terça-feira, 30 de junho de 2009

Inventários Lagunenses - Família Silveira Goulart

Inventários Lagunenses
Arquivo Histórico Municipal de Laguna/SC
(Casa Candemil)
Maria Josefa de Santo Antônio (1826)


O texto abaixo se reproduz parcialmente da obra inédita de Moacyr Domingues, denominada "Famílias Lagunenses", disponível em http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses, acrescido de informações (em letra azul) retiradas do inventário de Maria Josefa de Santo Antônio, de 1826, em Laguna, depositado no Arquivo Histórico Municipal da mesma cidade (Casa Candemil), bem como de dados do autor (em letra verde).
***
F - significa filho(a)
N- significa neto(a)
Referem-se sempre ao patriarca, no caso a Antônio Silveira Goulart.
O número que se segue após o "F" ou o "N" diz com a ordem dos(as) filhos(as) ou dos(as) netos(as). Assim, sabe-se, por exemplo, que o "N-1" é filho do "F-1" e neto do patriarca.
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SILVEIRA GOULART, ANTÔNIO - Nasceu na Ilha do Faial (Açores) e faleceu antes de 31/5/1810 (bat. do neto N-12); casou com Maria Josefa de Santo Antônio, também açoriana e falecida em dezembro de 1825 nas Larangeiras em Laguna/SC, com testamento (processo n.º 426/1826 - caixa 114, Casa Candemil). O inventário de seus bens foi autuado em 12/05/1826, tendo sido inventariante o filho João Silveira Goulart; pais de:

F-1 Joaquim José Silveira Goulart, n. Enseada de Brito; casou com Sebastiana Rosa de Jesus (v. José da Costa Rodrigues, F-8); Em 1826 Joaquim era casado e residente nas Larangeiras, em Laguna; pais de: (...) [vide descendência no original - http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses]


F-2 José Joaquim Silveira Goulart, n. Enseada de Brito; em 1ªs. núpcias casou com Josefa Joaquina; em 2ªs. núpcias casou em Laguna a 25/7/1807 (fl. 39) com Joana Rosa (v. José da Costa Rodrigues, F-7); em 3ªs. núpcias casou em Laguna a 2/10/1813 (fl. 108) com Francisca Clara de Jesus (v. Bernardo José de Oliveira, F-6), a qual faleceu em Laguna a 31/8/1827 (fl. 167); em 1826 José era casado e residente em Santiago, em Laguna/SC; sucessão: (...) [vide descendência no original - http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses]
F-3 João Silveira Goulart, n. Enseada de Brito; em 1ªs. núpcias casou em Laguna a 8/7/1795 (fl. 80) com Marcelina Rosa de Jesus (v. Jo­sé da Costa Rodrigues, F-4); em 2ªs. núpcias casou em Laguna a 11/10/1801 (fl. 129v) com Maria Francisca de Medeiros (v. José Francisco de Medeiros, F-3); foi inventariante dos bens deixados por sua mãe, sendo que em 1826 era casado e residente nas Pontas das Larangeiras, em Laguna/SC; sucessão: (...) [vide descendência no original - http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses]

F-4 Francisco José Silveira Goulart, n. Enseada de Brito; casou em Laguna a 17/8/1801 (fl. 128) com Maria Jacinta de Jesus (v. Manuel Garcia de Medeiros, F-3); em 1826 era casado e residente em Santiago, Laguna/SC; pais de: (...) [vide descendência no original - http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses]
F-5 Vicente Silveira Goulart, n. Enseada de Brito; casou em Laguna a 6/11/1805 (fls. 17v/18) com Isabel Rosa da Conceição (v. José da Costa Rodrigues, F-6); moravam nas Laranjeiras em 1813; em 1826 era casado e residente nas Pontas das Larangeiras, em Laguna/SC; pais de: (...) [vide descendência no original - http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses]
F-6 Jacinto Silveira Goulart, em 1826 casado e residente na Capela Grande do Continente de São Pedro do Rio Grande [natural da Enseada de Brito, estabeleceu-se em Viamão/RS, onde casou-se duas vezes deixando larga descendência, notadamente nas famílias "Souza Feijó" e "Souza Rocha" de Viamão e arredores]
F-7 Matheus Silveira Goulart, em 1826 já era falecido, deixando a viúva Maria Rosa e alguns filhos residentes em Gaúva (sic), foram eles: N-1 Joana em 1826 já casada com Joaquim Rodrigues de Freitas; N-2 Joaquina em 1826 já casada com José Francisco de Oliveira, estes residentes no Saco Grande.
F-8 Manuel José Goulart, em 1826 já falecido. Foi casado com Francisca Joaquina de Jesus, com quem teve: N1- Matheus, solteiro, 14 anos, residente com a mãe na Barranceira (sic), em Laguna/SC; N2- Maria, solteira, 13 anos, idem; N3- Ana, 9 anos, idem; N4- Jacinto, 8 anos, idem.
F-9 Inácio José Goulart, em 1826 casado e residente na Capela de Viamão/RS.

sábado, 20 de junho de 2009

Famílias Portuguesas nas Missões

Famílias Portuguesas nas Missões


Embora a importância das Missões desde o início da formação do Rio Grande do Sul, a genealogia dos seus colonizadores portugueses ainda não foi devidamente explorada, pesquisada, a exemplo de outros núcleos da mesma etnia no Estado. Em razão disso, é que de imediato aceitei com orgulho o pedido da amiga e genealogista Zélce Darclé Mousquer, de Porto Alegre, de divulgar neste blog as suas pesquisas relativas a algumas famílias lusas da região das Missões. Dados esses coletados em diversos arquivos gaúchos, principalmente na Diocese de Santo Ângelo e Arquivos Público e Histórico do Estado e nos microfilmes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons), quando da busca de informações da família Mousquer, da mesma região, e que resultou na publicação do livro “Família Mousquer – Uma imigração francesa no sul do Brasil”, em 2008, pela editora EST.


Em princípio, serão publicados dados concernentes às famílias de:

- André Jacinto Pereira e Felícia Maria do Sacramento;

- Antônio José Viana e Inês Leonor de Azevedo;

- Antônio Ribeiro Lemos/Lemes e Hermenegilda Maria de Jesus ou Soares de Lemes;

- Francisco Antônio Cardoso de Aguiar e Joaquina Rosa de Jesus;

- Francisco Ferraz de Almeida Campos e Leopoldina Pereira de Almeida;

- Francisco João Ferreira e Dionísia Castanho da Rocha;

- Francisco Rodrigues de Siqueira e Maria Pedroso;

- João Batista de Miranda Dornelles e Angélica Maria;

- João Batista Quaresma e Catarina Maria de Jesus;

- João Machado de Souza;

- José Joaquim Teixeira e Ana Rodrigues de Siqueira;

- Pedro Domingues Garcia Bueno e Angélica Maria Garcia Bueno;

- Salvador dos Santos Teixeira e Maria das Dores de Jesus;

- Sebastián/André Martinez/Martins e Maria Flaubiana de Vargas;

- Zeferino Antunes de Almeida e Escolástica Maria da Silva.



             Essas famílias se fixaram nas Missões, vindas em sua grande maioria do litoral e centro gaúcho, após a conquista do território em 1801, como se pode conferir de suas genealogias. 

domingo, 14 de junho de 2009

Italianos no RS: os PIVA (Porto Alegre)

Família PIVA
(famiglia Piva)


Autoria de Diego de Leão Pufal
[acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Família Piva (famiglia Piva)in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/] 
[atualizado em 27/05/2015]



Um dos ramos da família PIVA emigrado para o Brasil se estabeleceu na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, provavelmente proveniente da região do Vêneto, na Itália. Na capital gaúcha a maior parte da família radicou-se na zona sul, nos Bairros da Tristeza e do Menino Deus, deixando considerável descendência.
Palymira Piva - Porto Alegre, 1913.
As informações genealógicas deste ramo foram pesquisadas nos livros de batismos e casamentos das igrejas de Porto Alegre, assim como nos atos constantes nos cartórios de registro civil da mesma cidade, além de livros de entradas de imigrantes, no Arquivo Histórico do Estado, dentre outras. Afora isso, muitos dos dados que se seguem, notadamente as fotografias, foram-me passadas por uma descendente do casal imigrante interessada em remontar suas origens, Rosemerie Assis de Miranda, pesquisadora e professora de história, de Porto Alegre, que em muito contribuiu, a quem agradeço. Da mesma forma, muitas informações foram repassadas por Glória Pilla, bisneta de Henriqueta ou Henricha Piva, em contato recente (2012), notadamente o local de origem dos Piva e Pilla: Altivole!
Embora eu não seja descendente da família em questão, uma filha imigrante casou-se com um tio-trisavô, Giuseppe Canova, como pode ser conferido neste blog em artigo veiculado em http://pufal.blogspot.com/search/label/Piva.
Passo, assim, à genealogia:
1. ERMENEGILDO PIVA (no Brasil: Hermenegildo Piva), nasceu pelos anos de 1848/1849 na Itália, na cidade de Altivole, Treviso, no Vêneto, e faleceu a 22-02-1924 em Porto Alegre, sendo filho de Luigi Piva e Antonia Bordini, também imigrada e falecida aos 80 anos na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre no ano de 1906, doméstica, viúva[1]. Ermenegildo Piva casou-se ainda na Itália com Ângela Braganhola ou Bragagnola, nascida entre 1846/1852 na Itália e falecida a 17-02-1920 em Porto Alegre, sendo filha de Matteo Braganhola e Ângela.
A família PIVA saiu da Itália provavelmente no ano de 1891, chegando em Porto Alegre no dia 13-01-1892 no paquete denominado Rio Pardo, seguindo no dia seguinte para o Bairro da Tristeza, assim composta:
Ermenegildo PIVA, 43 anos, casado, alfabetizado;
Angela, 40 anos, casada, alfabetizada;
Primo, 8 anos;
Enrica, 15 anos;
Maria, 12 anos;
Antonia, 10 anos;
Vitoria, 8 anos; (na publicação: Vitorio)
Matteo, 6 anos;
Vicenzo, 4 anos;
Zeferino 41 anos, alfabetizado[2];
Ernesta, 17 anos, alf.;
Antonio, 13 anos;
Pergentino, 7 anos[3];
Antônia, 66 anos, viúva.
Fonte: Povoadores do Rio Grande do Sul - 1892 - AHRS, Porto Alegre: EST, p. 80 
(AHRS: Códice -198).
Afora isso, ao menos outros dois irmãos de Ermenegildo Piva emigraram para o Brasil: 
- Justina Piva, nascida em 1870 em Altivole, Treviso, Itália e falecida em 1911 em Cravinhos/SP. Casou com Victorio Callegari, nascido em 1867 na Itália e chegados em São Paulo em 4/4/1888, conforme informações do descendente Edson Callegari dos Santos. Justina Piva e Virgílio foram pais de: Antônio, José Luís e Angelina Callegari.
- Eugenio Piva, nascido na Itália, emigrado para Porto Alegre, onde se casou com Feliede Tedesco, nascida na Itália, filha de Andreia Tedesco e Catharina Secco. Pais, no mínimo, de: Alberto Piva (nascido a 28-10-1894, Porto Alegre); Octávio Piva (n. 22-10-1897, Porto Alegre), Álvaro Piva (n. 30-3-1900, Porto Alegre) e Homero Piva (n. 6-3-1902, Porto Alegre.
Conforme consta na certidão de óbito de Hermenegildo Piva, ele faleceu aos 76 anos de idade, no dia 22-02-1924, às 7:30horas, na Tristeza, de arteriosclerose generalizada, enquanto sua esposa, Ângela, faleceu aos 74 anos de idade, casada, no dia 17-02-1920, às 17:30horas, na Tristeza, de hemorragia cerebral, deixando os filhos (vivos): Baldan, Mattio, Enrica, Júlia e Palmyra. O casal teve, no mínimo, dez filhos que seguem:
2-1 HENRIQUETA PIVA (Enrica Piva, Henricha ou ainda Érica Piva), n. 1877, Altivole, Vêneto, Itália e falecida a 26-05-1936, aos 59 anos, na Avenida Tristeza. Casou em Porto Alegre, a 17-08-1895, com o viúvo Carlos Pilla, n. 14-6-1869, Altivole, Vêneto, Itália, e batizado na paróquia de Santa Fosca, em Altivole e faleceu a 1º-9-1931, aos 62 anos em Porto Alegre, filho de Ângelo Pilla e Ana Donadello. Carlos foi carpinteiro de profissão, o que seguido pelo filho Ângelo. O casal e filhos residiam no bairro Tristeza em Porto Alegre. Deste casamento houve, ao menos, os filhos: a)  Ângelo Pilla, nascido a 25-04-1896 em Porto Alegre, onde faleceu a 12-10-1929, aos 35 anos, carpinteiro (casado com Miguelina Carvalho, sem filhos); b) Waldemar Pilla, n. 18-04-1900, Porto Alegre; c) Maria Angelina Pilla (Tatá), nascida em 25-04-1912 em Porto Alegre (registrada em 1933 pela tia Julieta Pinto Santiago), onde teria casado com Mário Zollim ou Ranzolim, e fal. em 2008, d) Mário Pilla e e) Antônio Pilla.
2-2 MARIA PIVA, n. 1880, Itália. Consta que teria vindo com doze anos para o Brasil; em 1920 provavelmente já havia falecido, considerando que seu nome não constou na certidão de óbito de sua mãe. Maria casou-se a 1º-02-1896 na igreja do Menino Deus em Porto Alegre com Jerônimo Turra, nascido na Itália, filho de Ângelo Turra e Anna Guarienti ou Guassenti. Jerônimo era irmão de Itália Turra casada com Primo Piva, abaixo citados. Pais de, no mínimo, três filhos: Alberto Ângelo Turra, n. 03-11-1896, Porto Alegre; João Pedro Turra, n. 23-06-1900, Porto Alegre e Jerônimo Turra, n. 05-03-1902, Porto Alegre.
2-3 ANTÔNIA PIVA, n. 1882, Itália. Consta que teria vindo com doze anos para o Brasil; em 1920 provavelmente já havia falecido, considerando que seu nome não constou na certidão de óbito de sua mãe, nada impedindo, porém, que tenha casado e deixado descendência. Neste sentido, talvez Antônia seja a mesma Emília Piva, nascida em 1882 na Itália e falecida a 18-1-1903 em Porto Alegre, aos 22 anos, filha de Ermenegildo Piva. Emília Piva casou-se em Porto Alegre com Vicenzo Serini, natural da Itália, com quem teve os filhos seguintes: Mercedes e Francisco Serini. Após, Vicenzo casou-se com Maria Müller, nascendo deste casamento Castorina, José, Adolfo e Paulo Serini Sobrinho, de acordo com informações da filha deste, Ana Serini. A família radicou-se no bairro Tristeza, em Porto Alegre.
2-4 VITTÓRIA PIVA, n. 1884, Itália e falecida em Porto Alegre, onde casou a 08-06-1907 na igreja de N. Sra. dos Navegantes, com Giuseppe Canova (José Canova), tio Peppe, n. 07-11-1878, Schio, Vicenza, Itália e fal. em setembro de 1924 em Porto Alegre, filho de Domenico Canova e Pietra Giovanna Trenti (para maiores informações e fotografias vide: http://pufal.blogspot.com/search/label/Canova). Houve descendência.
O casal Giuseppe Canova, Vittória Piva e o
 filho Domingos Canova (Nelo). 
Porto Alegre (+/-1911)
2-5 PRIMO PIVA, n. 1884, Itália, tendo chegado no Brasil com oito anos de idade. Casou-se a 1º-09-1898 em Porto Alegre, na igreja do Menino Deus, da qual os Piva eram paroquianos, com Itália Turra, n. Itália e filha de Ângelo Turra e Anna Guassenti ou Guarienti. O casal foi pai, ao menos, de:
3-1 Ana Ângela Piva (Annita Piva), n. 16-12-1898, Porto Alegre, onde casou a 18-11-1916, na Capela da Tristeza, com Mário do Amaral, n. 1891, filho de Honório do Amaral e Guilhermina Amália, sendo já casados há três anos pelo civil.
3-2 Alberto Piva, n. 09-12-1900, Porto Alegre, onde casou a 27-09-1924 (igreja de N. Sra. da Saúde de Teresópolis) com Maria Pinto de Oliveira, n. 1907, Porto Alegre, filha de Manuel Joaquim de Oliveira e Francisca Pinto.
3-3 Júlia Piva, n. 1904, Porto Alegre, onde casou a 27-05-1922, na capela da Tristeza, com Alcebíades Pereira Nunes, n. 1898, filho de Felisberto Pereira Nunes e Antônia.
3-4 Sixtina Piva, n. 1906, Porto Alegre, onde casou a 05-03-1924, na Capela da Tristeza, com Arnaldo Teixeira, n. 1903, Portugal, filho de Manuel Teixeira e Margarida da Silva Arosa.
2-6 MATTEO PIVA, n. 1886, Itália, tendo chegado ao Brasil com seis anos de idade. Sabe-se que em 1920 ainda vivia, ignorando-se, contudo, se foi casado e se deixou descendência. Talvez seja o mesmo Mathias/Matheus Piva que foi casado com Maria Helm, pais, ao menos, de Oscar Frederico Piva (n. 25-4-1917 em Porto Alegre) e Armando Piva (n. 28-4-1919 em Porto Alegre, onde fal. a 12-12-1920).
2-7 VICENZO PIVA, n. 1888, Itália, tendo chegado ao Brasil com quatro anos de idade. Em 1920 provavelmente já havia falecido, considerando que seu nome não constou na certidão de óbito de sua mãe, nada impedindo, porém, que tenha casado e deixado descendência.
2-8 JULIÃO PIVA, n. 20-04-1892 em Porto Alegre, onde foi batizado a 07-05-1892 na igreja de N. Sra. da Conceição. A exemplo de uma irmã sua que trocou de nome na idade adulta, creio que Julião seja o mesmo “Baldan” citado no atestado de óbito de sua mãe em 1920. Sem mais notícias.

À esquerda, D. Palymira Piva (1954).

2-9 PALMYRA PIVA (Libera Itália Piva), n. 14-03-1894, Porto Alegre, onde foi batizada com sua irmã gêmea Julieta Esperança Piva a 19-03-1894, na igreja de N. Sra. da Conceição. Segundo as pesquisas apontam, Libera Itália teria adotado o nome “Palmyra” (a legislação, nesse ponto, sempre foi muito flexível para a época, pois a pessoa poderia trocar o nome de batismo ou acrescer outro quando da maioridade. Além disso, era costume que que a criança, quando batizada, tivesse geralmente mais de um nome, sendo o segundo invariavelmente em homenagem a algum santo ou a algum padrinho. Já nos tempos mais antigos, permitia a igreja católica que a criança, quando da crisma, adotasse outro nome que mais gostasse. É a hipótese para o caso de Libera Itália Piva que, ao atingir a idade adulta, mudou o nome para Palymra, muito provavelmente por não gostar daquele dado pelos seus pais - tal afirmação é de toda plausível, considerando-se que segundo a documentação Palmyra Piva era irmã gêmea de "Julieta Esperança" que, seguindo a irmã, passou a assinar "Júlia"). Palmyra casou-se a 28-06-1913 em Porto Alegre com João Ferreira de Assis, n. 1890, no RS, filho de João Antônio de Assis e Maria Luiza Ferreira. O casal gerou quatorze filhos (sendo que alguns faleceram em tenra idade, cujos nomes são desconhecidos), dentre eles:
3-1- Maria Luiza Ferreira de Assis, n. 1914 em Porto Alegre, sendo mãe de Rosemerie Assis de Miranda.
3-2- Jurema Ferreira de Assis, n. 5-3-1916 em Porto Alegre, onde fal. em tenra idade. Gêmea da seguinte.
3-3- Iracema Ferreira de Assis, n. em Porto Alegre e fal. em tenra idade. Gêmea da anterior.
3-4- Jaci Ferreira de Assis.
3-5- João Ferreira de Assis.
3-6- Miguel Ferreira de Assis.
3-7- Paulo Brasil Ferreira de Assis
3-8- Leda Ferreira de Assis
3-9- Orlando Ferreira de Assis
O casal Júlia Piva e Henrique Pinto Santiago
3-10- Jurema Ferreira de Assis, levou o mesmo nome da irmã falecida em tenra idade, costume comum no passado.
Júlia Piva em fotografia dedicada ao noivo, com os seguintes 
dizeres no verso: "Offereço-te esta mjnha photographia 
em prova de amor de tua sincera noiva Julia Piva.
Tristeza, 26/7/1921."
2-10 JULIETA ESPERANÇA PIVA (Júlia Piva), assim como sua irmã gêmea Palmyra Piva adotou o nome Júlia, conforme constam dos demais registros. Júlia Piva nasceu a 14-03-1894, Porto Alegre, onde casou a 25-02-1922 com Henrique Pinto Santiago, nascido a 26-10-1896 em Porto Alegre, onde faleceu a 31-03-1982, filho de Lino José Santiago e Maria Pinto.
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NOTAS:
[1] BORGES, Stella. Italianos: Porto Alegre e Trabalho. Porto Alegre: EST, 1993, p. 154.
[2] talvez fosse irmão de Ermenegildo, que emigrou viúvo com os filhos.
[3] Houve um Pergentino Piva que presidiu por muitos anos a Società Giuseppe Mazzini, fundada em 1895, no bairro Tristeza em Porto Alegre, mas que, segundo Rogério Piva, seria um homônimo (in BORGES, Stella. Italianos: Porto Alegre e Trabalho. Porto Alegre: EST, 1993, p. 35). Ainda segundo Rogério Piva, em contato no dia 15/06/2011, Pergentino Piva teria vindo de Rio Grande, onde casou e teve os filhos: Zeferino, Ermenegildo, Antônio, Maria, Américo, Anselmo e Ernestina Piva.       

sábado, 13 de junho de 2009

Inventários Lagunenses - Família Cardoso de Aguiar

Inventários Lagunenses
Arquivo Histórico Municipal de Laguna/SC

(Casa Candemil)


Autoria de: Diego de Leão Pufal

Mateus Cardoso de Aguiar (1819)


O texto abaixo se reproduz parcialmente da obra inédita de Moacyr Domingues, denominada "Famílias Lagunenses", disponível em http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses, acrescido de informações (em letra azul) retiradas do inventário e testamento de Mateus Cardoso de Aguiar, de 1819, em Laguna, depositado no Arquivo Histórico Municipal da mesma cidade (Casa Candemil).

CARDOSO DE AGUIAR, MATEUS - Nasceu na Ilha Terceira (Açores); ainda vivia a 23/1/1786 quando testemunhou um casamento em Laguna, onde faleceu a 10/09/1819, com testamento. Seu inventário foi autuado em 27/10/1819 (processo n. 294/1819 - caixa 119), tendo sido inventariante o filho Antônio Cardoso de Aguiar. Fez seu testamento em Laguna no dia 13/04/1819, no qual declarou ser natural da freguesia de Santo Antônio, bispado de Angra, ilha Terceira, nos Açores, filho de Antônio Cardoso de Aguiar e Catarina Maria, falecidos; casou com Rita Mariana, n. Ilha Terceira cerca de 1742 e falecida em Laguna a 20/10/1822, já viúva (fl. 47), com quem declarou ter havido sete filhos, sendo que duas já eram falecidas em 1819, tendo uma deixando descendentes. Pais de:

F-1 Ana Maria de Jesus ou também Ana Joaquina de Jesus ou Ana Maria da Conceição, n. Desterro e já falecida em 1819; casou em Laguna a 29/11/1797 com Zeferino José da Silva Matos (v. José da Silva Matos, F-5, aí a sucessão); faleceu antes de 1816, quando começa a suces­são do segundo casamento de seu viúvo; Em 1819 o viúvo Zeferino e filhos residiam na Ponta Grossa (considerando que Ana Maria de Jesus já era falecida quando do inventário paterno, seus filhos lhe seguiram na sucessão, com alguns acréscimos sobre as informações lançadas por Moacyr Domingues no título de José da Silva Matos):
N-1 João da Silva Matos, n. Laguna, onde casou a 20/5/1820 (fls. 212/212v) com Ana Joaquina (v. Jorge Cardoso, N-3); Em 1819 João contava 20 anos de idade, era solteiro e estava ausente.
N-2 José da Silva Matos, em 1819 contava 17 anos, solteiro, ausente.
N-3 Maria Rosália de Jesus, n. Laguna a 25/1/1804 (bat. 5/12) (fl. 1v), onde casou a 26/11/1827 com José da Rosa (v. Antônio da Rosa, N-19);
N-4 Joaquina Rita da Conceição, bat. Laguna a 26/5/1806 (fl. 83v) onde casou a 29/11/1829 com Antônio Paz de Faria (neto) (v. Antônio Pais de Faria, N-2);
N-5 Zeferino da Silva Matos, bat. Laguna a 8/5/1808 (fls. 147/ 147v), onde casou a 3/6/1826 (fl. 80v) com Ana Maria de Je­sus, n. Freg. do Ribeirão, fleg. Silvestre dos Santos e de Caetana Maria de Jesus; pais de: (...)
N-6 Manuel, n. Laguna a 3/12/1809 (bat. 17/12) (fl. 212v);
N-7 Rita Maria da Conceição, n. Laguna a 28/8/1811 (bat. 8/9) (fl. 274), onde casou a 23/11/1830 com Francisco de Medeiros (v. Antônio Rodrigues de Figueiredo, N-20);
N-8 Ana, em 1819 contava 4 anos, em companhia de seu pai na Ponta Grossa.

F-2 Marcelino José Cardoso, n. Freg. Lagoa; foi primeiro casado com Francisca Teresa de Jesus, de quem teve: (...)
F-2 Marcelino José Cardoso casou em 2ªs. núpcias com Joana Maria de Jesus, n.Vila Nova, fleg. Manuel Machado Pacheco e de Ana Maria de Jesus, sogros também de Francisco José Cardoso (v. José Cardoso Delgado, N-4); moradores no Rio de Aratingaúva em 1813, tiveram: (...) Em 1819 ainda residente no Rio de Arantigaúva, casado.
F-3 José Cardoso de Aguiar, n. Enseada de Brito; em 1ªs. núpcias casou em Laguna a 21/11/1812 (fls. 100/100v) com Mariana Faus­tina de Jesus (v. Pedro Vieira Tavares, N-9); em 2ªs. núpcias casou a 27/10/1820 (fl. 220v) em Laguna com Maria Rosa de Je­sus (v. Antônio de Espíndola, N-25); teve do primeiro matrimônio os três filhos seguintes: e morava na Ponta Grossa em 1813: (...) Em 1819 ainda residente na Ponta Grossa, casado.
F-4 Antônio Cardoso de Aguiar, n. Laguna; teve com Caetana Maria (v. Manuel Nunes Martins, F-2) o filho natural: (...) Antônio Cardoso de Aguiar, citado no testamento como Antônio José Cardoso, foi inventariante dos bens deixados por seu pai, quando residia na Ponta Grossa, contava trinta anos de idade e era solteiro.
F-5 Aurélia casou com Isidoro Alves da Cruz, residentes em 1819 na vila de Laguna.
F-6 Manuel Cardoso, em 1819 era casado e residente na cidade da "Bahia" (Salvador).
F-7 Rosaura, em 1819 já era falecida; foi mencionada no testamento paterno, pelo qual faleceu solteira e sem filhos.

Inventários Lagunenses - Família Córdova

Inventários Lagunenses
Arquivo Histórico Municipal de Laguna/SC
(Casa Candemil)
Januária Rosa de Jesus (1858)
O texto abaixo se reproduz parcialmente da obra inédita de Moacyr Domingues, denominada "Famílias Lagunenses", disponível em http://www.scribd.com/doc/14650246/Familias-Lagunenses, acrescido de informações (em letra azul) retiradas do inventário de Januária Rosa de Jesus, autuado em 1858, em Laguna, depositado no Arquivo Histórico Municipal da mesma cidade (Casa Candemil).


SILVEIRA PACHECO, ANTÔNIO - Casou com Bárbara Rosa de Jesus, sendo ambos naturais da Ilha de São Jorge (Açores); pais de:

F-1 João Pacheco da Costa, n. Enseada de Brito; casou com Felizarda Rosa de Jesus, n. Enseada de Brito, fleg. Manuel Monteiro (n. En­seada de Brito) e de Rosa de Jesus (n. Ilha São Jorge); pais de:
(...)
N-5 Januária Rosa de Jesus, n. Laguna a 31/5/1807 (fl. 116) e falecida a 05/09/1858 na Barra, onde residia. Casou a 24/7/1830 (fls. 152/152v) com Floriano de Córdova, n. Freg. de São Francisco de Paula (RS) - batizado a 07/06/1797 em São Francisco de Paula (Vacaria, 1B-106 - informação de Gilson Justino da Rosa) -, fleg. Antônio Joaquim de Córdova e de Manuela da Silva. O inventário de Januária Rosa de Jesus foi autuado em 1858 (processo n. 1.237/1858, caixa 53), tendo sido inventariante o viúvo Floriano de Córdova, residente na Barra. O monte mor da herança era de 3:080$500 réis. Pais de:


BN-1 João Floriano de Córdova, casado, res. na Barra.
BN-2 Ana Januária, solteira, 25 anos, res. na Barra.
BN-3 Antônio Floriano de Córdova, solteiro, 24 anos, res. na Barra.
BN-4 Maria Januária c/c Antônio Flores de Mello, res. Campo Bom.
BN-5 Cristina Januária c/c Urbano de Morais, res. Larangeiras.
BN-6 João Floriano de Córdova, solteiro, 21 anos, res. na Barra.
BN-7 Mariana Januária, solteira, 19 anos.
BN-8 Francisco Floriano de Córdova, solteiro, 18 anos.
BN-9 Custódia Januária, solteira 17 anos.
BN-10 Manuel Floriano de Córdova, solteiro, 16 anos.
BN-11 Fausta Januária, solteira, 15 anos.
BN-12 José Floriano de Córdova, solteiro, 14 anos.
BN-13 Manuel, 10 anos.
BN-14 Miguel, 7 anos, todos residentes com o inventariante, na Barra.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Poesias de Mário Brasil

Poesias de Mário da Silva Brasil 

Bem na Lata


Quem as vir imponentes, donairosas,
Cheias de garbo e plenas de arrogancia,
Verdadeiras sultanas de elegancia
Dirá que são como tambem formosas.

Confessando a verdade, são mimosas,
E nos cofres têm ouro em abundancia,
Mas lastimo, sem duvida, a ignorancia
Que têm da educação tão lindas rosas.

Eis um facto que muito as desacata:
Comprimenta-as alguem que vae passando
E as janellas recebe pela “lata”.

A resposta porem têm as sultanas,
Pois o nosso Bocage, gracejando,
Por lá passa é um cacho de bananas.


Porto Alegre, 14-6-1910.