domingo, 18 de novembro de 2012

Alemães no RS: os Krüger/Krieger


Alemães no RS: os Krüger/Krieger

Autoria de: Luiz Klippert e Diego de Leão Pufal

[acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]

[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: KLIPPERT, Luiz e PUFAL, Diego de Leão. Alemães no RS: os Krüger/Krieger)in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/] 
[atualizado em 06-03-2015]

Dando continuidade à pesquisa genealógica de algumas famílias de origem alemã radicadas no Rio Grande do Sul, nesta postagem trataremos da descendência parcial do casal Johann Friedrich Krüger (no Brasil: João Frederico Krüger) e de sua esposa Caroline Henriette Marianne Koch, ambos emigrados para São Leopoldo na década de 1820.
Luiz Klippert é descendente do casal-emigrante, enquanto Diego de Leão Pufal do segundo casamento de Caroline Henriette Marianne Koch com José Corrêa Ferreira da Silva, mas aqui apenas abordaremos a história e genealogia dos Krüger.
Segundo refere Gilson Justino da Rosa (in Imigrantes alemães 1824-1853, p. 28), o casal Johann Friedrich Krüger e Caroline desembarcou na colônia de São Leopoldo no dia 26 de novembro de 1825, conforme a relação de colonos do médico Johann Daniel Hillebrand.
O autor Carlos Henrique Hunsche (in O Biênio 1824/25 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, p. 245) menciona:
KRÜGER, João Frederico, n.º 369/370 (1825 IX ½). Casal, chegado a São Leopoldo em 26-11-1825, passageiros da sumaca Conceição e provavelmente do Wilhelmine. Encadernador e comerciante em São Leopoldo, evg., n. 1810, Rostock/Mecklemburgo, fal. 10-8-1839 Feitoria Velha, c.c Carolina Henriqueta Mariana Koch. (...) João Frederico Krüger (pai) foi um dos principais farrapos alemães (Becker, Farrapos), preso em janeiro de 1837 pelo Capitão Kersting e em 1838, deportado para Rio de Janeiro: ‘estatura ordinária, claro, cabelos ruivos, olhos azuis e boca regular, rosto comprido, barba bastante e ruiva’ (Kersting) (...).
Já na obra “O ano 1826 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul”, Hunsche refere (pp. 497/498):
KRÜGER, João (Frederico), n.º 716 (1826 IV 190). Solteiro chegado a São Leopoldo em 17.4.1826, passageiro da sumaca ‘Argelino’, em cuja lista de passageiros figura como criado, adido à família do colono Adão Schuster (1826 IC 37/42), com a finalidade de despistar as autoridades, pois levava consigo o dinheiro e as joias que havia furtado ao Monsenhor Miranda, no Rio de Janeiro, em cuja residência trabalhava pouco tempo, como criado cativando a simpatia e a absoluta confiança do seu ilustre amo. Do Visconde de São Leopoldo ao presidente da província, Gordilho de Barbuda, em 11.7.1826: ‘Presumindo-se ter o Colono Allemão João Frederico Krüger roubado ao Monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiro o que consta da Nota inclusa (dinheiro e joias), e achando-se o dito Allemão actualmente na Colonia de S. Leopoldo, Ordena S.M. o I. que V. Exia. Empregue, com toda a efficacia, os meios que julgar convenientes para se descobrir o furto, participando o que souber sobre o objecto’; a resposta de 26.10.1826 confirma ‘o roubo do Colono João Frederico Krüger em bem do Monsenhor Miranda’ e acrescenta: ‘Foi preso e aprehendido o roubo’. Este ‘avulso’ é o mesmo ex-recluso e encadernador que chegou ao Rio de Janeiro em 11.10.1824 a bordo do ‘Georg Friedrich’ (1.ª viagem), embarcado em 26.6.1824 em Altona/Hamburgo, juntamente com a primeira deportação de reclusos mecklemburgeses (163 pessoas). (...) Na Guerra dos Farrapos foi um dos mais fervorosos adeptos contra o governo (...), mas foi preso, em janeiro de 1827, pelo Capitão Kersting e, em 1828, deportado para o Rio de Janeiro (...). [sic]

#OBS: acreditamos que há qualquer equívoco nos anos mencionados por Hunsche quando refere que João Frederico Krüger foi preso em janeiro de 1827 e deportado em 1828 para o Rio de Janeiro, visto que a Revolução Farroupilha nesta época sequer havia iniciado. Supomos, portanto, que se trate de 1837 e 1838 respetivamente. 
O mesmo autor, na citada obra, às fls. 82; 285 e 330/334 refere maiores detalhes sobre o suposto furto da nota acima e o fato de João Frederico Krüger ter sido um dos imigrantes alemães deportado de Mecklemburgo que, “ainda com as algemas postas nos pulsos’ (Bösche)”, foi posto no “bojo do veleiro ‘Georg Friederich’, na sua primeira viagem para o Brasil (1824)” (p. 332).
Embora as hipóteses levantadas por Hunsche, cuja pesquisa da imigração alemã no Estado do Rio Grande do Sul foi minuciosa e é base de todas as outras, é bem possível de que se trate ou de um homônimo ou de outro Krüger, dada algumas considerações:
·                    o próprio Hunsche afirma que foram quatro os “João Krüger” emigrados da Alemanha para o Brasil no período de 1824/1826: João Frederico Krüger; João Jorge Krüger; João Frederico Krüger e João Krüger, o que possibilita tratar-se, de fato, de quatro pessoas distintas, já que não seria muito lógico fosse um “foragido da lei” utilizar-se do mesmo nome, sabendo que seria facilmente descoberto;
·                    além disso, se as joias do Monsenhor Miranda foram recuperadas como afirma Hunsche e “preso e aprehendindo o roubo” em outubro de 1826, como justificar o fato de que, em janeiro de 1837, tivesse o “nosso” João Frederico Krüger sido preso por participar da Revolução Farroupilha? É difícil acreditar que mesmo após a prisão do autor do suposto crime, com sua possível remessa ao Rio de Janeiro, fosse posto em liberdade e mesmo depois fosse se tornar “dos mais fervorosos adeptos contra o governo” na Revolução Farroupilha.
Tais circunstâncias nos parecem que, na realidade, eram dois ou mais os “João Krüger”, resultando na confusão em razão da homonímia, até porque, caso contrário, não teria o “nosso” João Frederico Krüger sequer tempo hábil para participar ativamente da Revolução Farroupilha como afirma Hunsche.
Ressalvados esses aspectos que ainda demandam algumas pesquisas e análises, sabemos que João Frederico Krüger e Caroline Henriette Marianne Koch casaram-se no ano de 1825, possivelmente no Rio de Janeiro.
Após, seguiram para a colônia de São Leopoldo onde a família se radicou, fixando-se na parte central da cidade e onde nasceram seus filhos. A família frequentava a Comunidade Evangélica de São Leopoldo, onde se encontram os primeiros registros de batismos de seus filhos, como adiante se verá.
Já o sobrenome Krüger apareceu com grafias diversas durante as pesquisas: Krüger, Krueger, Krieger, Grieger e algumas outras corruptelas, o que eram extremamente comum pelo fato de o “K” ter som de “G” em alemão, assim como “ü” de “ie”, sem esquecer do intérprete, muitas vezes alguém de origem lusa registrando nomes e sobrenomes em outra língua.
Passamos, assim, à descendência parcial de João Frederico Krüger e esposa, observadas as seguintes abreviaturas:
“bat.” para batizado(a)
“c/c” para casou com
“fal.” para falecido(a)
“n.” para nascido(a) 
1. JOHANN FRIEDRICH KRÜGER (no Brasil: João Frederico Krüger), nascido pelo ano de 1801 possivelmente em Rostock, Mecklemburgo, Alemanha, e falecido a 10/08/1839 na Feitoria Velha, em São Leopoldo, filho de Johannes Krüger e Johanna, cujos nomes constam do batismo do neto Carlos Augusto Krüger.
João Frederico Krüger casou-se no ano de 1825, talvez na cidade do Rio de Janeiro com sua conterrânea Caroline Henriette Marianne Koch (também Carolina Georgina Henriqueta; Carolina Andregida Koch e outras variantes), nascida em 1805 em Herzog, ducado de Jullius Hütte, Goslar, Hannover, Alemanha e falecida a 13/04/1888 em São Leopoldo/RS, filha de Ludwig/Louis Koch[i] e Mariane Andreguetta.
Por ocasião do censo realizado entre os anos de 1847-1849 pelo médico da colônia alemã João Daniel Hillebrand (Povoadores Alemães no Rio Grande do Sul 1847-1849, p. 41), constaram como moradores no 2º Quarteirão de São Leopoldo:
·         Carolina Kruger, 41 anos, viúva, evangélica, natural da Alemanha e
·         Carl, filho, 15 anos, sapateiro, evangélico, alemão (sic).
Nesses tempos, isto é, em meados de 1840, sabemos que Carolina Henriette Marianne Koch já estava unida com seu segundo companheiro José Corrêa Ferreira da Silva, como ambos declararam em 17/02/1855, quando do contrato de casamento por eles celebrado em São Leopoldo. Na ocasião, ambos disseram que eram viúvos, cada um com cinco filhos de seus primeiros matrimônios, e que “tendo vivido ambos a mais de quinze anos em comum e de baixo do mesmo telhado, e querendo passar a uma vida mais regular e satisfatória ao Público e leis sociais, tem deliberado ambos tomarem novo estado a face da Igreja Catholica”.[ii]
Assinatura de Carolina Henriette Marianne Koch, em 1855.
Por coincidência ou não, no mesmo censo de 1847-1849 (Op. Cit., p. 59), residiam também no 2º Quarteirão de São Leopoldo:
·      José Corrêa Ferreira da Silva, viúvo, 55 anos, com ofício de negócio, proprietário de três escravos: Lisária, com 33 anos, Maria, 12 anos e João, 4 anos;
·         José Corrêa da Silva, filho, 15 anos;
·         Raimundo Corrêa da Silva, filho, 3 anos, e
·         Saturnina Corrêa da Silva, com 1/3 de idade.
Sabemos, ainda, que Raimundo foi o terceiro filho da união de Carolina Henriette e José Corrêa Ferreira da Silva, sinalizando que há muito moravam “de baixo do mesmo telhado” como se casados fossem.
Retornando à descendência de João Frederico Krüger e Caroline Henriette, sabemos que tiveram, no mínimo, seis filhos, sendo que apenas cinco viviam em 1855. Foram eles: João Frederico Krüger Filho, João Daniel Luiz Krüger, Carolina Krüger, Reginaldo Ignácio Krieger, Luiz Emanuel Krieger e Carlos Augusto Krüger, que seguem:
2-1 Johann Friedrich Krüger ou João Frederico Krüger Filho, n. 2/3/1827, São Leopoldo, onde batizado a 27/03/1827 na Igreja Evangélica, cidade em que faleceu a 21/03/1900. Casou em 1ª núpcias, a 27/09/1846, em Santa Maria da Boca do Monte, na Igreja Católica, com Rita Maria da Silva, ali nascida, e viúva de Custódio José Gonçalves. João Frederico casou-se em 2ª núpcias a 06/12/1855 em São Leopoldo (Igreja Evangélica) com Elisabeth Huhnfleisch, n. 06/06/1833, São Leopoldo, onde em dezembro de 1891 já era falecida, evangélica, filha de Johann Joachim Heinrich Huhnfleisch, seleiro de profissão (n. 21/06/1793, Lüneburg, Alemanha e fal. 22/09/1880, São Leopoldo) e Catharina Margaretha Meltzer (n. 20/02/1805, Bibelheim, Alemanha e fal. 16/12/1855, São Leopoldo). 
João Frederico Krüger foi seleiro de profissão, assim como seu segundo sogro, como declarou ao casar em 1855. Quando de seu primeiro casamento, realizado em Santa Maria, seu sobrenome foi grafado como “Grieguer”, onde, ao que parece permaneceu por cerca de 10 anos, vindo após para São Leopoldo.
Já em 1869, quando da realização do mapa de população de São Leopoldo, consta: João Frederico Krüger, 42 anos, casado, brasileiro, de profissão “lomb”, renda de 500$000 réis, 1 fogo; Elisabeth, 35 anos; Leopoldo, 10 anos; João H. Hunfleisch, agregado, 76 anos, viúvo, alemão (moradores no 1º distrito de São Leopoldo, em seu 4º Quarteirão). [AHRS - Fundo Polícia, maço 39].
Foram encontrados quatro filhos do segundo casamento de João Frederico Krüger com Elisabeth: Carlos Daniel Leopoldo, Joseph Karl, Robert Raimund e Carolina Amanda Elisa, que seguem:
3-1 Carlos Daniel Leopoldo Krüger, assinava apenas Leopoldo Krüger, n. 1º/08/1858, São Leopoldo, onde foi batizado a 25/09/1858 (Igreja Evangélica) e faleceu a 10/10/1939 em Porto Alegre. Foi seleiro como o pai e o avô materno, casando-se a 30/07/1892 em São Leopoldo com Marie Auguste Kullmann, n. 13/09/1863, São Leopoldo e fal. antes de out/1939), batizada evangélica em 1º/02/1864 em São Leopoldo, filha de Friedrich Kullmann/Cullmann (n. Birkenfeld, Alemanha e casado a 21/12/1862 na Igreja Evangélica de São Leopoldo) e Hermine Christiane Schuler (n. 28/12/1846, São Leopoldo), neta paterna de Karl Kullmann e Elisabeth Hase e, materna, de Carl Schuler (n. Nohen, Birkenfeld, Alemanha) e Maria Elisabeth Jacobus (n. Waldlaubersheim, Kreuznach, Alemanha). Leopoldo Krüger e esposa foram pais, ao menos, de três filhos:
4-1 Armando Bernardo Krüger, n. 07/11/1895, São Leopoldo. Sem mais notícias.
4-2 Carlos Roberto Krüger, n. 29/04/1897, São Leopoldo. Sem mais notícias.
4-3 Hugo Krüger, n. 23/01/1903, possivelmente em São Leopoldo. Foi comerciante, casando-se a 31/12/1936 em Porto Alegre com Nadir Martins Jaimes, n. 1º/01/1912, no RS, filha de Eduardo Menna Barreto Jaimes e Alcina Martins.
3-2 Joseph Karl Krieger, n. 06/03/1861, bat. 20/05/1861, na Igreja Evangélica de São Leopoldo, tendo como padrinhos a avó paterna Karoline Henriette Koch e José Corrêa Ferreira da Silva, de quem levou o nome. Sem mais notícias.
3-3 Robert Raimund Krieger, n. 20/04/1863, bat. 14/06/1863 em São Leopoldo, na Igreja Evangélica, tendo como padrinhos o meio-tio Raymundo Corrêa da Silva, de quem levou o nome, e Elisabeth Weber. Sem mais notícias.
3-4 Carolina Amanda Elise Krüger, n. 08/11/1874, bat. 09/02/1875, São Leopoldo, na Igreja Evangélica, onde casou a 19/12/1891 com o imigrante alemão Gustav Adolf Raue, n. 1864, Leipzig, filho de Wilhelm Raue (n. cerca de 1830, Leipzig) e Auguste (n. cerca de 1835, Dreiskau). Ao casar, Gustav Adolf era professor particular em Porto Alegre e encontramos ao menos um filho deste casamento:
4-1 Guilherme Augusto Raue, n. 13/01/1893, São Leopoldo.
2-2 Johann Daniel Krüger (assinava Daniel Krüger), n. 20/07/1830, São Leopoldo, onde bat. a 14/09/1830 na Igreja Evangélica. Casou a 05/01/1861 na Igreja Católica de São Leopoldo, tendo como testemunhas Tristão José Monteiro e José Corrêa Ferreira da Silva, com Johanna Felisbina Meisterlin, n. 11/11/1843, bat. 17/12/1843 na Igreja Católica de São Leopoldo e fal. a 17/07/1936, filha do boticário e ativista revolucionário farroupilha Heinrich Adolf Meisterlin (n. 23/12/1800, Schwäbisch Hall, Baden-Würrtemberg, Alemanha e fal. a 1º/04/1864 ou 26/10/1864, São Loepoldo) e de Elisabella Maria Bárbara Grimmion (n. 1815, Freiburg  e fal. 11/04/1902, Sapiranga), neta paterna de Georg Meisterlin e Barbara e, materna, de Jacob Grimion e Margaretha Aeby.
Em 08/01/1837, Heinrich A. Meisterlin escapou da prisão em São Leopoldo e contribuiu decisivamente na operação militar que resultou na libertação de 60 farrapos no dia seguinte. 
Nos mapas de população de São Leopoldo, cujo ano não descobrimos, consta:  Daniel Krüger, 39 anos, sapateiro, 1 fogo, renda de 200$000 réis; Felipina, 24 anos; Carolina, 6 anos e August, 3 anos (moradores no 2º Quarteirão do 1º Distrito de São Leopoldo  [AHRS - Fundo Polícia, maço 40].
Assinatura de João Daniel Krüger e de sua esposa Felisbina.
Johann Daniel e Johanna Felisbina foram pais de seis filhos: Maria Carolina, Carlotta Germana, Augusto Leopoldo, Maria Clotildes, Jorge e Francisco Edmundo Krüger, cujos nomes seguem:
3-1 Maria Carolina Krüger, n. 19/02/1862, bat. 09/03/1862, na Igreja Católica de São Leopoldo. Sem mais notícias.
3-2 Carlota Germana Krüger, n. 15/06/1863, bat. 16/08/1863, na Igreja Católica de São Leopoldo. Casou-se a 06/11/1886 na Igreja de N. Sra. do Rosário em Porto Alegre com Wilhelm Von Reisswitz, n. 1860 em Campo Bom/RS e fal. 12/07/1923, Pelotas/RS, filho de Friedrich Wilhelm Fruherr Von Reisswitz (Wilhelm Von Reisswitz) (n. 24/8/1820 em Breslau, hoje Wroclaw, Polônia e fal. 12/10/1876, Campo Bom) e Christina Würdig (n. 23/08/1834, São Leopoldo e fal. 05/07/1928, Porto Alegre), neta paterna de Wilhelm August Wenzel Joseph Von Reisswitz e Emphimie Marianne Von Waltier e, materno, de Johann Anton Julius Würdig (n. 12/04/1797, Königslutter, Braunschau e fal. 24/07/1855 em Hamburgo Velho/RS) e de Karolina Friederica Helena Pfingst (n. 1816, Hamburgo, Alemanha). Guilherme Von Reisswitz e esposa geraram a 3 filhos:
4-1 Guilherme Von Reisswitz (Willy Von Reisswitz), n. 18/12/1887, bat. 27/01/1889 na Igreja Católica de Novo Hamburgo/RS. Casou-se com Rosinha Eberle, com quem teve, ao menos, a filha Maria Eugênia Von Reisewitz casada em 1936 com Luigi Camilo Borsoi, italiano de Sacile.
4-2 Edo (Heitor) João Von Reisswitz, n. 12/6/1890, bat. 21/9/1890 em Hamburgo Velho, tendo como padrinhos os tios-avós Raymundo Corrêa da Silva e Carolina Diehl. Casou-se com Valéria Flach.
4-3 Antônio Victor Von Reisswitz, n. 15/05/1892, bat. 07/08/1892, Hamburgo Velho, tendo como madrinha Clothildes Krüger, e fal. em 1986. Casou-se a 29/09/1915 em Porto Alegre com Judith Pereira Berr, n. 17/04/1889 em Pelotas/RS, filha de Jacob Berr e Senhorinha Pereira. Pais de: Beulah, Dinah e Guilherme Jacob Von Reisewitz.
3-3 Augusto Leopoldo Krüger, n. 04/10/1865, bat. 12/12/1865 na Igreja Católica de São Leopoldo, e fal. 16/06/1917, Porto Alegre. Foi funcionário-público em Taquara. Casou-se a 07/12/1889 em Santa Catarina do Pinhal/RS com Otília Monteiro, n. 29/11/1869, São Leopoldo e fal. 28/09/1932, Porto Alegre, filha de Tristão José Monteiro Filho (n. 07/06/1846, Porto Alegre e fal. 07/09/1879, Santa Cristina do Pinhal/Parobé) e Elisabeth Carolina Heidrich (n. 1848, São Leopoldo “ou” Igrejinha e fal. 02/02/1909, Porto Alegre).  (obs: Otília também consta como nascida em 26/11/1868 em Taquara), neta paterna de Tristão José Monteiro, o fundador de Taquara, e de Ana Berwanger e, materna, de Johann Jacob Heidrich (n. 15/12/1817, Traunen, Birkenfeld, Alemanha) e de Elisabeth Lorenz.
Augusto e Otília tiveram, no mínimo, oito filhos que seguem:
4-1 Hugo Walter Krüger, n. 04/04/1892, Taquara, onde casou.
4-2 Maria Krüger, n. 12/07/1893, Taquara.
4-3 Oswaldo José Krüger, n. 03/06/1897, Taquara, onde bat. 10/07/1897 e fal. 26/07/1933, Porto Alegre; Foi comerciante em Novo Hamburgo, onde casou a 23/11/1921 com Wilma Helena Wolf Diefenthäler, n. 27/07/1902, Novo Hamburgo e fal. 17/05/1985, Porto Alegre, filha de José Theobaldo Diefenthäler (n. 06/07/1877 e fal. 18/04/1927, Novo Hamburgo) e de Maria Emília Wolf (n. 29/10/1877, Morro Reuter e fal. 03/07/1964, Novo Hamburgo). Pais de: Augusto Theobaldo Krüger (c/c Zilda Reckziegel) e Carmen Helena Krüger.
4-4 Alaíde Monteiro Krüger, n. 25/04/1900, Taquara. Casou-se a 14/11/1942 em Porto Alegre com Francisco Agostinho Duarte, n. 24/07/1893, Canguçu/RS, filho de Manuel Venâncio Duarte e Dalila da Cunha.
4-5 Alcida Marieta Krüger, n. 25/04/1900, bat. 07/07/1900 na Igreja Católica de Taquara, a qual acreditamos que seja a mesma Alaíde acima mencionada.
4-6 Delmar Arnaldo Krüger, n. 1903, Taquara. Casou-se a 12/02/1925 em Morro Pelado, então Santa Cristina do Pinhal, com Eulália Ondina Beck, n. 1906, Taquara, filha de Guilherme Frederico Beck e Artilde Florentina Fauth. Pais de 4 filhos: Eunice, José, Lueci e Sérgio Moacir Krüger.
4-7 Selma Nayr Krüger, n. 1905, Taquara, onde se casou a 21/12/1927 com Sady Barreto, n. 1903, Rosário do Sul/RS, filho de Theófilo Barreto e Augusta Duprat.
4-8 Nelson Augusto Monteiro Krüger, n. 19/11/1914 ou 07/09/1912, Porto Alegre, onde fal. a 22/09/2003, ginecologista e professor da Faculdade de Medicina/UFRGS, casado, pai de três filhas.
3-4 Maria Clotilde Krüger, n. 08/07/1868, bat. 09/08/1868, Igreja Católica de São Leopoldo. Em 1892 foi madrinha do sobrinho Antônio Victor Von Reisswitz e, em 1900, da sobrinha Maida Marieta, quando era solteira.
3-5 Jorge Krüger, n. 18/12/1870, bat. 29/01/1871 na Igreja Católica de São Leopoldo, onde teria casado.
3-6 Francisco Edmundo Krüger, n. 04/08/1879, bat. 16/01/1880 na Igreja Católica de São Leopoldo, onde teria falecido a 04/04/1929, casado.
2-3 Carolina Krüger, n. 12/03/1831 segundo consta de sua crisma ou em 12/03/1832, como referido em seu casamento, em São Leopoldo, onde se casou a 06/01/1848, na Igreja Evangélica, com Philipp Becker, padeiro em São Leopoldo, n. 24/03/1824, Kempfeld, Trier, Alemanha e fal. antes de 1874), filho do agricultor Johann Michael Becker (n. 16/04/1787, Kempfeld, Alemanha e fal. 16/11/1846, São Leopoldo) e de Juliana Heussner (n. 1800, Kempfeld, Alemanha).
No censo de 1847-1849 constam como moradores na Vila de São Leopoldo o jovem casal Felipe Becker, com 24 anos, padeiro, alemão, e sua esposa Carolina, com 16 anos, ainda sem filhos.
Philipp Becker chegou em São Leopoldo a 26/08/1846, juntamente com seus pais Johann Michael e Juliana, e cinco irmãos: Carl Becker (n. 1820 em Idar, Birkenfeld, c/c Wilhelmine Leyser); Catharina Becker (n. 13/08/1832, Kempfeld, c/c Ernst Bolt); Heinrich Becker (n. 1830, Alemanha) e Christian Becker (n. 1839, Alemanha).
Carolina e Philipp após mudaram-se para Porto Alegre e geraram 10 filhos, que seguem:
3-1 Juliana Becker, n. 19/09/1849, bat. a 07/11/1849, na Igreja Evangélica de São Leopoldo, tendo como padrinhos o padrasto de sua mãe, José Corrêa Ferreira da Silva, e a avó paterna Juliana Heuser Becker, de quem ganhou o nome.
3-2 Carolina Henrietta Becker, n. 09/08/1850, bat. a 02/10/1850, na Igreja Católica de São Leopoldo. Casou-se com Luiz Martinho Sebastião Halbappe, n. RS, filho de Johann Martin Halbappe (n. Alemanha) e de Carolina Diehl. Pais de:
4-1 Maria Carolina Halbappe, n. 12/04/1873, São José do Hortêncio/RS, bat. 10/05/1873 na Igreja São José dos Alemães em Porto Alegre.
3-3 Philipp Becker, n. 31/03/1852, bat. a 08/05/1852, na Igreja Evangélica de São Leopoldo. Possivelmente tenha falecido criança, visto que o seu irmão levou o mesmo nome, prática à época comum.
3-4 Philipp Becker, n. 21/03/1853, bat. a 26/05/1853, na Igreja Evangélica de São Leopoldo. Casou-se com Bertha Wiedemann, n. 22/11/1859, Porto Alegre, onde fal. 31/07/1947, filha de Heinrich Richard Emil Wiedemann (Emil Wiedemann) (n. 27/06/1829, Hanau, Alemanha e fal. 10/03/1907, Porto Alegre) e Catharina Haag (n. 09/11/1840, São Leopoldo e fal. 14/08/1914, Porto Alegre), neta paterna de Heinrich Wiedemann e Susanna Beschor e, materna, de Johann David Haag e Maria Margaretha Philippine Geyer. Philipp e Bertha foram pais de: Oscar Becker.
3-5 Wilhelmine Maria Becker (Guilhermina Becker), n. 17/09/1853, São Leopoldo e fal. 30/01/1892, possivelmente em Porto Alegre. Casou a 24/01/1874 na Igreja de São José dos Alemães em Porto Alegre com Carlos Daudt, n. 22/06/1851, bat. 18/08/1851, na Igreja Católica de São Leopoldo, e fal. 06/04/1923, Porto Alegre), filho de Mathias Daudt (n. 15/08/1815, Heimersheim, Rheinland-Pfalz, Alemanha e fal. 04/08/1915, São Leopoldo) e Maria Barbara Linck (n. 1820, Alemanha e fal. 06/08/1877, São Leopoldo), neto paterno de Johannes Daudt e Barbara Schumacher e, materno, de Jacob Linck e Gertrud Klug. Após o falecimento de Guilhermina Becker, Carlos Daudt casou-se com a prima de sua esposa, Maria Carolina Corrêa da Silva, com quem teve mais cinco filhos).
Carlos Daudt foi comerciante de porte de ferro sueco e ferramentas entre 1881/1889, com estabelecimento na Rua da Praia, em Porto Alegre, como informa Magda R. Gans (Presença Teuta em Porto Alegre no século XIX – 1850-1889. Porto Alegre: UFRGS, p. 52). Em 27/11/1889 Carlos ingressou na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, quando contava 38 anos, comerciante, natural do Rio Grande do Sul.
Carlos e Guilhermina tiveram 11 filhos a saber:
4-1 Carlos Mathias Oscar Daudt, n. 20/01/1875, Porto Alegre, onde fal. a 24/09/1947. Foi comerciante, casando-se a 27/04/1899 em Porto Alegre com Maria José da Silva Teixeira, ali n. e onde fal. 30/04/1946, filha de Joaquim José da Silva Cinco Paus Filho e Ana Dulce Lopes Teixeira. Carlos também foi Irmão da Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre, assim como seu pai. Foi pai de oito filhos: José Carlos Daudt (c/c Nely Rick); Oscar Daudt Filho (Oca) (c/c Regina Lopes de Almeida, pais do jornalista José Antônio Daudt); Guilhermina Maria; Célia Dulce; Wilma; Edgar Maria; João Luiz e Lola Margo Daudt (c/c Fernando Ortiz Schneider).
4-2 Carolina Maria Mafalda Daudt, n. 1º/05/1876, Porto Alegre, onde bat. 22/07/1876, na Igreja São José dos Alemães. Faleceu solteira em São Leopoldo a 07/08/1942.
4-3 Olinda Guilhermina Daudt, n. 19/10/1877, Porto Alegre, onde casou a 29/09/1904 com Guilherme Ricardo Kremer, n. 10/05/1872, comerciante, filho de Johann Nicolau Kraemer e Elisabeth Hoeppner. Foram pais de: Ismênia Tecla (c/c Eric Strunz, alemão); Ilka Helmy (c/c Ernest Hugo Heidrich); Ricardo Guilherme (c/c Lilly Amália Heidrich); Irene Antonieta, Victor Antônio e Olga Carmem Kraemer (c/c Willy Iserhard).
4-4 Carlos Daudt, n. 20/05/1879, Porto Alegre.
4-5 Arthur Frederico Daudt, n. 10/07/1880, Porto Alegre.
4-6 Arnaldo Daudt, n. 29/07/1881, Porto Alegre, onde se casou a 04/09/1926, na Igreja de N. Sra. da Conceição, com Josephina Gadio, n. 1888, f. de Domingos Gadio e Ana Honorato.
4-7 Waldemar Fernandes Daudt, doutor, n. 15/09/1882, Porto Alegre, onde se casou a 17/12/1908 com Judith Antunes, f. de Luiz Francisco Antunes e Francisca Dias. Pais de: Luiz Carlos (c/c Ruth Nathalia Ruschel); Acélio Hector (c/c Jurema Poester Santos); Clélia Heddy (c/c Werner Schneider), Izar Nadyr e Octávio Waldemar Antunes Daudt.
4-8 João Emílio Daudt, n. 14/09/1883, bat. 17/12/1883 na Igreja de São José dos Alemães e fal. a 18/12/1883, também em Porto Alegre.
4-9 Edmundo Luiz Daudt, n. 20/07/1885, Porto Alegre, onde casou com Carmen Aaron, f. de Eduardo Aaron e Alice Blazolly. Pais de: Odette Carmem e Raul Edmundo Daudt.
4-10 Elsa Daudt, n. 23/12/1886, bat. 21/01/1887, na Igreja de N. Sra. do Rosário em Porto Alegre, cidade em que fal. a 06/07/1888.
4-11 Maximiliano Sílvio Daudt, n. 03/10/1888, Porto Alegre, onde casou em 1ªs núpcias, a 03/10/1917 com Eugênia Zanol, f. de Domingos Zanol e Mathildes Scola. Casou na mesma cidade, em 2ªs núpcias, a 19/11/1921 com Olinda R. Chiaradia, n. 1893, f. de Francisco Chiaradia e Amélia Vicentina.
3-6 August Louis Becker, n. 05/08/1854, bat. a 18/11/1854, na Igreja Evangélica de São Leopoldo. Sem mais notícias.
3-7 Albin Becker, n. 27/08/1857, Porto Alegre, bat. a 29/10/1858 na Igreja Evangélica de São Leopoldo, e fal. 26/12/1860, Porto Alegre.
3-8 Maria Becker, n. 25/08/1858, São Leopoldo, onde fal. no mesmo dia.
Reginaldo Ignácio Krieger, em
meados de 1890.
[do acervo de Luiz Klippert]
3-9 Maria Emilie Becker, n. 21/09/1859, Porto Alegre e bat. 25/11/1860 na Igreja Evangélica de São Leopoldo. Casou-se a 03/12/1881 em São Sebastião do Caí/RS (registrado em São Leopoldo na Igreja Evangélica) com Johann Jacob Weber, n. Lomba Grande, seleiro no Caí, filho de Franz Weber (n. Moehrschütt, Oberstein, Alemanha) e Caroline Bohrer (n. São Leopoldo).
3-10 Friederike Louise Becker, n. 27/09/1860, Porto Alegre, bat. 25/11/1860, na Igreja Ev. de São Leopoldo. Sem mais notícias.
2-4 Reginaldo Ignácio Krieger (foi o único dos filhos que seguiu com o sobrenome Krieger ao invés de Krüger, apesar de alguns sobrinhos seus terem sido registrados com aquela primeira grafia), n. 07/06/1832, conforme sua confirmação em São Leopoldo ou 22/07/1833 como consta de sua lápide, e fal. 30/04/1910 em São Nicolau/RS.
De acordo com Milton Krieger e Jorge Alberto Krieger, ambos pesquisadores da família, Reginaldo foi comerciante e curtidor de couros. Sabemos que foi para Santa Maria da Boca do Monte, talvez com o irmão João Frederico. Nesta cidade, em 1862 já estava estabelecido com uma casa comercial que girava sob o nome de “Reginaldo & Corrêa”, quando fez uma hipoteca em favor de Fidelis Alves Ferraz (APERS: livro 2º do 1º Tabelionato de Santa Maria, pp. 79v/82).

Pedro do túmulo de Reginaldo Ignácio Krieger, no cemitério de São Nicolau/RS, à esquerda.
Assinaturas de Reginaldo Ignácio Krieger e de sua esposa Prudenciana, em 1862, na figura da direita.
Após, Reginaldo foi para a região das Missões e, em seguida, para a Argentina, deixando considerável descendência. Reginaldo casou-se em 1ªs núpcias a 28/02/1854 na Igreja Católica de Santa Maria/RS com Prudência Mering, n. São Leopoldo cerca de 1835 e falecida em 1879 em Santa Ana, Argentina, filha de Johann Christian Diederich Moering (n. 1804, Ovenstädt, Hannover, Alemanha; comerciante, chegado em São Leopoldo da Alemanha a 04/03/1830) e de Anna Catharina Fritz (n. 1814, Gedern, Hessen, Alemanha), neta paterna de Joachim Friedrich Moering e Clara Catharina Roppings e, materna, de Conrad Michael Fritz (n. 27/3/1779, Gedern, Alemanha e fal. 04/07/1846, São Leopoldo; alfaiate, evangélico, chegado em São Leopoldo a 21/05/1825) e de Elisabetha Rullmann.
Reginaldo casou-se em 2ªs núpcias com Petrona Nuñez, n. cerca de 1860, Paraguai e fal. 30/06/1928, aos 68 anos, em Itacaruaré, Missiones.
Mais dados sobre a biografia de Reginaldo, assim como a sua fotografia podem ser vistos no sítio http://www.kruger-krieger.com/Reginaldo.htm, de Jorge Alberto Krieger.
Reginaldo e esposas geraram a 16 filhos, que seguem:
3-1 João Jorge Krieger (f.º do 1º casamento), capitão, n. 04/09/1854, bat. 07/04/1855, Santa Maria, e fal. 25/08/1934. Casou-se com Máxima Silveira Marques, n. Santa Maria, filha de José Silveira Marques e Maria de Jesus. João Jorge e Máxima geraram 14 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-2 Eduardo Krieger, n. 13/10/1856, bat. 12/12/1856, Santa Maria e fal. 1936. Casou em Santa Maria com Maria Cândida de Oliveira, com quem teve 12 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-3 Afonso Krieger, n. 1857, Santa Maria. Casou-se com Amália von Billerbeck, n. San Izidro, Argentina, filha de Karl Louis Ferdinand von Billerbeck e Luísa Zimmermann. Pais de cinco filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-4 Propício Krieger, n. 18/09/1858, Santa Maria e fal. 08/07/1945. Casou-se com Wilhelmine von Billerbeck, irmã de Amália acima citada, antepassados de Jorge Alberto e Milton Krieger, também pesquisadores da família (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-5 Diogo Krieger (Diego Pedro Krieger), n. 10/07/1860, bat. 17/11/1860, Santa Maria e fal. em 08/08/1953 em Posadas. Casou-se com Silvana Silveira Marques, irmã de Máxima, acima citada, com quem teve 13 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-6 Leôncio Krieger, n. 25/12/1862, bat. 21/12/1862, Santa Maria e fal. antes de 1900 na Argentina.
3-7 Humberto Krieger, n. 04/07/1864, bat. 04/07/1864, Santa Maria e fal. 25/06/1907. Casou em Santa Maria com Antônia Silveira Marques, irmã de Silvana e Máxima, acima mencionadas, com quem teve 6 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-8 José Krieger, n. 18/05/1866, Santa Maria, onde se casou com Alvina Machado, deixando descendência em São Nicolau e em São Luiz Gonzaga/RS. Houve 8 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-9 Rodolfo Krieger, n. 1873, Santana, Missiones, Argentina, tendo sido assassinado em dezembro de 1924 nas Missões/RS. Casou-se com Maria das Dores Moura, com quem teve 8 filhos, dentre eles Germano Emílio Krieger, citado em http://pufal.blogspot.com.br/2008/08/jean-charles-pompe-demoly-e-sua.html (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-10 Carlos Fernando Krieger, n. 30/05/1876, Santa Maria, onde fal. em 1879.
3-11 Carmen Nunes Krieger (f.ª do 2º casamento), n. 28/07/1880, Santa Ana, Argentina. Casou-se com Fredolino Santrovitsch, falecido na década de 1920, assassinado. Houve 7 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
3-12 Reginaldo Krieger, n. 20/10/1881, Santana, Missiones, Argentina e fal. 19/11/1923, São Borja/RS. Casou-se com Isabel von Billerbeck, n. cerca 1887, São Luiz Gonzaga/RS e fal. 14/01/1952, irmã de Amália e Wilhelmine, acima mencionadas. Deste casamento houve 3 filhos, dentre eles Daniel Krieger, senador e advogado (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
O Senador Daniel Krieger, no antigo Palácio Monroe (RJ)
[do acervo de Luiz Klippert]
3-13 Carolina Nunes Krieger, n. 11/07/1886, bat. 11/01/1890, Santa Ana, Missiones, Argentina e fal. 12/01/1973. Casou-se com Manuel Elígio Mongelos, n. Argentina, com quem teve 2 filhos.
3-14 Fidelina Nunes Krieger, n. 24/04/1888, bat. 11/01/1890, Santa Ana, Missiones, Argentina e fal. 19/10/1980. Casou com Lorenzo Bouix, com quem teve 1 filha.
3-15 Marcelino Krieger, n. 18/04/1890, Argentina. Casou-se com Maria Dolores Ribas Pinheiro, com quem teve 5 filhos.
3-16 Catalina Nunes Krieger (Catola), n. 30/04/1894, Santa Ana, Missiones, Argentina. Casou-se com Aristides Ávila, com quem teve 10 filhos (para maiores detalhes vide: http://www.kruger-krieger.com/arbol.htm).
2-5 Luiz Emanuel Krüger, n. 20/05/1835, bat. 28/05/1835, na Igreja Evangélica de São Leopoldo, em cujo registro apenas consta o nome da mãe. Possivelmente Luiz tenha falecido ainda criança, pois em 1855, quando do pacto antinupcial, sua mãe refere ter cinco filhos do primeiro casamento. Além disso, o Pastor deixou de registrar os óbitos ocorridos em São Leopoldo nos anos de 1837/1838, talvez em razão de estarem em meio à Revolução Farroupilha, quando presumimos tenha falecido Luiz.
2-6 Carlos Augusto Krüger, n. 14/10/1836, Porto Alegre, e bat. 15/07/1839 na Igreja Católica de Madre de Deus (Catedral) e já fal. em setembro de 1891. Sabemos que Carlos tinha o ofício de sapateiro, o qual possivelmente seguiu durante sua vida.
Registro de batismo de Carlos Augusto, realizado em 1839 na Catedral de Porto Alegre.
O padre e depois arcebispo de Porto Alegre, Thomé Luiz de Souza, grafou o sobrenome
"Krüger" como "Crigara", em razão da pronúncia.
Casou-se a 17/08/1862 na Igreja Católica de São Leopoldo com Maria Jacobina Meisterling, n. 04/04/1847, bat. 05/05/1847 na Igreja Cat. de São Leopoldo, filha de Heinrich Adolf Meisterlin e Maria Bárbara Grimmion, acima mencionados.
Assinatura de Carlos Augusto Krüger.
Tiveram 4 filhos:

3-1 Carlos Adolfo Krüger, n. 03/06/1866, bat. 11/07/1866, na Igreja Católica de São Leopoldo. Foi ourives e sapateiro em São Leopoldo, onde casou a 26/09/1891 com Avelina Martins, ali n. 1870, filha de Michel Mertins e Maria Inácia. Pais de, ao menos, 5 filhos:
4-1 Antônio Praxedes Krüger, n. 21/07/1892, bat. 18/09/1892, Igreja Católica de São Leopoldo. Casou-se a 27/09/1919 em Porto Alegre, na Igreja N. Sra. dos Navegantes, com Adelina da Silva, filha de Joaquim da Silva Neto e Maria Josefina.   
4-2 Eugênia Adolfina Krüger, n. 13/12/1893, bat. 11/11/1894, Igreja Cat. de  São Leopoldo. Casou-se a 05/12/1923 em Porto Alegre, na Igreja das Dores, com Anaurelino Rodrigues Machado, n. 1900, Bagé/RS, f. de José Rodrigues Machado e Maria Deolinda.
4-3 Arnildo Edemar Krüger, n. 02/03/1899, bat. 12/07/1899, Igreja Cat. de São Leopoldo, onde fal. 21/03/1971. Casou-se em 1ªs núpcias, a 20/12/1919 em Porto Alegre, na Igreja N. Sra. Auxiliadora, com Maria Dolores Thimoteo da Cunha, n. 1903, Montenegro/RS, e fal. 11/4/1926, Porto Alegre, f. de Antônio Thimoteo da Cunha e Maria Antônia Palatino. Casou-se em 2ªs núpcias com Leonor Vidal, n. 9/12/1914, RS, filha de Albino Vidal e Maria.
Arnildo Edmar Krüger, segundo escreveu Sônia Weber Cardoso (São Leopoldo Antigo, pp. 142/143), foi um grande artista expert na arte do vime. Morou, quando pequeno, na Rua Independência, na mesma casa em que nasceu, próxima ao rio, em São Leopoldo.
Houve, ao menos, 2 filhos do 1º casamento: Leocy e Edmar Krüger, nascidos em Porto Alegre. E, do 2º casamento, ao menos 3 filhos: Iolanda Judith, Dalva Izabel e Iara Maria Krüger.
4-4 Edelfria Georgeta Krüger, n. 15/10/1903, bat. 16/12/1903, Igreja Católica de São Leopoldo.
4-5 Maria Ettônia Margarida Krüger, n. 05/11/1905, bat. 03/05/1908, Igreja Católica de São Leopoldo.
3-2 Oscar Lindholfo Krüger, n. 20/12/1867, bat. 18/02/1868, na Igreja Católica de São Leopoldo, onde teria se casado.
3-3 Maria Adelaide Krüger, n. 09/04/1876, bat. 07/08/1876, na Igreja Católica de São Leopoldo, onde fal. a 12/01/1877.
3-4 Raymundo Ataliba Waldemar Krüger, n. 10/09/1878, bat. 16/09/1878, na Igreja Católica de São Leopoldo e falecido nos anos 40). Foi pintor-artista, casado a 16/02/1907 em São Leopoldo com Celina Adolphina Mayer, n. 02/04/1891, São Leopoldo e fal. 08/02/1928, Porto Alegre, parteira, filha do agricultor Pedro Mayer e Maria Ermel, os quais foram tratados neste blog na família Mayer (vide http://pufal.blogspot.com.br/2011/08/alemaes-no-rs-os-mayer.html). Pais de:
4-1 Zulmira Leontina Francisca Krüger, n. 10/08/1907, bat. 25/12/1907, na Igreja Católica de São Leopoldo e fal. 03/09/1997, Porto Alegre). Casada com Oscar Ribeiro Stieh, n. 1908 e fal. 16/04/1981, Porto Alegre.
4-2  Waldomiro Krüger, n.  1º/10/1909, Porto Alegre e fal. 22/04/1979, Porto Alegre), economista, casado a 29/03/1933 em Porto Alegre com Branca Campello, n. 25/09/1908, Belém do Pará, filha de Luiza Rodrigues (falecida por volta de 1910) e Urbano Campello (n. cerca 1881).  Tiveram 2 filhos: Marlene Krüger e Carlos Alberto C. Krüger.
4-3 Maria Mayer Krüger, n. 27/04/1913, Porto Alegre, onde 13/12/1985. Casou a 4/8/1934 com Hermann Heinrich Klippert, n. 06/01/1902, Halle, Alemanha e fal. 14/10/1970, Porto Alegre, filho de Willy Johannes Klippert e Philippine Luise von Rössing. Maria Mayer e Hermann são avós maternos de Luiz Klippert.

Arquivos e fontes de pesquisa:
- "Livros de Registro Comunidade Evangélica de São Leopoldo  Rio Grande do Sul - Brasil (século XIX) - 2. edição revista e ampliada"
- Arquivo da Diocese de Santa Maria: livros de casamentos de Santa Maria.
- Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA): livros de batismos, casamentos e óbitos de São Leopoldo, Porto Alegre, Santa Cristina do Pinhal, Taquara, Novo Hamburgo.
- Arquivo Histórico do Estado do Rio Grande do Sul (AHRS): fundo da polícia.
- Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): inventários de São Leopoldo; talões do Registro Civil de Porto Alegre.
- Arquivos pessoais de: Alexandre Tollens Linck (in memorian), Nilton Krieger, Diego de Leão Pufal, Luiz Klippert; Luís Corrêa da Silva; Viviane Velloso Wiedemann.
- Igreja dos Mórmons: microfilmes do Registro Civil de São Leopoldo.

Bibliografia:
- CARDOSO, Sônia Weber. São Leopoldo Antigo. Porto Alegre: Suliani, 2007.
- FREAZA, Carlos M. Reginaldo Ignácio Krieger: Pionero y Patriarca.
- HUNSCHE, Carlos Henrique. O ano 1826 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Metrópole, 1977.
- HUNSCHE, Carlos Henrique. O Biênio 1824/25 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Nação ed., 2.ª ed., 1975.
- KRIGER, Jorge Alberto. Krüger – Krieger. Site: http://www.kruger-krieger.com/
- LICHT, Otávio Augusto Boni. Povoadores Alemães no Rio Grande do Sul 1847-1849. Porto Alegre: EST, 2005.
- ROSA, Gilson Justino da. Imigrantes alemães (1824-1853). Porto Alegre: EST, 2005.
- GANS, Magda R. Presença Teuta em Porto Alegre no século XIX – 1850-1889. Porto Alegre: UFRGS.

Agradecimentos: Vanessa Gomes de Campos.



[i] Apesar das tentativas em descobrir o registro de batismo ou do casamento dos pais de Caroline Henriette, nada conseguimos em pesquisas realizadas na cidade indicada. Além disso, é corrente na família a história que Caroline seria parenta de Heinrich Hermann Robert Koch, médico, patologista que descobriu o bacilo de Koch – o bacilo da tuberculose -, mas acreditamos que seja mera ligação em razão do sobrenome idêntico.
[ii] O documento consta do inventário de José Corrêa Ferreira da Silva, autuado em São Leopoldo sob o n.º 655, maço 23, 1º cartório de Órfãos de São Leopoldo, Arquivo Público do Estado do RS (APERS).

5 comentários:

Anônimo disse...

COMUNICAMOS O FALECIMENTO DE DINAH BERR REISSWITZ DUTRA DA CRUZ COM 95 ANOS OCORRIDO NO DIA 30 DEZEMBRO DE 2013 NO HORARIO DAS 13:50H DA MADRUGADA.
COMO CAUSA DA MORTE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA,DEMENCIA SENIL.

DIEGO DE LEÃO PUFAL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DIEGO DE LEÃO PUFAL disse...

Meus sentimentos pelo falecimento da d. Dinah. Vou incluir a informação em meu banco de dados. Sds., Diego.

Michele Kotlinsky disse...

Boa Tarde. Sabe se algum dos descendentes conseguiu cidadania alemã?? Faço parte dessa linhagem dos Kruger por parte da minha mãe que é bisneta de Carlos Adolfo Kruger.

Diego de Leão Pufal disse...

Olá Michele. Na época em que os Krüger emigraram para o Brasil, o Estado alemão atual não existiam, cuja unificação alemã apenas se deu em 1871. Portanto, somente descendentes de imigrantes emigrados para outro país após este ano têm direito à cidadania alemã, desde que preenchidos os demais requisitos, os quais podes consultar na página da embaixada.