domingo, 23 de janeiro de 2011

Famílias Portuguesas nas Missões (Família de Antônio Manoel de Oliveira)

FAMÍLIAS PORTUGUESAS NAS MISSÕES

Família de Antônio Manoel de Oliveira

***

Autoria de Zélce Mousquer

Edição de Diego de Leão Pufal


[dúvidas, acréscimos e correções, escreva para diegopufal@gmail.com]


[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: MOUSQUER, Zélce e PUFAL, Diego de Leão. Famílias Portuguesas nas Missões (Família de Antônio Manoel de Oliveira)in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/] 

[publicado em 23/01/2011]
[atualizado em 09/03/2017]

*** 

ABREVIATURAS:

bat. = batizado(a);
c/c = casado(a) com;
n = nascido(a);
n.m. = neto(a) materno(a);
n.p.= neto(a) paterno(a).
As relações F (filho), N (neto), Bn (bisneto), Tn (trineto), Qn (quarto-neto), Pn (pentaneto), têm como referência o casal base (genearca) (Filho, Neto, Bisneto).
***

FAMÍLIA DE ANTÔNIO MANOEL DE OLIVEIRA, TROPEIRO E RECONSTRUTOR DO POVOADO DE SANTO ÂNGELO.
O tropeiro Antônio Manoel de Oliveira natural de Itapetininga (...) viajava para o Rio Grande do Sul, comprando mulas xucras, e em grandes tropeadas, retornava às suas propriedades, onde negociava estes animais. Nesta atividade, percorreu o sul, acompanhado de seus escravos, isso lá pelos anos de 1820.
Dono de fazenda de café em Sorocaba/SP, veio para as Missões, em meados de 1830, atraído pelo rendoso comércio de mulas e pela disponibilidade de terras, o que o levou a requerer uma concessão de sesmarias, em terras situadas na região de Santa Teresa e Inhacorá, atingindo as proximidades da hoje cidade de Catuípe, instalando ali a sede de sua estância, no conhecido Lajeado das Pombas, interior do Povo de Santo Ângelo, então distrito de Cruz Alta .
Antônio Manoel voltou para Sorocaba/SP, apenas para vender a fazenda de café, retornando para sua estância aqui no sul, em definitivo, trazendo regular número de escravos pra suas novas terras, inclusive construindo moradia no Lajeado das Pombas e depois no Povoado de Santo Ângelo Custódio.
Antônio Manoel dedica-se ao rendoso comércio de mulas, comprando e invernando-as em suas terras, para depois negociá-las em Sorocaba.” BINDÉ, 2006, p.47 - 51.
Antônio Manoel era solteiro quando, em definitivo, tomou o rumo das Missões, entre 1825- 1830, acompanhado de sua irmã, a viúva Maria Francisca de Oliveira, a sobrinha Maria Joaquina de 2 anos (sua futura esposa) e um outro sobrinho jovem e solteiro, José Manoel de Oliveira (2º esposo de Maria Joaquina).
Após vender sua fazenda de café, “Sinhá Maria” – com área de 750 hectares, em Sorocaba/SP e acompanhado de mais de 20 escravos, entre homens, mulheres e crianças, além de seus familiares, Antônio Manoel chega à região de Santo Ângelo. Montados em lombo de mula, após 65 dias de viagem, percorreram o trajeto: Sorocaba, Tatuí, Itapetininga, Buri, Itapeva, Itaraté e Jaguaraíva. No Estado do Paraná, passaram por Piraí, Castro, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa, Rio Negro, Magra. Santa Catarina: Curitibanos e Campos Novos. No Rio Grande do Sul, Vacaria, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Carazinho, Palmeira e Santo Ângelo.
Antônio Manoel de Oliveira e Antônio Gomes Pinheiro Machado tiveram a iniciativa de reconstruir o Povoado Jesuítico de Santo Ângelo Custódio, que se encontrava em ruínas.
Para isto, abriram um caminho até as ruínas do Templo Jesuítico e aproveitando os vestígios da praça do antigo povoado jesuítico, construíram suas habitações, ao redor deste espaço (velha praça), que deu origem à atual Praça Pinheiro Machado.
Quando da instalação definitiva da Freguesia de Santo Ângelo (14.1.1857), a residência de Antônio Manoel (onde hoje se encontra a farmácia Licht) teve um papel de destaque, pois ali foi rezada a primeira missa em 4.3.1860, pelo Padre Manoel da Silva Guimarães Araxá, além de ter sediado a sede da paróquia de Santo Ângelo durante a construção da nova Igreja. Antônio Gomes Pinheiro Machado construiu sua morada em diagonal à do amigo.
Sobreposição da planta da antiga redução (CABRER)
 sobre a da cidade atual, indicando a localização
aproximada das primeiras ocupações no entorno
da antiga praça da redução. Yunes, 1955, pp. 132/135


Sede da Paróquia instalada em 1860, refere-se a
moradia de Antônio Manoel de Oliveira,
que abrigou a sede da paróquia,
durante a construção da nova igreja.
- Foto cedida e digitalizada por Wilmar Campos Bindé

Praça Pinheiro Machado/1900, Santo Ângelo, onde vemos, ao fundo, a igreja da vila (erguida no mesmo local do antigo Templo Missioneiro). No lado esquerdo da Igreja, onde era o antigo cemitério da redução, vemos o prédio  da Intendência Municipal (quartel, cadeia e fórum da comarca). Ainda no lado esquerdo, casa de Bernardo José Rodrigues, onde temos hoje, o Museu Municipal (Rua Antunes Ribas).  Lado direito da foto, a Rua Marquês do Herval - Foto do acervo do Arquivo Histórico Municipal Augusto César Pereira dos Santos, Santo Ângelo/RS.

Antônio Manoel de Oliveira casa-se em 1842, Santo Ângelo, com a sua sobrinha Maria Joaquina de Oliveira, então com 15 anos de idade.
Antônio Manoel faleceu em 22.3.1861, aos 60 anos, em sua fazenda no Lajeado das Pombas.
E teria sido por essa época, fins de 1860, que Antônio Manoel, velho e doente, pedia ao sobrinho José Manoel Vieira que, após sua morte, casasse com sua mulher Maria Joaquina porque ficavam muitos bens, muito dinheiro e ela, então viúva, não teria condições de sozinha cuidar tudo. Essa mesma conversa ele teria tido com sua irmão Maria Francisca, mãe de Maria Joaquina.” (Bindé, 2006. p. 47).
A viúva Maria Joaquina casa, então, possivelmente no ano de 1862, com o primo José Manoel Vieira, ela estava com 35 anos e ele 40 anos. José Manoel faleceu aos 59 anos, em 13.3.1882, Santo Ângelo/RS.
O nome de José Manoel Vieira consta no quadro de obreiros da instalação da Loja Maçônica Luz da Serra em Santo Ângelo/RS, no anos de 1877/1878 .
Filhos de Antônio Manoel de Oliveira com a sobrinha Maria Joaquina de Oliveira: Joaquim, Antônio, Salustiano e Francisco (?).
F1. JOAQUIM MANOEL DE OLIVEIRA nasceu em torno de 1857.
F2. ANTÔNIO MANOEL DE OLIVEIRA FILHO nasceu em torno de 1858 e faleceu em abril 1894, na Revolução Federalista (degolado)[1] no município de Palmeiras. Morador em Santo Ângelo, onde casou em 1887 com Gertrudes Antunes Ribas, n. 17.10.1860, bat. 27.7.1861, Santo Ângelo/RS, filha de Salvador Antunes da Costa[2] natural de São Paulo, falecido em 12.12 1882, Santo Ângelo/RS e Maria da Gloria Ribas Antunes, natural do Paraná e falecida em 20.4.1905, no 3º distrito de Santo Ângelo/RS.
Os avós maternos de Gertrudes foram Antônio dos Santos Pinheiro e Gertrudes de Oliveira Ribas.
N1. Rosalina Ribas de Oliveira nascida em 24.9.1883, casou aos 24 anos, em 1908, Santo Ângelo/RS, com Domingos Gonçalves Mello nascido 17.8.1878, filho de Balbina Nunes Vieira[3] e Henrique Gonçalves da Costa Mello. Moradores no 1º distrito de Santo Ângelo/RS.
Bn1. Dilecta de Oliveira Gonçalves nascida 10.3.1914 no 1º distrito de Santo Ângelo/RS, casa em 1935 com Frederico Copetti nascido em 19.2.1905 no 2º distrito de Júlio de Castilhos, filho de Jacob Copetti nascido em 29.9.1876 e Antonia Londero Copetti, falecida em 15.7.1916 no 1º distrito de Santo Ângelo/RS. Dilecta e Frederico foram moradores no 1º distrito de Santo Ângelo.
Bn2. Domingos Gonçalves de Mello, n. 25.11.1914, Santo Ângelo e fal. 2002, Catuípe/RS. C/c Iracema Siqueira.
N2. Arminda Ribas de Oliveira nasceu a 8.10.1888, casou a 14.2.1906, Santo Ângelo/RS com seu tio Vicente Manoel Vieira, 30 anos, nascido a 26.7.1875, Santo Ângelo/RS filho de José Manoel Vieira e Maria Joaquina de Oliveira (viúva de Antônio Manoel de Oliveira).
N3. Maria Ribas de Oliveira casou-se aos 26 anos, em 1914, Santo Ângelo/RS com Laurindo Francisco de Aguiar 26 anos, natural deste estado, morador no 1º distrito de Santo Ângelo/RS, filho de Maria Delfina da Silva.
N4. Ana Ribas de Oliveira, fal. a 7.6.1935 em Santo Ângelo/RS. Casou-se com o tio Salustiano de Oliveira, que morreu na Revolução de 1893 (degolado), filho de Antônio Manoel de Oliveira e Maria Joaquina de Oliveira. Ana casou-se em 2ª núpcias com José Emílio, filho de Emílio Alberto e Maria Joaquina da Conceição (natural do Paraná e falecida aos 60 anos, a 11.1.1904 Santo Ângelo/RS).
#Nota: 
 Emílio Alberto e Maria Joaquina foram pais de:
1. Guilhermina Emília Vieira casada com Cândido Salles Vieira
2. Francisco Emílio Alberto 
3. Ana Rosa da Silva casada com Manoel Lutero ou Antero da silva.
4. Maria Emília de Souza casada com Antônio Cezelindo de Souza.
5. Pedro Emílio Alberto  ausente estado Paraná.
6. José Emílio Alberto casado com Ana Ribas de Oliveira/Antunes Ribas.
7. João Emílio Alberto
8. Florinda Maria Alberto

9. Salvador Emílio Alberto 

Ana e José Emílio tiveram 3 filhos:

Bn1. Salvador Ribas

Bn2. Valério Emílio Ribas

Bn33. Jovita Ribas casada com Pedro Aguiar. Pais de:

Tn1. Ana Ribas Aguiar

Tn2. Euclides Ribas Aguiar

N5. Antônio Manoel de Oliveira Neto
F3. SALUSTIANO HIPÓLITO DE OLIVEIRA nasceu em torno de 1860 (7 meses no óbito do pai), também morreu na Revolução de 1893 (degolado no episódio conhecido como “degola do Boi Preto”, Palmeiras/RS). Casou a 21.2.1888 em São Miguel das Missões/RS com sua sobrinha Ana Antunes Ribas (Ana Ribas de Oliveira)[5], filha de Antônio Manoel de Oliveira Filho e Gertrudes Antunes Ribas. Pais de José Hipólito de Oliveira, nascido a 13.4.1894 e fal. no mesmo dia.
F4. FRANCISCO DE OLIVEIRA morreu solteiro, na Revolução de 1893 (degolado no mesmo episódio do Boi Preto), Não tenho certeza de que Francisco seja filho do casal Antônio Manoel e Maria Joaquina.
Filhos do 2º casamento da viúva Maria Joaquina de Oliveira e seu primo José Manoel Vieira:
F1. MARIA DE OLIVEIRA/MARIA DE ASSUNÇÃO VIEIRA nasceu em torno de 1868, Santo Ângelo. Casou com Marcolino Antunes Ribas, n. 26.6.1862, bat. 6.8.1863, Santo Ângelo e fal. degolado na revolução de 1893 em Palmeiras/RS, filho de Salvador Antunes Maciel ou Salvador Antunes da Costa e Maria da Glória Ribas (viúva de salvador Antunes Ribas). Maria casa em 2ª núpcias em 1904, aos 39 anos, em Santo Ângelo/RS com Lucídio José da Rosa 27 anos, filho de José de Oliveira Rosa e Maria Anunciação da Costa, moradores no 1º distrito de Santo Ângelo/RS. Pais de:

           N1. Emília Antunes Ribas, n. 27.7.1891, Santo Ângelo/RS.

           N2. Mercedes Antunes Ribas, n. 17.10.1893, Santo Ângelo.
F2. CARLOTA DE OLIVEIRA VIEIRA, nasceu 1867 (?), Santo Ângelo, onde faleceu em 2.11.1915. Carlota casou-se em 1894 com Manoel Ferreira Prestes, paulista, falecido a 21.5.1917, em Santo Ângelo/RS, com 58 anos, filho de José Ferreira Prestes e Ana Perpétua de Oliveira. Pais de:
N1. Ana Vieira Prestes nasceu 1.1.1897, Santo Ângelo/RS, onde casou em 1919 com João Cargnelutti, nascido em 1.11.1899, Júlio de Castilhos/RS, filho de Leonardo Cargnelutti e Mariana Cargnelutti falecida em 1.11.1918. João era neto paterno de Andréa Cargnelutti e Domingas Copetti. Neto materno de Jacob Cargnelutti e Anna Biasotti.
N2. Sofia Vieira Prestes c/c Lucidoro José da Rosa.
N3. Alfredo Prestes
N4. Leopoldina Vieira Prestes
N5. Virgílio Vieira Prestes
F3. SOFIA MARIA DE OLIVEIRA VIEIRA nasceu a 20.7.1873, Santo Ângelo/RS, faleceu aos 70 anos. Foi casada com Hermelino Gonçalves Mello, falecido com a idade de 75 anos (que se casou em segundas núpcias com Maria Silveira de Mello, com quem teve os filhos Universina, Lucinda e Paulo), filho do capitão Henrique Gonçalves da Costa Mello[6], veterano da Guerra do Paraguai, nascido a 29.7.1872, Santo Ângelo, falecido aos 78 anos em 12.4.1909, no 1º distrito de Santo Ângelo e Balbina Nunes Vieira, falecida aos 103 anos mais ou menos em 1931, Santo Ângelo/RS. Todos seus filhos foram tropeiros. Pais de:     
N1. Hortencio Gonçalves de Mello casado com Itelvina Gonçalves dos Santos (Vinuca). 5 filhos.
N2. Aparício Gonçalves Mello casado com Antonieta Ilgenfritz. 5 filhos;
N3. Octacílio Gonçalves Mello casou-se 19.7.1940 com Idalina Fonseca, filha de João Balbino da Fonseca e Itelvina Maria do Amaral. Avós paternos de Idalina foram Antonio Balbino da Fonseca e Maria Francisca de Queiroz. Seus avós maternos foram Claro Mateus do Amaral e Idalina Maria Manoela de Arruda. Pais de 10 filhos. 
#Nota:
Antônio Balbino da Fonseca e Maria Francisca foram pais:
1. Maria Antônia da Fonseca c/c Veríssimo José Batista.
2. Sezinando Domingos da Fonseca c/c Maria Inácia de Oliveira.
3. José Balbino da Fonseca c/c Eugênia Leopoldina da Fonseca.
4. Vitor Ribeiro da Fonseca c/c Francisca Amaral dos Santos.
5. Pedro Balbino da Fonseca c/c Maria Porfíria (Oliveira/Nascimento?).
6. Graciliano Balbino da Fonseca c/c Francisca Almeida de Queiroz.
7. Izidro Queiroz da Fonseca c/c Lindóia Moura da Luz.
8. João Balbino da Fonseca c/c Etelvina Maria do Amaral.
N4. Salustiano Gonçalves Mello casou com Juvelina Solter. 5 filhos.
N5. Eurico Gonçalves Mello casou-se com Júlia Veiga. 2 filhos.
N6. Henrique Gonçalves Mello casado com Celi Farias. 4filhos.
N7. Antônio Gonçalves Mello, autor do livro “O tropeiro Antônio Manoel e outras histórias”, nasceu em 7.4.1913, Santo Ângelo. Casou aos 37 anos, em 28.9. 1950 com Olga Antunes Fernandes, 19 anos. 2 filhos.
O tropeiro Antônio Gonçalves Mello - TRINDADE, 1992, p.135
N8. Elvira Gonçalves de Mello nasceu em 19.8.1903, no 1º distrito de Santo Ângelo, casou em 1930, Santo Ângelo, com Teodomiro Aristeu de Sousa nascido em 3.9.1900,  1º dist SAngelo, filho de Bento Valentim de Souza que nasceu em 9.7.1872 e Florisbella Fernandes de Souza, nascida em 10.3.1874, ambos naturais de  Santo Ângelo/RS.
N9. Donatila Gonçalves Mello conhecida como “Vana”, casou com Guilherme Vohl/Vile. 1 filha.
F4. VICENTE MANOEL VIEIRA nascido a 26.07.1875 em Santo Ângelo/RS, casa com a sobrinha Arminda Ribas de Oliveira, n. 8.10.1888, Santo Ângelo, filha de Antônio Manoel de Oliveira Filho e Gertrudes Antunes Ribas, filha de Salvador Antunes da Costa que faleceu a 12.12.1882, Santo Ângelo/RS e Maria da Glória Ribas Antunes, falecida em 20.4.1905, 3º distrito de Santo Ângelo/RS.
 ***
Fontes:
Arquivo Histórico Municipal Augusto César Pereira dos Santos, Santo Ângelo/RS.
Arquivo Particular de Willmar Campos Bindé.
Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS): talões do registro civil do município de Santo Ângelo, inventários, testamentos
Cúria Diocesana de Santo Ângelo: livros de batismos, casamentos e óbitos de Santo Ângelo.
MELLO, Antônio Gonçalves. O tropeiro Antônio Manoel e outras histórias. 2001.
TRINDADE, Jaelson Bitran. Tropeiros. São Paulo, Editoração Publicações e Comunicações Ltda, 1992.
YUNES, Gilberto Sarkis. Cidades Reticuladas: a persistência do modelo na formação da rede urbana do Rio Grande do Sul. Tese de doutorado. SP: FAU-USP, 1995.


[1]  Os irmãos Antônio Manoel de Oliveira Filho, Salustiano de Oliveira, Francisco de Oliveira e Marcolino Antunes Ribas (casado com sua irmã por parte materna) foram incorporados compulsoriamente, como soldados, à tropa do Cel. Ubaldino Machado (Maragato), após este ter invadido Santo Ângelo, quando se dirigia para Palmeira das Missões, rumo a Passo Fundo. Esta tropa federalista acampou próximo ao Povoado chamado Boi Preto, onde foi atacada pelas forças do governista Cel. Firmino de Paula, Este episódio é conhecido como “A degola do Boi Preto”, ocorrido em 4.4.1894 e, de acordo com os governistas, o número de mortos (degolados) foi em torno de 370.
[2] Salvador e Maria da Gloria tiveram os filhos:
1.Bibiana Antunes Ribas casada com Salvador Antunes Ribas.
2.Seraphim Antunes Ribas
3.Ricardo Antunes Ribas casado com Soledade Braga Ribeiro.
4.Thomaz Antunes Ribas
5.Gertrudes Antunes Ribas casada com Antônio Manoel de Oliveira Filho.
6.Marculino Antunes Ribas
7.Rita Antunes Ribas casada com Firmino ou Francisco Antônio de Moraes.
8.Anna Antunes Ribas casada com Salustiano Hypolito de Oliveira e em 2º matrimônio com José Emilio Alberto.
9.Antônio Antunes Ribas casado com Maria Francisca Matheus dos Santos.
10.Joaquim Antunes Ribas casado com Ritha Antunes de Freitas.
11.João Antunes Ribas
12.Antônio Antunes da Costa casado com Anna Maria/Joaquina de Oliveira Ribas.
[3] Balbina Nunes Vieira, cujo pai chamava-se Marcelino Nunes Vieira e cuja mãe era índia. Balbina faleceu em torno de 1931, Sto Ângelo, foi casada com Marcolino/Severino Manoel da Motta (sem descendência ?). Após o óbito do esposo, Balbina tem 3 filhos com Henrique Gonçalves da Costa Mello, que faleceu aos 78 anos em Santo Ângelo.
1. Hermelino Gonçalves Mello casado com Sofia Maria de Oliveira Vieira. Após o óbito da esposa, Hermelino casa-se com Maria Silveira de Mello, com quem terá os filhos Universina, Lucinda e Paulo.
2. Domingos Gonçalves Mello que casou com Rozalina Ribas de Oliveira, filha de Antônio Manoel de Oliveira Filho e Gertrudes Antunes Ribas.
3. Hortência Nunes Vieira casada com Lucidio de Oliveira Gonçalves, filho de Delphino Vieira de Oliveira Gonçalves e Balbina Gomes de Mello, moradores no município de Santo Ângelo/RS.
[4] Não é citado no inventário da mãe. Possivelmente faleceu sem descendência e antes da mãe.
[5] Ana Ribas de Oliveira casa-se em 2ª núpcias com José Emílio Alberto, filho de Emílio Alberto e Maria Joaquina da Conceição, com quem teve 3 filhos:
1. Salvador Ribas
2. Valério Emílio Ribas
3. Juvita Ribas casada com Pedro Aguiar. Tiveram 2 filhos:  Ana Ribas Aguiar e Euclides Ribas Aguiar.
[6] Henrique da Costa Mello (filho de Delfino Vieira de Oliveira Gonçalves e Balbina Gomes de Mello - fal. 19.04.1895, com 53 anos, Santo Ângelo, residente em seu 1º Distrito) moradores no 1º distrito de Santo Ângelo). 
     Delfino e Balbina foram pais, ainda, de:
1.Joaquim Gonçalves da costa Mello
2.Eduvirges Gonçalves de Mello casada com Manoel Vieira da Motta.
3.Silvestre José de Abreu
4.Henriqueta Gonçalves da Luz casada com José Pereira da Luz.
5.Manoel de Oliveira Gonçalves
6.Eugenio de Oliveira Gonçalves
7.Primo de Oliveira Gonçalves
8.Lucidio de Oliveira Gonçalves casado com Hortência Nunes Vieira/Gonçalves de Mello.
9.Herminio de Oliveira Gonçalves casado com Amélia Vieira da Motta.
10.Rosalina de Oliveira Gonçalves
11.Zelinda de Oliveira Gonçalves

Nenhum comentário: