segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ernesto de Souza Leal, meu quarto-avô

Ernesto de Souza Leal, meu quarto-avô

autoria de Diego de Leão Pufal

[acréscimos, dúvidas e correções escreva para diegopufal@gmail.com]
[Esta publicação pode ser utilizada pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: PUFAL, Diego de Leão. Ernesto de Souza Leal, meu quarto-avô)in blog Antigualhas, histórias e genealogia, disponível em http://pufal.blogspot.com.br/] 
[atualizado em 30/01/2014]


    Ernesto de Souza Leal nasceu a 10 de julho de 1834 em Triunfo/RS, onde foi batizado a 11 de setembro do mesmo ano, tendo como padrinhos o vigário Francisco de Paula Baptista e D. Ana Gomes de Almeida. Ernesto era filho de Francisco de Souza Leal (*19-11-1794 na freguesia de Nossa Senhora da Victória, Porto, Portugal e +22-03-1856 em Porto Alegre/RS) e de Robéria Maria Rafaela (*27-05-1794 em Rio Grande e +08-12-1840, Porto Alegre).
    O pai de Ernesto, Francisco de Souza Leal, emigrou para o Brasil por volta do ano de 1810-1813 estabelecendo-se no Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos, vindo depois para o Rio Grande do Sul, onde se radicou. Aqui desempenhou vários cargos públicos, como partidor de órfãos em Porto Alegre, Juiz de Paz e Juiz de Órfãos em Triunfo. Nesta cidade conheceu sua primeira esposa, Robéria Maria Rafaela, com quem casou em 1817, a qual era filha de Rafael Alves de Oliveira e Reginalda Maria de Jesus, ambos paranaenses e descendentes das primeiras famílias fundadoras de Curitiba. Após a morte de Robéria, em 1840, Franciscou casou-se em segundas núpcias com Angélica Josefa (ou Francisca) da Silva. De seus dois casamentos houve doze filhos, dos quais descendem as famílias "Souza Leal", "Barbosa Leal", "Silveira de Campos", "Coelho Netto", de Leão e outras.
Evidentemente que Francisco de Souza Leal era bem letrado, conforme se deprende dos próprios cargos públicos exercidos, assim como dos vários documentos que escreveu existentes nos Arquivos Público e Histórico do RS. Talvez tenha sido o próprio Francisco quem ensinou as primeiras letras ao filho Ernesto, que seguiu a profissão de professor público em várias cidades do Rio Grande do Sul. Sabe-se que começou a lecionar pelo ano de 1860/1861 em Osório, mudando-se depois - em 1873 - para Ivoti (na época Bom Jardim) e, após (1886), para Santa Maria do Butía e São Leopoldo.
fotografia do Prof. Ernesto de Souza Leal, 
de 1895-1903, cedida pela 
Sra. Maria Jecy Allgayer da Silva, 
neta de Ernesto, e restaurada 
por Milena Gomes de Campos.
Em 26-08-1896, o Presidente da Província, Dr. Júlio Prates de Castilhos (Leis, Actos e Decretos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul - 1896, editora Oficcina da livraria Universal de Carlos Echenique, p. 503), pelo Ato n.º 95, de 26 de agosto de 1896, aposentou o professor público Ernesto de Souza Leal, da "cadeira do sexo masculino de Santa Maria do Butiá, municipio de S. Leopoldo" (...) "por achar-se inválido para continuar no magistério". Aposentado com o ordenamento de 1:200$000 réis, "corresponde a mais de trinta anos de effectivo serviço no magistério".
Ernesto casou-se a primeira vez a 22 de outubro de 1861 em Conceição do Arroio, atual cidade de Osório/RS, com Felisberta Antônia Inácia de Oliveira, ali batizada a 11 de abril de 1846, filha natural de Zeferino Antônio de Oliveira e de Antônia Inácia de Oliveira. Deste casamento houve seis filhos, que seguem:

F1- Francisco de Souza Leal (Filho), bat. 07-09-1862, Osório e falecido antes de 1903, sem descendentes.
F2- Ernesto de Souza Leal Filho ou também Ernesto de Souza Leal de Oliveira, nascido a 15-09-1863, Osório. Foi comerciante e cigarreiro, tendo sido, em 1901, assim qualificado: cor branca, barba e cabelos pretos, sobrancelhas semi-cerradas, rosto oval, testa grande, olhos castanhos, nariz afilado, boca e orelhas regulares, pés e mãos grandes, tendo aleijado o dedo índice da mão esquerda e uma cicatriz no pulso da mesma mão, altura: 1m68cm. Casou em 1900 com Ermelinda Coelho Netto, com quem teve um filho de nome Pery de Souza Leal. Na mesma época teve com a cunhada, Camilla Coelho Netto, a filha: Jenny Coelho Netto (esta casada com Floriano Antônio de Leão, pais de Nerly Antônio de Leão, meu avô). Segundo alguns, Ernesto teria tido o filho Abel de Souza Leal com outra cunhada (?) Diamantina Coelho Netto.
F3- Eteuvina de Souza Leal, bat. 12-04-1865, Osório e já falecida no ano de 1903, sem descendentes.
F4- Jovita de Souza Leal, bat. 18-09-1868, Osório. Casou-se em Santa Cristina do Pinhal com Generoso Antônio de Oliveira, com quem teve, ao menos, cinco filhos: Ernestina, Isac, Blondel, Dartagnan e Altamir Leal de Oliveira.
F5- Alzira de Souza Leal, bat. 29-09-1869, Osório e já falecida em 1903, solteira, sem filhos.
F6- Geraldina de Souza Leal, nascida a 05-12-1869, Osório e +12-12-1935 em Santa Cristina do Pinhal. Ali casou-se com Galdino Francisco da Rosa, com quem teve oito filhos: Alcides, Octacília, Ernestina, Pery, Jenny, Ercília, Cecília e Maria de Lourdes Leal da Rosa.
Ernesto depois de viúvo mudou-se para São Leopoldo, onde soube que existiam três irmãs solteiras da família Demoly. Chegando lá se deparou com Maria Isabel Demoly, então com 17 anos de idade, de quem enamorou-se no mesmo momento, casando-se logo em seguida, conforme relatos da neta, D. Maria Jecy Allgayer da Silva. O casamento ocorreu em 27-09-1873 em São Leopoldo, nascendo dez filhos (referidos no tópico "Jean Charles Pompee Demoly e sua descendência (IV)", neste blog), sendo que apenas cinco chegaram à idade adulta, que seguem:
F7- Adão de Souza Leal, *01-04-1880, Ivoti. Foi alfaiate. Casou-se em 1902 com Guilhermina Fredolina Stumpf, ali nascida em 1876. Não houve descendência.
F8- Rosa de Souza Leal, *30-07-1886, São Leopoldo e falecida aos 20 anos de idade, em 1908, em Porto Alegre, solteira, sem filhos.
F9- Edelvira de Souza Leal, *29-12-1892, São Leopoldo e falecida em São Jerônimo. Casou-se em 1920 com Waldomiro Allgayer, *1898, São Leopoldo e fal. São Jerônimo, filho de Tristão José Allgayer Filho e Isolina Amélia ou Maria da Silva. Deste casamento houve a filha única: D. Maria Jecy Allgayer da Silva, grande informante nas pesquisas, viúva do Prof. Jayr Silva e mãe de três filhos: José Antônio, Maria Angélica e Paulo Rogério Allgayer da Silva.
F10- Maria Ernestina de Souza Leal (tia Chininha), *15-10-1896, São Leopoldo e fal. em Porto Alegre, solteira, sem filhos.
Ernesto faleceu a 11 de setembro de 1903 em São Leopoldo, onde foi sepultado. A viúva Maria Isabel Demoly faleceu entre os anos de 1913 e 1924 também em São Leopoldo.