viúva do alferes José Estevão do Amazonas Ferraz, com quem casou a 21 de julho de 1901 na cidade de Quaraí. José Estevão nasceu no ano de 1875 no Estado do Amazonas, sendo filho do também militar, o marechal, Estevão José Ferraz e de Benvinda Vasconcellos. Do primeiro casamento de D. Elvira com José Estevão houve uma filha de nome Elvira Ferraz (Elvirinha) casada com Edmundo Gomes, os quais residiram por anos em Porto Alegre na Avenida Avaí, na Cidade Baixa, sendo vizinhos da família Brasil (do meu bisavô, Mário da Silva Brasil).

           Do casamento do Dr. Pedro Armando com D. Elvira houve seis filhos, cujos nomes seguem:

4-1 Maria de Lourdes Lartigau, nascida a 17 de outubro de 1911 em Uruguaiana e falecida no Rio de Janeiro/RJ. Casou-se com Manuel Parmênio da Silva. Sem mais notícias.

4-2 Anne Marie Lartigau (Anette), nascida a 09 de novembro de 1913 em Uruguaiana. Casou-se em Porto Alegre com Clândio Osório Pereira, nascido em 04 de novembro de 1909 em Pelotas, filho de Octacílio Gonçalves Pereira e Célia Osório (citados em: http://mitoblogos.blogspot.com/2008/06/genealogia-232-descendentes-de-pedro.html). Pais de duas filhas: Maria Helena Lartigau Pereira (casada com Roberto Couto Franco, nascido em 03/12/1927, Porto Alegre, filho de Edgar de Araújo Franco e Auristela Couto. Pais de: Roberto Pereira Franco c/c Luciana Raposo) e Maria Regina Lartigau Pereira (c/c Clodoveu da Rosa Bittencourt, nascido a 10/08/1927 em Bagé/RS, filho de Floriano Bittencourt e Nelsinda Osório da Rosa, pais de quatro filhos: Aneette, Clodoveu, Elizabeth e Pedro Luís Bittencourt).

4-3 Emmanuel Marie Alberto Leonel Lartigau, nascido a 23 de maio de 1915 em Uruguaiana e falecido a 17 de novembro de 1996. Foi militar, casando-se em 1938 com Maria da Glória Corrêa Pinto, nascida em Cruz Alta, filha de José de Vasconcellos Pinto e de Luizinha Corrêa da Silva (esta, filha de João Corrêa Ferreira da Silva e de Maria Luiza Frederica Burmeister, já tratados neste blog - http://pufal.blogspot.com/search/label/Corrêa%20da%20Silva) (D. Luizinha era prima de minha bisavó, Julieta Corrêa da Silva). Houve duas filhas deste casamento: Annette e Heloísa.

4-4 Marie de Sión Lartigau (Sión), nascida a 09 de julho de 1917 em Uruguaiana. Casou em Porto Alegre com o Dr. João Cahen Fischer, nascido a 10 de agosto de 1908 em Porto Alegre, médico, filho de Christiano Felipe Fischer (nascido em 1869 em São Leopoldo) e de Alice Cahen, neto paterno de Johann Heinrich Gottlieb Fischer e de Johanna Henrietta Panitz, neto materno de Johann Julius Cahen e de Maria Manuela de Oliveira. João e Marie tiveram dois filhos: Pedro Armando, Maria Lúcia e Décio Lartigau Fischer.

4-5 Georges Marie Victor Lartigau, nascido a 11 de agosto de 1919 em Uruguaiana e falecido em Porto Alegre a 30 de janeiro de 1981. Casou-se em Porto Alegre com Isolda Bastos Mércio, nascida em Bagé, filha de Camilo Teixeira Mércio e Margarida Bastos. Houve três filhos deste casamento: Pedro Armando, Ana Luiza e Marta Mariza.

4-6 Marie Françoise Thereze Lartigau (Teresinha), nascida a 22 de janeiro de 1922 em Uruguaiana e falecida a 05 de junho de 1981 em Porto Alegre. Casou-se em Porto Alegre com Hércio Vargas de Carvalho, nascido em Livramento e falecido em Porto Alegre, filho de Herculano Carvalho da Silva e de Menalvina Vargas. Houve deste casamento dois filhos: Martha e Pedro Armando.

Jornal "O Independente",
Porto Alegre, 19/07/1916
Arquivo Histórico Municipal de
Porto Alegre Moysés Vellinho
3-2 João Cândido Lartigau, nascido a 20 de agosto de 1877 em Porto Alegre, tendo sido batizado a 20 de janeiro de 1878 na igreja de N. Sra. do Rosário, onde faleceu em 17 de julho de 1916, aos 39 anos, casado e sem filhos. Foi cirurgião-dentista e casou a 3 de março de 1904 em Uruguaiana com Julieta Noronha, nascida em 1884 e falecida a 26.5.1930 em Porto Alegre, filha de Alfredo de Freitas Noronha e Maria Aldina do Prado.

3-3 Alice Lartigau, nascida no ano de 1882 em Porto Alegre, onde batizada a 09 de setembro de 1883, na igreja de N. Sra. do Rosário. Sem mais notícias.

3-4 Doutor Fernando Lartigau, nascido e batizado no ano de 1886 em Porto Alegre (Igreja do Menino Deus). Assim como o irmão Pedro Armando, foi médico, tendo provavelmente feito seus estudos em Paris. Casou-se com Maria Del Carmen de Mello, com quem teve, dentre outros (cujos nomes não se conseguiram descobrir), o filho:

4-1 Doutor Miguel Ângelo de Mello Lartigau, assim como o seu pai também foi médico, nasceu em 1918, talvez em Porto Alegre, onde faleceu a 21 de agosto de 1965. Casou-se com Berenice Tubino, com quem teve dois filhos: Eduardo (casado com Inara Corrêa, bisneta de Germano Corrêa da Silva e trineta de Raymundo Corrêa da Silva -  meu trisavô - tratados neste blog: http://pufal.blogspot.com/search/label/Corrêa%20da%20Silva) e Alexandre.

2-2 Pierre Lartigau (no Brasil: Pedro Lartigau), nascido por volta de 1835/1840 em Sevignac-Meyracq, Baixos-Pirineus, França, e falecido a 27 de janeiro de 1896 em Porto Alegre. Emigrou para o Brasil, chegando em Porto Alegre/RS em meados de 1855; em janeiro de 1875 casou-se na igreja de N. Sra. do Rosário com Amabília Amália da Silva Barbosa (sogra de Jean Lartigau e, portanto, viúva de João Marques da Cunha Júnior - mais informações acima).

Convite da missa de Amabília da Cunha Lartigau,
publicado no Jornal "A Federação"
(Porto Alegre, 13/06/1912)
Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho (PMPA)
     Pedro Lartigau faleceu sem deixar descendentes. Seu inventário foi autuado em Porto Alegre no ano de 1898 (APRS), sendo seus herdeiros os seus irmãos e sobrinhos, residentes na França, com exceção de Jean Lartigau. Dentre outros bens, Pedro Lartigau deixou duas casas na Rua dos Andradas (a conhecida Rua da Praia) de nº 296 e nº 298, em Porto Alegre, onde possivelmente se estabelecera com loja comercial juntamente com o irmão, como mencionado.
Graças ao inventário de Pedro Lartigau é que se conseguiu descobrir a origem da família na França, bem como os nomes dos irmãos não emigrados.

2-3 Jean Baptiste Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde faleceu a 16 de outubro de 1896. Nesta cidade casou-se com Marianne Loustalat. O casal não emigrou para o Brasil. Quando da abertura 
do inventário dos bens deixados por Pedro Lartigau, irmão de Jean Baptiste, os filhos deste lhe sucederam – todos nascidos e então residentes em Sevignac-Meyrac, com exceção de um:

3-1 Jean Sylvane Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde tinha como profissão: proprietário.

3-2 Marie Louise Lartigau, nascida na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade, solteira.

3-3 Marie Jeanne Lartigau, nascida na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade, solteira.

3-4 Lucién Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 maior de idade.

3-5 Charles Lartigau, nascido na cidade de Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1896 Charles era comerciante e residia em Carlos-Casares, província de Buenos Aires, Argentina. No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Pierre Sérigos.

3-6 Jean Pierre Lartigau, nascido a 07 de setembro de 1883 em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era cultivador em Sevignac.

2-4 Marie Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde faleceu a 24 de agosto de 1901. Ali se casou com Lucién Sérigos, nascido na França e já falecido no ano de 1897. O casal não emigrou para o Brasil. Quando da abertura do inventário dos bens deixados por Pedro Lartigau, irmão de Marie, os filhos desta lhe sucederam - todos nascidos e então residentes em Sevignac-Meyrac, com exceção de dois:

3-1 Marie Sérigos, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Eugenio Soust, cultivador em Sevignac.

3-2 Jean Pierre Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era negociante, residente em Buenos Aires, Argentina (Belgrano, 836). No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Sylvane Lartigau.

3-3 Jacques Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França. Em 1902 era negociante, residente em Tandil, província de Buenos Aires, Argentina. No inventário de seu tio, fez-se representar por seu primo Jean Sylvane Lartigau.

3-4 Pierre Sérigos, nascido em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França.

2-5 Catherine Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Jean Pujalet-Latheus. O casal não emigrou para o Brasil.

2-6 Marie Anne Lartigau ou Marianne Lartigau, nascida em Sevignac-Meyrac, Baixos Pirineus, França, onde casou com Jean Pierre Bendejac, nascido na França. O casal não emigrou para o Brasil. Em 1896 residiam na cidade de Louvie-Juzon, nos Baixos Pirineus.  



Fontes:

- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batizados e casamentos de Rio Pardo, Viamão e Porto Alegre; arquivo genealógico de Jorge Godofredo Felizardo; habilitação de casamento de João Lartigau (processo n.º 180/1875, caixa 285); habilitação de casamento de Pedro Lartigau (processo n.º 197/1875, caixa 285).

- Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho: jornais A Federação e O Independente.

- Arquivos pessoais de: João Simões Lopes Filho (RJ), Elisabeth Berté da Cruz, Viviane Wiedemann Velloso e informações de Luciana Raposo (RJ).

- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APRS): habilitações de casamento de Quaraí; Inventário de Pedro Lartigau (processo n.º 589, maço 23, 1º cartório do cível de Porto Alegre, ano de 1896, e processo n.º 1.983, maço 68, 2º cartório de órfãos de Porto Alegre, ano de 1898);  Livros do Registro Civil de Porto Alegre: nascimentos, casamentos e óbitos.

- BEUX, Armindo. Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Nação, 1976.

- Centro Histórico e Cultural da Santa Casa de Porto Alegre: livros de entrada de Irmãos.

- GUIMARÃES, João Pinto da Fonseca e FELIZARDO, Jorge G. Genealogia Rio-Grandense. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1937.