terça-feira, 30 de março de 2010

Franceses no RS: os Horeau (Horeaux)


Franceses no RS: Horeau
(Horeaux ou Horeau)

Autoria de Diego de Leão Pufal

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Franceses no RS: Horeau (Horeaux ou Horeau), in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/]
[atualizado em 07/06/2017]

Os Horeau (em alguns registros: Horeaux; Moreaux ou Moreau) se estabeleceram na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, no ano de 1835, com a vinda dos irmãos Antoine e Alexis Horeau, ambos filhos de Jean Horeau e Therese Clarie Sarrazim.     
Os irmãos foram alfaiates, assim como o pai, e sócios de um negócio de fazendas e armarinhos, localizado na então Rua da Praia, n.º 20 (hoje Avenida dos Andradas) no centro de Porto Alegre, possivelmente entre as décadas de 1830 a 1860.
Ambos foram casados, deixando descendência, a qual passo a reportar-me:
1. Jean Horeau (Horeaux), nasceu a 15-07-1767 em Chollet, departamento de Maine-et-Loire, França, filho de Joseph Horeau ou Haureaux ou Horreaud e Françoie Piet (conforme pesquisas de Leandro Ramos Betemps). Jean foi alfaiate e casou em 19 Floreal ano 3, na cidade de Pons, departamento de Charent-Martiime com Therese Claire Sarrazim (Clara Sarrazin), nascida em Pons a 12-08-1772, filha de Mathieu Sarrazin e Therese Gemon. Jean e Clara foram pais, ao menos, de  Antoine e Alexis, que seguem:
2.1 Antoine Horeau (no Brasil: Antônio Horeau), nasceu a 16-05-1797 na freguesia de Recobet (sic) ou Recolete, cidade de Pons, Charante-Maritime, França, e faleceu a 07-06-1840 em Porto Alegre, RS, Brasil.
Antônio Horeau em 01/06/1836 requereu carta de residência em Porto Alegre, quando declarou ser alfaiate, tendo sido assim qualificado: estatura regular, cabelos quase todos brancos, olhos pardos, nariz e boca regular, barba cerrada e com cabelos brancos. Chegou na cidade em março de 1835 vindo da França, tendo residido em Porto Alegre há anos, de onde saiu em 1835 para França e outros portos de onde ultimamente voltou e disse morar na Rua da Praia (Revista do IHGRS, n.º 137, ano 2002 , p. 171) (APRS, E. 30, maço 15, n.º 1084).
Casou-se a 06-01-1828 na Igreja de N. Sra. Madre de Deus de Porto Alegre (Catedral) com Delfina Cândida da Fonseca Barandas, nascida em Porto Alegre a 08-10-1803, bat. 16-10 (Catedral, livro 4, pág. 199v), filha de Joaquim da Fonseca Barandas (nascido na vila do Carapito, Bispado de Pinhal, Portugal e falecido a 30-08-1849 em Porto Alegre) e de Ana Felícia do Nascimento (falecida a 30-03-1826 em Porto Alegre), neta paterna de Diogo da Fonseca Barandas e Paula Jacinta de Figueiredo, neta materna de Manuel Garcia e Josefa Maria.
Delfina Cândida da Fonseca Barandas foi irmã da conhecida professora Ana Euridice Eufrosina de Barandas, uma das primeiras mulheres gaúchas a publicar um livro, ainda no ano de 1845, denominado "O Ramalhete ou Flores Escolhidas no Jardim da Imaginação", cuja obra e biografia foram publicadas em 1990 pela Editora Nova Dimensão, EDIPUC, com notas da historiadora Hilda Agnes Hübner Flores.
Conforme aponta a prof.ª Hilda Flores (O Ramalhete, p. 26), Antônio Horeau se divorciou de Delfina Barandas, tendo esta e seu novo companheiro, Agostinho Duclós, mudado-se para a cidade de Rio Grande e depois para Marselha, na França.
Com a separação do casal, Antônio teria passado a viver com Vicência de Tal, com quem não deixou filhos, apenas de sua primeira união com Delfina, que seguem:
3-1 Clarinda Horeau, nasceu a 04-08-1830 em Porto Alegre, onde foi batizada a 08-09-1830, tendo falecido em 1846 em Rio Grande, ao que parece solteira.
3-2 Maria Aurora Horeau, nasceu a 01-06-1832 em Porto Alegre, onde foi batizada a 15-07-1832 e faleceu a 25/07/1887, de tuberculose, então residente na Rua General Victorino, n.º 41. Segundo a prof.ª Hilda Flores, Aurora teria casado a 03-04-1850 em Marselha, na França, com o comerciante Arthemon Marie Mazeron. "Este veio a Porto Alegre buscar a herança da mulher, da cunhada falecida e aque Delfina deu de dote à filha: dinheiro e quota do sítio Belmonte, terras vendidas a terceiros (...). Aparentemente a família Duclós cortara raízes com o Brasil, mas a documentação mostra que o casal Mazeron, com seis filhos, retornou a esta boa terra, onde o chefe faleceu em 1868 (...) e Aurora, a discípula da tia escritora [Ana Eurídice E. de Barandas], em 1886, deixando inventário insignificante economicamente (...)" (O Ramalhete, p. 29).
Arthemon faleceu a 06/03/1872 em Porto Alegre.
O casal Maria Aurora e M. Arthemon gerou, no mínimo, os filhos: a) Maria Noely Mazeron, n. 03/09/1860, Porto Alegre, onde fal. 08/04/1869; b) Maria Edith Mazeron, n. Porto Alegre, onde se casou a 10-10-1897 com Gabriel Francisco de Oliveira, filho de Gabriel Francisco de Oliveira e Antônia Josefina, com quem teve, no mínimo, as filhas: Maria Alice de Oliveira, n. 12-07-1898, Porto Alegre (sic) e Maria Almaide de Oliveira, n. 10-03-1898, Porto Alegre (sic), e c) Arthemon Mazeron, n. Porto Alegre, onde se casou a 2-5-1885 com Maria Mathilde Hasslocher, filha de Germano Hasslocher e Maria Durand. O casal Arthemon e Maria Mathilde geraram a: Gastão Mazeron, n. 1886, Porto Alegre; Ida Hasslocher Mazeron, n. 1892, Porto Alegre (casada com Napoleão Bina Fonyat, de Bagé/RS) e Cecília Mazeron (n. 1896, Porto Alegre).
2-2 Alexis Horeau (no Brasil: Alexandre ou Aleixo Horeau), nasceu a 14-11-1798, na cidade de Pons, no Departamento de Charente-Maritime, França, de onde emigrou em 1835 com o irmão Antoine, sua esposa e duas filhas. Alexis faleceu aos 62 anos de idade a 20/06/1871 em Porto Alegre, quando residente na Rua General Silva Tavares (Rua da Bragança), n.º 7.
Em 1º-06-1836, em Porto Alegre (APRS, E. 30, maço 15, n.º 1084), Aleixou Horeau matriculou-se na qualidade de estrangeiro, declarando ser de nação francesa, natural de Pons, casado, 38 anos, estatura regular, testa dita, olhos castanhos escuros, nariz regular, boca dita, sobrancelhas pretas, barba cerrada, queixo regular, vivia de seu ofício de alfaiate e morava na Rua da Praia, casa n.º 20. Veio para o Brasil em 1835, chegando em Porto Alegre em março de 1835, vindo da França. (Revista do IHGRS, n.º 137, ano 2002 , p. 171).
Já 1842, Alexis Horeau (Alexandre Horeau) declarou ser natural da França, de idade 41 anos, solteiro (sic), alfaiate, negociante, residir na Rua da Praia, e ter chegado a 24/01/1835 no Brigue Banarth, vindo direto de Marselha. Era de estutura alta, cor clara, cabelos pretos e brancos, olhos castanhos, nariz grande, boca regular, rosto redondo (AHRS, Livro de Matrícula de Estrangeiros, 1842-1843, Porto Alegre, Fundo da Polícia).
Em 01-10-1867, conforme escreveu Armindo Beux (Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Metrópole ed., 1975, p. 41), Alexis Horeau foi um dos fundadores da Société Française de Bienfainsance de Porto Alegre.
Alexis Horeau casou-se ainda na França, talvez em Marselha ou em sua cidade natal (Pons) com Desidérie Victória Sellot, lá nascida, emigrada para o Brasil com as filhas pelo ano de 1842, mas talvez tenha falecida em Marselha. Deste casamento encontraram-se apenas duas filhas:
3-1 Irma Clara Horeau ou Clarinda Horeau, nasceu no ano de 1822, talvez em Pons, na França e faleceu a 19-05-1868 em Porto Alegre, de gangrena aos 46 anos de idade. Casou-se em Porto Alegre a 22-10-1843 com o também francês Jean-Baptiste Constant Mallet (Constante Mallet ou Constâncio Mallet), nascido em 1812 na França e falecido a 25-09-1867 em Porto Alegre (testamento no Arquivo Público do RS sob o n.º 1753, maço 68, ano 1867, Cartório da Provedoria).
Em seu testamento, Constant Mallet cita a esposa como sendo Irma Clara Moró (Moreau). Assim como seu sogro, Constante Mallet foi alfaiate, possivelmente exercendo a profissão com Alexis Horeau. Era filho de Jean-Baptiste Mallet e Catarine Banidey ou Baucky (sic).
Em 1843, quando se procedeu a habilitação de casamento de Constante e Clarinda (AHCMPA, proc. 10/1843, caixa 227), ele declarou que saiu de sua pátria no ano de 1841, indo para Montevideu, no Uruguai, e dali para Porto Alegre.
O casal teve cinco filhos:
4-1 Teresa Constança Mallet (Constança Mallet), nasceu a 15-10-1845 em Porto Alegre, onde faleceu possivelmente no estado de solteira. Em 1874 foi madrinha de batismo do sobrinho Carlos Afonso Mallet.
4-2 Pedro Afonso Mallet, nasceu 18-03-1851, bat. 27-01-1852, Porto Alegre (Catedral), onde se casou (I) a 14-02-1874 com Henriqueta Alvarina Rolim ou Henriqueta Coelho da Silva, nascida cerca de 1848 e falecida em Porto Alegre a 24-07-1897, possivelmente em consequência do parto de sua última filha Arminda. Alvarina ao casar com Pedro Afonso era viúva de Antônio Coelho Teixeira da Silva (falecido a 03-10-1872 em Porto Alegre, aos 42 anos, português) e filha de Luís Antônio da Silva Rolim e de Angélica Alvarina da Conceição. Após o falecimento de sua esposa, Pedro Mallet casou-se a segunda vez, em 1902 em Guaíba, onde passou a residir, com Benícia Ferraz, nascida em 1879, filha de Francisca Nunes Ferraz. Pedro Afonso teve dezoito filhos, sendo onze do primeiro casamento e sete do segundo:
5-1 Carlos Afonso Mallet (f.º do 1º casamento de Pedro Afonso), n. 14-11-1874 em Porto Alegre. Em 1905 encontrava-se na fronteira. Possivelmente seja o mesmo Carlos Afonso Mallet que se casou com Carlota Dubril, em São Jerônimo/RS, localidade em que o casal residia e onde ele exercia sua profissão de marítimo. Ali Carlos Afonso faleceu a 21-10-1918. O casal gerou, ao menos, cinco filhos: 6-1 Osvaldo Afonso Mallet nascido em São Jerônimo, onde faleceu a 08/04/1979; foi casado duas vezes, tendo do segundo casamento as filhas Maria Luiza, Maria Ângela e Maria Salete Mallet, enquanto do primeiro, no mínimo o filho Alfredo Mallet; 6-2 Feliciano Mallet; 6-3 José Mallet; 6-4 Arminda Mallet e 6-5 Benjamin Mallet [informações repassadas pela neta do Sr. Osvaldo, Juraci Mallet Miller Caldana].
D. Amelina C. Mallet
5-2 Manuel Mallet, nascido a 07-10-1876 em Porto Alegre, tendo sido batizado a 23-04-1878 na Igreja de N. Sra. do Rosário. Faleceu antes de sua mãe, possivelmente não deixando descendentes.

5-3 José Berthier Mallet, bat. 26-07-1879, Porto Alegre. Em 1905, na fronteira, casado. Casou com Rita de Mendonça, com quem teve, ao menos, os filhos: 6-1 Darcírio Mendonça Mallet(casado com Maria da Conceição Machado e pais de três filhos, ao menos: Dilson, José Carlos e Maria Teresina); 6-2 Dulcílio Mallet, nascido em 23-03-1904, Porto Alegre; 6-3 Maria Mallet, nascida em 16-04-1910, Porto Alegre e, 6-4 Almira Mallet, nascida a 28-10-1914, Porto Alegre.
5-4 Frederico Mallet, n. 18-07-1880 em Porto Alegre, tendo sido batizado a 26-12-1880 na Igreja de N. Sra. do Rosário. Frederico faleceu antes de sua mãe, possivelmente não deixando descendentes.
5-5 Leonardo de Saint-Cyo Mallet, n. 13-02-1882, Porto Alegre. Em 1905 em Guaíba.
5-6 Benjamin Constant Mallet, bat. 14-11-1884, Porto Alegre. Em 1905 em Guaíba. Casou com Olívia Inácia Rolim, a qual acredito seja a mesma nascida a 26-03-1891 em Porto Alegre, filha de Luís Antônio Rolim e Ana Clara ou Inácia Neves - avós maternos de Benjamin Constant Mallet. Do casamento de Benjamin e Olívia houve, ao menos, três filhas: Diamantina Mallet, n. 09-02-1912 (onde se casou com Octaviano Pereira Dias); Doralina Mallet, n. 07-07-1913, Porto Alegre e Mercedes Mallet, n. 11-08-1914, Porto Alegre (onde se casou com Manuel Pedro Miller).
5-7 João Napoleão Mallet, n. 31-08-1885, Porto Alegre. Em 1905 em Guaíba.
5-8 Gomercindo de Saint-Brisson Mallet, n. 1889, Porto Alegre. Casou com Rita Clorinda, nascendo, ao menos: Clarindo Mallet, nascido a 03-02-1915, Porto Alegre e Adilis Mallet, nascido a 16-08-1916, Porto Alegre.
5-9 Amelina da Conceição Mallet, n. 08-12-1891, Porto Alegre. Foi casada com Marcelino Rodrigues Ramos. Segundo a neta de Amelina e Marcelino, Edilce Ramos Gonçalves - quem nos forneceu as fotografias deste ramo -, o casal gerou nove filhos:
6-1 Henriqueta Eliane Mallet Ramos (n. 1914 e fal. 1995, solteira); 
Henriqueta M. Ramos

6-2 Julieta Mallet Ramos (n. 1915 e fal. 1990 casou-se com ... Einloft, deixando um filho); 
6-3 Vanda Mallet Ramos (n. 1918 e fal. 1989, solteira); 
6-4 Edemar Mallet Ramos (n. 1919 e fal. 2007, casou-se a 18/04/1951 com Noemi Oliveira, gerando a Edilce, nossa informante, e Edison. Após Edemar casou-se novamente, deixando mais 5 filhos: Alberto, Nívia, Marcos, Edimar e Raquel. 

6-5 Dorival Mallet Ramos (n. 1917 e fal. 1981, c/c Noeli Rosa, deixando 3 filhos); 
6-6 Protásio Mallet Ramos (n. 1921 e fal. 1986, solteiro); 
6-7 Antônio Mallet Ramos, n. 1922 e fal. 1933, c/c Sônia Maria Santos, deixando 2 filhos); 
6-8 Ely Mallet Ramos (n. 1923 e fal. 1981 c/c Dirce Segatto, deixando um filho)
6-9 Edyr Ramos Mallet (n. 1932 e fal. 2003, c/c Leontina Manzzonni, deixando 3 filhos).
Edemar Mallet Ramos e Noemi
em 1951.
5-10 Boaventura de Saint-Clair Mallet, n. 1895, Porto Alegre, tendo sido batizado na Igreja de N. Sra. das Dores, onde casou a 14-07-1917 com Julieta Cândida de Souza, nascida em 1895, Porto Alegre, filha de Martin José de Souza e Cândida Viegas. Houve deste casamento, ao menos, três filhos: Mário Mallet, n. 07-04-1918; Valdemar Mallet, n. 29-03-1919 e Breno Mallet, n. 09-03-1920, Porto Alegre.
5-11 Arminda Mallet, n. 16-06-1897, bat. 03-08-1897 em Porto Alegre (batizada na Catedral) e possivelmente falecida em seguida.
5-12 Pedro Ferraz Mallet (f.º do 2º casamento de Pedro A.), n. 1909, Guaíba e fal. em 1980 em Porto Alegre. Casou-se com Maria Antônia Ramos Portuguez, n. Guaíba, e pais de cinco filhos: Waltonir, Ivone, Vicente, Rute e Jairo.
5-13 Francisco Ferraz Mallet, n. Guaíba.
5-14 Alvarino Ferraz Mallet, n. Guaíba.
5-15 Carlitos Ferraz Mallet, n. Guaíba.
5-16 Manuel Ferraz Mallet, n. Guaíba.
5-17 (...) Ferraz Mallet, n. Guaíba.
5-18 Otalírio Ferraz Mallet, n. Guaíba.
Protásio, Dorival, Ely e Edyr Mallet Ramos, filhos de
D. Amelina da Conceição Mallet e Marcelino Rodrigues Ramos,
acima citados.
4-3 Alexandrine Mallet, n. 28-05-1857, Porto Alegre. Casou-se a 04-05-1882 em Itaupã (Viamão/RS) com Miguel Coelho de Oliveira, n. Porto Alegre, filho de Boaventura José Coelho de Oliveira e Isabel Josefa. Após a família mudou-se para a cidade de Mariana Pimentel. O casal teve, ao menos, as filhas: Elmira Oliveira, nascida em 22-09-1887 em Porto Alegre, e Marieta Irma Luísa Coelho, casada em 21-05-1911 no Passo da Areia, Viamão/RS com Adelino de Fraga Guimarães, filho de Laurindo José da Costa Guimarães e Jesuína de Oliveira Fraga (segundo informações do pesquisador Vinícius Godoy).
4-4 Luísa Luciana Mallet, n. 23-09-1862, Porto Alegre.
3-2 Maria Clara Horeau, nasceu em 1835 na França e faleceu em 1919 em Porto Alegre/RS. Casou-se a 30-03-1857 em Porto Alegre (Catedral) com Édouard Corseuil (Eduardo Corseuil) [no casamento do filho Ivo o seu nome consta como Eduardo Corseiul de Barros, talvez fazendo referência ao local de nascimento na França], nascido em 1824 na França e falecido em 1864 em Porto Alegre/RS, filho de Yves Corseiul e Marie Antoine Pinard. Pais de:
4-1 Ivo Affonso Corseuil (em seu casamento consta como Ivo Affonso Corseuil de Barros), nascido a 21-03-1858 em Porto Alegre/RS, onde faleceu a 04-09-1933. Casou a 11-05-1878 em São José do Hortêncio/RS com Cecília Du Pasquier, n. 26-02-1859, São Leopoldo, filha de Eugen Du Pasquier (n. 1820, Neuchâtel, Suíça) e Eleonora Mathilde Monteiro. Ivo Affonso e sua esposa Cecília foram notáveis educadores em Porto Alegre, ambos estabelecidos com seus respectivos colégios na capital gaúcha, respectivamente "Colégio Ivo Affonso Corseuil", para meninos, de 1891, e "Colégio Cecília Du Pasquier", para meninas, conforme nos informa a descendente do casal e pesquisadora da família D. Maria Cecília Corseuil. O casal  Ivo Affonso e Cecília gerou a 6 filhos: Carlos Eugênio (1879/1920), Júlio Alberto (1883/1958), Ivo Affonso (1883/1922), Gustavo Eduardo (1886/1961), Ignácio (1889/1968) e Maria Cecília Corseuil (1894/1924, que fora casada com o Dr. Fernando Abbott Sobrinho).
***
FONTES e BIBLIOGRAFIA:
- Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, n.º 137, ano 2002;
- FLORES, Hilda Agnes Hübner (org.). O Ramalhete. Porto Alegre: Nova Dimensão (EDIPUC), 1990.
- BEUX, Armindo. Franceses no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Metrópole ed., 1975.
- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul: inventários e talões do Registro Civil de Porto Alegre.
- Arquivo Histórico do Estado do Rio Grande do Sul;
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batizados, casamentos e óbitos da Igreja Madre de Deus de Porto Alegre (Catedral) e N. Sra. das Dores, habilitações de casamento (proc. n.º 15/1828, caixa 187, de Antônio Horeau; proc. 10/1843, caixa 227, de Constant Mallet) e Arquivo do genealogista Jorge Godofredo Felizardo.
- Arquivos pessoais de: Diego de Leão Pufal, Eleonora Mallet, Juraci Malle Miller Caldana e Leandro Ramos Betemps e Maria Cecília Corseuil
- Agradecimento: Vanessa Gomes de Campos. 

3 comentários:

DIEGO DE LEÃO PUFAL disse...

Prezado(a), realmente estranhei o fato de constar no registro de casamento o sobrenome "Corseiul de Barros", conforme se pode pesquisar no livro 3º de casamentos da Igreja Católica de São José do Hortêncio, à pág. 15, o qual está arquivado no Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre. Querendo, posso passar-lhe por e-mail cópia do documento. Além disso, peço-lhe que, se possível, mande-me os dados para correção. Grato.

Vinícius disse...

Miguel Coelho de Oliveira e Alexandrine Mallet têm também a filha Marieta Irma Luisa Coelho, que em 21 de maio de 1911, no Cartório do Passo da Areia, em Viamão, casa-se com Adelino de Fraga Guimarães, filho de Laurindo José da Costa Guimarães e de Jesuína de Oliveira Fraga. Viveram, provalvemente, em Itapuã.
Adelino é meu tio-bisavô.
Att
Vinícius Godoy.

Diego de Leão Pufal disse...

Obrigado Vinícius pelo acréscimos. Vou retificar o blog com os devidos créditos.